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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

60 mil milhões por mês de dívida pública e privada


"Há hoje muita gente a celebrar um funeral. A impressão de dinheiro pelo BCE não quer dizer nada a não ser mais austeridade – dinheiro não faz dinheiro nem evita a queda da taxa média de lucro, deflação nos preços de produção. A impressão de dinheiro nos EUA em 2008 – quantitative easing – teve efeitos porque os EUA têm a maior produtividade do mundo, os chineses a produzir a preço de ditadura do PC Chinês e tijela de arroz, e, sobretudo, e acima de tudo, porque o salário médio nos EUA sofreu uma queda histórica de 25% desde 2008 e foi essa queda, o salário, o único valor real, que pagou a impressão desse dinheiro. Ou seja, a salvação do capitalismo norte-americano, e por arrasto do comércio mundial, foi feita a partir do segundo semestre de 2009 com uma queda abrupta no salário, dada pelo aumento do desemprego, desde logo. Quem imprime dinheiro imprime papel, que não vale nada a não ser que se reduza o custo unitário do trabalho para garantir esse papel impresso.

(...) Dragui imprime dinheiro para evitar um 1929 – que já está aqui, e sabemo-lo exactamente porque ele…está a imprimir dinheiro. E dinheiro não é valor. O nosso desafio hoje não é salvar o capitalismo europeu, morto."

Raquel Varela

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Somos todos gregos!

"Όλοι και όλες μαζί. Για μια νέα πολιτική, για ένα νέο υπόδειγμα σχέσεων, βασισμένο στην εμπιστοσύνη, στον αλληλοσεβασμό, στην αλληλεγγύη και την υπευθυνότητα."

"Todas as pessoas juntas! Por uma nova política para um novo modelo de relacionamento, baseado na confiança, respeito mútuo, solidariedade e responsabilidade."

"All together. For a new policy, a new model of relations based on trust, on mutual respect, solidarity and responsibility."

Alexis Tsipras

domingo, 25 de janeiro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Destruir a História


"O papel histórico do capitalismo é destruir a História, cortar todo o vínculo com o passado e orientar todos os esforços e toda a imaginação para o que está a ponto de ocorrer."

John Berger

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Lambe-lambe religioso

Terminado o vitral, abre-se uma janela divina para os secretos desígnios que a religião do capital nos destina. Numa parede perto de ti, oremos pois!

We have already finished this religious poster. The paint is still fresh! When looking at it we can certainly feel God's blessing. Very soon, at some street corner, everybody will be able to pray to money-Lord!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Conscious Being


“To deal with things knowledge of things is needed. To deal with people, you need insight, sympathy. To deal with yourself, you need nothing. Be what you are — conscious being — and don't stray away from yourself.”

Nisargadatta Maharaj

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cada vez mais forte!


"Os graffiti sempre foram provocatórios, eu próprio sofri alguma repressão por praticá-los. Mas o que a minha experiência me diz é que tentar calar uma expressão só torna essa expressão mais forte."

Alexandre Farto aka Vhils

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sociedade obcecada pela propriedade


"Somos acusados de estar obcecados pela propriedade. Ora, a verdade é exatamente o oposto. É a sociedade e esta cultura que estão obcecadas. Todavia, a um obcecado a sua obcecação parece fazer parte da natureza das coisas, e não a reconhece pelo que é. A relação entre arte e propriedade na cultura europeia parece natural a essa cultura e, por consequência, se alguém demonstra a extensão dos interesses da propriedade num dado campo cultural, essa demonstração torna-se a obcecação do demonstrador. Isso permite ao establishment cultural prolongar a sua falsa imagem racionalizada de si próprio."

"We are accused of being obsessed by property. The truth is the other way round. It is the society and culture in question which is so obsessed. Yet to an obsessive his obsession always seems to be of the nature of things and so is not recognized for what it is. The relation between property and art in European culture appears natural to that culture, and consequently if somebody demonstrates the extent of the property interest in a given cultural field, it is said to be a demonstration of his obsession. And this allows the Cultural Establishment to project for a little longer its false rationalized image of itself."

John Berger

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Subvertendo o controlo e a censura


"A street-art nasce e prolifera fora dos contextos convencionais, alimentada pela vontade e obstinação de anónimos e pseudónimos. Subvertendo a opressão da propriedade privada e do controlo, as ruas são reclamadas pelos artistas urbanos e feitas palcos de activismo, de participação, de comunicação. Integrando o espaço público a que se dirigem, é sobre a realidade que falam, contornando a tendência dos círculos artísticos de orbitar sobre si em entre-referências. Longe de um vício social de egos e vaidades, a ênfase da arte urbana é a acção: os street-artists correm riscos, são independentes e suportam os próprios custos, procurando imediaticidade e eficácia."

Sabrina D. Marques

sábado, 17 de janeiro de 2015

Atreve-te!


