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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Repair Instructions

Para reparar um stêncil, ou simplesmente para fortalecer partes enfraquecidas, corta-se um cartão com a forma pretendida e cola-se por cima, fazendo pressão com os dedos até a cola secar. Pode ser necessário repetir o procedimento dos dois lados do stêncil.

domingo, 28 de novembro de 2010

Transição

À esquerda vemos como esta parede era antes da intervenção que aconteceu há alguns meses e que, à direita, aparece numa fotografia obtida nesta semana. Depreende-se, se dúvidas houvesse, que a arte urbana traz benefícios à paisagem urbana. On the left we see how the wall was one year ago. On the right we see how it is today. There's no doubt street art can improve urban landscape appearance.

sábado, 27 de novembro de 2010

Icon

«Letting an image do the work and attaching our name or slogan of choice. This is where icons can say so much with so little, and there is a distinct beauty in that, a power. Letting the psyche fill in the gaps without the viewer being aware of it.»
Faile

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

1, 2, 3, 4... Stencil!



A longevidade de um stêncil depende principalmente do material que o constitui e das vezes que é usado. Dure mais ou dure menos, um dia inevitavelmente terá de ser substituído. Passo a passo, o exercício de cortar um stêncil requer minúcia e paciência. No fim, podemos comparar o antigo com o novo. Deixamo-los juntos por um bocado, para que se cumprimentem e conversem entre si, de modo a que, antes de passar à reforma, o stêncil usado transmita os seus conhecimentos e a sua experiência àquele que o vai substituir.
Some stencils last longer than others. But sooner or later all of them will need to be replaced. Step by step, the cutting process needs patience. When the new stencil is ready, you can compare it to the old one. Then let the stencils side by side for a while, so that they can talk to each other. Let the new stencil learn from the veteran's experience.

sábado, 20 de novembro de 2010

Arroz e lentilhas

Num tempo em que pelo menos 1.000.000.000 de seres humanos todos os dias passam fome, convidamos-te para uma refeição vegetariana com Dalaiama.
This is a world where everyday at least 1.000.000.000 human beings have no food. This is OUR world. Shouldn't we feel responsible for it? Well, anyway you are invited to have a vegetarian meal with Dalaiama :)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Noites Submersas

Neste tempo chuvoso as latas não saiem à rua. Já são noites seguidas assim. Começam a ficar impacientes. Teremos de recorrer à imaginação para resolver este impasse... It's impossible to paint when it's raining. These have been wet nights. One thing we know for sure: the cans are starting to become impatient, we'll have to use our imagination to do something...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Oferenda

A arte urbana é uma espécie de oferenda. Às vezes mais às vezes menos modesta, mas sempre uma oferenda. Desde o momento em que uma obra de arte é realizada na rua declara-se aberta a exposição. Sem jornalistas para cobrirem o evento, nem galeristas para receberem os visitantes, nem porto de honra. A exposição é imediata, tão simples quanto isso. Trata-se de uma oferta sensível e intelectual de um cidadão anónimo para outros vários cidadãos anónimos. Tal como é anónima a grande maioria de pessoas que determina o curso da história humana. No espaço público o intercâmbio democrático simplesmente vai acontecendo, com toda a naturalidade. A exposição durará o tempo que tiver que durar. A obra persistirá sem ser transformada ou removida enquanto a cidade a aceitar. Pode durar um dia, um mês ou mesmo vários anos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Six Months Later

Desde que foi realizada esta pintura nunca mais lá tínhamos voltado. Fizemo-lo hoje. Aqui está a fotografia à luz do dia :) Since we did this painting we had never come back untill today. Here's the picture at daylight :)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Quiet Mind

«A quiet mind is all you need. All else will happen rightly, once your mind is quiet. As the sun on rising makes the world active, so does self-awareness affect changes in the mind. In the light of calm and steady self-awareness, inner energies wake up and work miracles without any effort on your part.»

