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terça-feira, 31 de março de 2009

Estado capitalista repressor

«Mas a violência física também existe. O facto de o capital não a utilizar de forma regular não quer dizer, no entanto, que ela não exista. Em Portugal, como na maioria dos países ditos democráticos, o Estado detém o monopólio da violência. Possui as Forças Armadas profissionais - ou mercenerizadas -, detém a polícia, controla o aparelho judicial e determina a produção legislativa. Toda esta estrutura faz, historicamente, parte do núcleo central do Estado burguês. E é ele a ferramenta que condiciona toda a existência da sociedade porque serve de aparelho repressor daqueles que detêm os meios de produção. A grande diferença, nos dias de hoje, é a de que a luta da classe trabalhadora e a ascensão dos projectos socialistas no século XX obrigaram os Estados capitalistas a recuar e a assumir uma vertente social. Tanto é assim que após o fim do bloco socialista no Leste da Europa os Estados capitalistas se lançaram, novamente, na ofensiva e na eliminação de direitos conquistados por gerações inteiras de trabalhadores.»

segunda-feira, 30 de março de 2009

Simplicidade (Simplicity)

As tintas apenas transportam mensagens que chegam às mentes de quem tem coração para isso, abrem janelas nos sótãos já abertos, arejam como vento dentro do oceano, carregam a espuma salgada das cores.
E tudo termina e recomeça quando a próxima onda apagar os vestígios na areia. À velocidade de um sol. Paredes erguem-se e derrubam-se.
Apenas isso.

The paint just has a clear meaning for those minds who have a heart. The paint leads light to attics already opened, blows wind through deep ocean, brings salty foam made of colourful bubbles.
And everything ends and starts as the next wave erases the drawings on the sand. At the speed of a sun. Walls rise and fall.
Just that.

domingo, 29 de março de 2009

Amused to death


«We watched the tragedy unfold
We did as we were told
We bought and sold
It was the greatest show on earth
But then it was over
We oohed and aahed
We drove our racing cars
We ate our last few jars of caviar
And somewhere out there in the stars
A keen-eyed look-out
Spied a flickering light
Our last hurrah
And when they found our shadows
Grouped 'round the TV sets
They ran down every lead
They repeated every test
They checked out all the data on their lists
And then the alien anthropologists
Admitted they were still perplexed
But on eliminating every other reason
For our sad demise
They logged the only explanation left
This species has amused itself to death»

Roger Waters

sábado, 28 de março de 2009

Emergency

«Hey Bob Marley 
Sing something good to me 
This world go crazy 
It's an emergency» 

Manu Chao

quinta-feira, 26 de março de 2009

Palestina livre

«Na Palestina verde enxadas lutam contra armas
Na Palestina verde enxadas lutam contra armas
Organizando a necessidade de cantar
Uma mística maior
É preciso plantar
No chão do céu da boca
Verbos à flor da pele»
FURTO (Frente Urbana de Trabalhos Organizados)

quarta-feira, 25 de março de 2009

A tempo do primeiro banho de luz

Os aerossois amigos são discípulos pontuais que, quando o trabalho é muito e exigente, se preciso brincam contentes ao longo de toda a noite, mas sabem interromper a folia e encerram o frenesim mesmo a tempo de amanhecer, dando a tarefa por concluída.
Mesmo a tempo.
Quando o sol nascer vai revelar uma parede renovada.
E as tintas vão cintilar no seu primeiro banho de luz.