Nisargadatta Maharaj

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Derretido

Tínhamos a ideia de que esta obra iria prolongar-se Outono dentro, mas infelizmente foi removida mais cedo do que se esperava. Não há stress. O que é definitivo na vida?
We thought this work of art was going to last through Autumn, but it was erased sooner than we expected. Never mind. There's never a forever thing.

domingo, 14 de novembro de 2010

Workers Resistance

«Fed up working your ass off for the minimum wage while some lazy git sits in an office getting rich off your back? Had enough of being told how to look, what to think and when to smile? Sick of late nights without overtime, all the crawling to 'superiors' and the company's idiotic propaganda? Ready for a resistance network that's international, combative and capable of standing up to McDonalds?»

sábado, 13 de novembro de 2010

Testando difusores #3


A Montana espanhola (em contraponto com a Montana alemã) fabrica em Barcelona as latas Hardcore, que são das mais antigas no mercado e das mais populares no mundo inteiro. São de alta pressão, o que significa que, para a realização de linhas finas, não só é recomendável a utilização de skinny caps (como os testados na imagem) como também é necessário haver contenção ao premir o difusor e aproximá-lo o mais possível da parede (na nossa experiência, cerca de um centímetro de distância). De resto, hoje voltámos a seguir os mesmos critérios na prossecução do nosso estudo, o que contempla também o uso de latas novas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Autódromo

This was made yesterday evening, when going to Sintra. We can see Estoril's race track in this picture. Realizado ontem ao fim da tarde, a caminho de Sintra, com o autódromo do Estoril lá ao fundo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Inspiration

«A inspiração realmente existe, mas deve encontrar-nos a trabalhar.»
«Inspiration exists, but it has to find us working.»
Pablo Picasso

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Jardim no Monte

O mais recente trabalho, oferecido às pessoas do Monte Estoril.
The most recent work of art, a gift to the people of Monte Estoril.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Incansável

Realizado agora mesmo, no Monte Estoril, antes de o sol raiar.
This was done a few moments ago, just before dawn.

domingo, 7 de novembro de 2010

Freedom of Expression

«I put my characters on stage on the city walls, like a composition on a canvas. Even my art can be subjective. I want it to be popular and understood by everyone, and I want to give off positive vibes and show freedom of expression.»
Mademoiselle Kat (street artist)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Não vivemos acima das nossas possibilidades

«Os portugueses vivem muito abaixo das suas possibilidades. O problema é mesmo o défice de igualdade. É um País resignado com a injustiça. E uma elite habituada a viver com ela.
Segundo um estudo realizado por sociólogos do ISCTE, vinte por cento dos portugueses estão abaixo do limiar de pobreza. Ou seja, não conseguem garantir o mínimo das necessidades familiares. Se não fossem as ajudas do Estado este número passaria para os 40%.

31% das famílias estão no escalão imediatamente acima do limiar de pobreza - ganham entre 379 e 799 euros. 21% não têm qualquer margem para qualquer despesa inesperada. 12% não conseguem comprar os medicamentos que precisam. Muitos deles, apesar de terem mais qualificações do que os seus pais, vivem pior do que eles. 35% vivem confrontadas com situações frequentes de escassez, o que inclui a impossibilidade de aquecer a casa ou de usufruir de baixas médicas para não perder rendimentos. 57% vivem com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.

Este povo pobre desconfia dos outros, desconfia do poder (70%), não está satisfeito com as suas condições de vida mas, extraordinariamente, considera-se feliz. Mais de um terço dos insatisfeitos diz que nada faz para mudar de emprego, 63% recusa a possibilidade de emigrar e apenas uma minoria diz que deseja voltar a estudar.

Este estudo diz-nos duas coisas.

A primeira é evidente para quem conheça o País: os portugueses não vivem acima das suas possibilidades. Vivem abaixo delas. Há uma minoria, isso sim, que garante para si a quase totalidade dos recursos públicos e privados. Somos, como se sabe, o País mais desigual da Europa. Temos dos gestores mais bem pagos e os trabalhadores que menos recebem. Somos desiguais na distribuição do salário, do conhecimento, da saúde, da justiça. E essa desigualdade é o nosso problema estrutural. É esse o nosso défice. Ele cria problemas económicos - deixando de fora do mercado interno uma imensa massa de pessoas -, orçamentais - deixando muitos excluídos dependentes do apoio do Estado -, sociais, culturais e políticos.

A segunda tem a ver com isto mesmo: a pobreza estrutural não leva à revolta. Dela não resulta exigência. Provoca desespero e resignação. Resignação com a sua própria vida, resignação com a desigualdade e resignação com a incompetência dos poderes públicos. A pobreza não apela ao risco. Não ajuda à acção. O atraso apenas promove o atraso.