terça-feira, 24 de março de 2009

Capitalismo selvagem

«Desde os primórdios
até hoje em dia
o homem ainda faz
o que o macaco fazia
Eu não trabalhava
eu não sabia
o homem criava
e também destruía
Homem primata
Capitalismo selvagem
Homem primata
Capitalismo selvagem»
Titãs

sexta-feira, 20 de março de 2009

Os palcos da rua

«Passa-se ali qualquer coisa no momento em que tu sobes as escadas para o palco e... pronto, é difícil de explicar, é quase como se fosse uma dimensão à parte.
Nós temos as nossas vidinhas e não-sei-quê, esteja-se bem, esteja-se mal, esteja-se cansado ou esteja-se eufórico quando se entra em palco acaba por acontecer sempre a mesma coisa.»
João Aguardela
Obrigado a frAgMenTUS

quinta-feira, 19 de março de 2009

Carma

«Carma é uma palavra sânscrita que significa «acção». Designa uma força activa, significando que o resultado dos acontecimentos futuros pode ser influenciado pelas nossas acções. Supor que carma é uma espécie de energia independente que predestina o curso de toda a nossa vida é incorrecto. Quem cria o carma? Nós mesmos. O que pensamos, dizemos, fazemos, desejamos e omitimos cria o carma. Não podemos, portanto, sacudir os ombros sempre que nos defrontamos com o sofrimento inevitável. Dizer que todo o infortúnio é mero resultado do carma equivale a dizer que somos totalmente impotentes diante da vida. Se isso fosse verdade, não haveria motivo para se ter qualquer esperança.»
Dalai Lama

terça-feira, 17 de março de 2009

Ancient

Tu não achas que este mural já é e já tem um aspecto bastante velhinho? Pode ser a altura de o refrescar. This piece looks old and really is old. What do you think? It may be time to repaint it.
Trata-se de um empreendimento que requer um cuidadoso estudo prévio.
In order to refresh it, we must study it carefully before.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Endless greener


«The grass was greener
The light was brighter
The taste was sweeter
The nights of wonder
With friends surrounded
The dawn mist glowing
The water flowing
The endless river
Forever and ever»

Pink Floyd

sábado, 14 de março de 2009

Banqueiros perigosos / Dangerous Banks

"I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If (...) people ever allow private banks to control the issue of their currency, (...) they will deprive the people of all property until their children wake-up homeless (...). The issuing power should be taken from the banks and restored to the people, to whom it properly belongs."
«Os bancos são mais perigosos para as liberdades do que os exércitos. Se o povo lhes der o controlo da sua moeda, será privado de tudo. Até os seus filhos acordarem sem-abrigo. Esse poder deve ser retirado dos bancos e restaurado às pessoas, a quem ele legitimamente pertence.»
Thomas Jefferson

quarta-feira, 11 de março de 2009

mu dança

«Sente-se a moçada descontente onde quer que se vá Sente-se que a coisa já não pode ficar como está Sente-se a decisão dessa gente em se manifestar Sente-se o que a massa sente a massa quer gritar A gente quer MU DANÇA O dia da MU DANÇA A hora da MU DANÇA O gesto da MU DANÇA» Gilberto Gil

domingo, 8 de março de 2009

Stencil Technique

«A knife or scalpel is used to cut out the stencil, with a glass or wooden sheet underneath. It's important to do this on a firm surface (otherwise it's impossible to cut straight lines and clear shapes, and you run the risk of ripping the stencil in places). Connecting bridges are either carefully cut out in the stencil itself or stuck on at a later stage just before the motif is spray-painted.»
Claudia Walde

quinta-feira, 5 de março de 2009

Submissão da consciência

«Porque não é senão como categoria universal do ser social total que a mercadoria pode ser compreendida na sua essência autêntica. Não é senão neste contexto que a reificação surgida da relação mercantil adquire uma significação decisiva, tanto pela evolução objectiva da sociedade como pela atitude dos homens em relação a ela, para a submissão da sua consciência às formas nas quais esta reificação se exprime... Esta submissão acresce-se ainda do facto de quanto mais a racionalização e a mecanização do processo de trabalho aumentam, mais a actividade do trabalhador perde o seu carácter de actividade, para se transformar numa atitude contemplativa.»
Lukács - História e consciência de classe

quarta-feira, 4 de março de 2009

Expressão do pensamento


« Artigo 37.º
(Liberdade de expressão e informação)

1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.


2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
(...)

Constituição da República Portuguesa »


segunda-feira, 2 de março de 2009