Nos últimos 25 anos entraram em Portugal rios de fundos europeus. Aconteceu com eles o que aconteceu com todas as oportunidades que Portugal teve nos últimos séculos. Desde o ouro do Brasil, passando pelo condicionalismo industrial do Estado Novo e acabando nos fundos europeus, nos processos de privatização para amigos e no desperdício em obras públicas entregues a quem tem boas agendas de contactos, que temos uma elite económica que vive do dinheiro fácil, do orçamento público e da desigualdade na distribuição de recursos. Essa mesma que, em tempo de crise, o que pede é redução do salário e despedimento fácil.

Repito: os portugueses não vivem acima das suas possibilidades. Apenas vivem num País onde as possibilidades nunca lhes tocam à porta. O nosso problema é político. É o de uma economia parasitária de um Estado sequestrado por uma minoria que não inova, não produz e não distribui. De um Estado e de um tecido empresarial onde os actores se confundem. De um regime pouco democrático e nada igualitário. E de um povo que se habituou a viver assim. De tal forma resignado que aceita sem revolta que essa mesma elite lhe diga que ele, mesmo sendo pobre, tem mais do que devia. »

Daniel Oliveira

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

3º aniversário

Dalaiama Best Of from Dalaiama Street Art on Vimeo.

Hoje é um dia especial. Já são 3 anos de actividade neste blog, e muitos mais a intervir nas ruas! Comemoremos pois com o lançamento de um novo filme, aliás bastante apropriado para a ocasião: Dalaiama - Best Of. Today is the third anniversary of this blog. 3 years in the internet and many more intervening in the streets. Today is a good day to officialy release the newest Dalaiama's film: BEST OF.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Interpreta como quiseres

Já há vários anos Dalaiama espalha pelas ruas uma série de imagens que, a um só tempo, se pretende sejam poéticas e políticas. Alguns apreciam o estilo, outros nem por isso. Seja como for, é um dado assente que as motivações da arte dalaiamiana não são apenas estéticas, mas também de conteúdo. Dito de outro modo, é possível retirar uma mensagem dos trabalhos expostos nas ruas. Que mensagem é essa? Ora, se é nosso ponto de vista que o espaço público é pertença de todos, aquilo que ali acontece também o é. Assim sendo, não apenas é legítimo o direito à livre expressão nesse espaço, como também é legítima a livre interpretação do que ali se expõe. Daqui resulta ser possível que os autores de uma certa intervenção tenham uma determinada ideia em mente, mas que os fruidores dessa mesma intervenção a interpretem de maneira muito diferente. Isso é errado? Não. Há uma única interpretação considerada correcta das várias formas de Arte Urbana? Não. Primeiro, porque a Arte, enquanto conceito aberto, encerra um leque muito vasto de significações. Em segundo lugar, porque a rua, enquanto espaço colectivo, promove um acesso amplificado às obras, democratiza-as a tal ponto que qualquer pessoa, com mais ou com menos formação académica ou artística, tem acesso às obras expostas. Por último, acreditamos que todas as pessoas são portadoras de sensibilidade e inteligência. Podem assim perfeitamente exercer o seu direito a uma interpretação própria dos objectos estéticos colocados na rua. É normal que isso aconteça. Na verdade, esse é um dos aspectos mais fascinantes da Arte Urbana: a apropriação individualizada por parte dos vários grupos que visitam o espaço colectivo. O comum cidadão que circula na rua não apenas é dono das formas estéticas que ali se expõem como também é dono dos conteúdos que essas formas veiculam. Trata-se de uma apropriação colectiva realizada indivíduo a indivíduo. Neste sentido, quem oferece a sua Arte nas ruas, perante o seu público pratica o desprendimento (deixa de ter controlo sobre as obras) e a humildade (não pode ter a arrogância de querer determinar as múltiplas interpretações de que a sua obra será alvo). Portanto, na próxima ocasião em que deparares com a expressão artística de alguém no espaço público, pensa: «isto é meu, pertence-me, logo eu interpreto como bem entender.» Deves sentir-te à vontade para procederes à tua leitura personalizada. A Arte está nas ruas. A exposição dá-se todos os dias. Desejamos-te boas visitas!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Latas novas

Esta tarde visitámos novamente o nosso fornecedor de latas, que com a simpatia do costume, os bons preços habituais e as tintas de qualidade de sempre, proporcionou-nos um novo carregamento de latas. Novas pinturas em breve ;D
Thanks to the best spray dealer, we have a new stock of colours. Very soon we'll see new paintings ;D

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

One hour ago

One hour ago we painted in Cascais. That's the best way to start November :)
Começamos o mês de Novembro com uma pintura dourada. Há uma hora atrás era este o quadro :)