Defendemos a Arte interventiva que não se fique pelo formalismo oco que arranca aplausos fáceis de quem prefere as atitudes mansas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que as crianças ensinam


"Tipicamente, aos 4-5 anos as crianças não têm nenhuma ideia de onde vem o dinheiro, pensam que o preço dos bens depende das suas características (nomeadamente as físicas – dimensão, proporção, etc.), não percebem de todo a ideia de lucro e são incapazes de aceitar que quem empresta dinheiro possa cobrar juros em troca.

Aos 7-8 anos têm consciência de que o dinheiro vem do trabalho (se os pais trabalharem), mas continuam a pensar que o preço das coisas depende da sua função ou utilidade prática (jamais um colar pode custar mais que um canivete suíço), que juros e lucros não fazem sentido, e são essencialmente desprovidos de pensamento estratégico ou de ganância nas relações com os outros. As trocas entre crianças são frequentes nestas idades, mas são motivadas por factores muito diversos (puro gozo, desenvolvimento de laços de amizade, desejo de possuir ou descartar objectos).

Lá para os 10-12 anos ainda não pensam na relação entre oferta e procura quando tentam explicar o preço das coisas – nesta fase acreditam que os preços são determinados pela quantidade de trabalho ou de materiais incorporados num objecto. Começam a perceber a ideia de lucro, mas aceitam mais facilmente que haja lucros baseados no que se produz do no que se troca. Só então começam a aceitar a noção de juros sobre os empréstimos, mas durante algum tempo continuarão a achar que os juros passivos (i.e., que os bancos pagam sobre os depósitos) devem ser maiores do que os juros activos (i.e., que os bancos cobram pelos empréstimos) - só muito mais tarde conseguem compreender a noção de lucro bancário.

O mais interessante de tudo é a forma como as crianças se comportam na famosa experiência do bem-público. Nesta experiência testa-se a disponibilidade de um conjunto de indivíduos para contribuir de forma anónima para um bem comum de que todos beneficiam. Entre os adultos, tipicamente, a partir de certo momento há alguém que, à sombra do anonimato, deixa de contribuir o que era esperado, desencadeando uma sucessão de respostas no mesmo sentido, resultando na falência do bem-público. Entre as crianças, por contraste, a coesão social tende a manter-se para benefício de todos. 

Estes resultados fazem-me pensar que, se calhar, há tanto para aprender com as crianças sobre economia como para ensinar-lhes."

Ricardo Paes Mamede


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

It's Up To You


"One of the penalties for refusing to participate in politics, is that you end up being governed by your inferiors."

Plato

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Para poucos


"Conheço um modo de vida que é sombra leve desfraldada ao vento e balançando leve no chão: vida que é sombra flutuante, levitação e sonhos no dia aberto."

Clarice Lispector

sábado, 10 de janeiro de 2015

Nous ne sommes pas Charlie


"Por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? [...]

Ligo a televisão e vejo a Assembleia da República que não deixou falar os "capitães de Abril" e que está tão chocada com esta falta de respeito pelo direito de expressão. Julgava que, para a presidente da Assembleia da República, "os carrascos" eram os que faziam barulho nas bancadas para o povo. O mesmo Telmo Correia que está na Assembleia da República chocado, estaria a pedir para acabar com aquele "cartoon" que ofende católicos. Já assisti a isso e não foi assim há tanto tempo. "Embora fazer um referendo sobre co-adopção de casais homo" - porque respeitamos muito a liberdade dos outros. Uma Europa que vive um discurso de honestos do Norte contra preguiçosos do Sul está de boca aberta com extremistas. Somos todos Charlie. É só grandes defensores da liberdade de expressão e dos direitos individuais e das conquistas da democracia, no mesmo local onde se apoia que a Merkel possa fazer chantagem eleitoral sobre os gregos.

Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença."

João Quadros

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

By You, Through You


“Whatever happens, happens to you by you, through you; you are the creator, enjoyer and destroyer of all you perceive.”

Nisargadatta Maharaj

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Plus de générosité, plus de tolérance, plus de démocratie!

"O massacre que acaba de ser cometido contribui para uma estratégia de tensão e de medo cujos elementos são, infelizmente, conhecidos: fanatismos pseudo-religiosos, apelos a um «choque de civilizações» e corrosão das liberdades públicas com o pretexto, ilusório, de garantir a segurança de todos e de vencer a «guerra contra o terrorismo».
Está em curso uma batalha crucial. O que está em causa é a própria definição das linhas de fractura francesas. Haverá incendiários que pretenderão enraizar na Europa uma clivagem que oponha entre si parcelas da população definidas em função da sua origem, da sua cultura, da sua religião. Nós, pelo contrário, faremos tudo para que um mesmo lado da barricada reúna todos os partidários de uma sociedade emancipada, solidária e alegre, pela qual lutavam também os jornalistas e desenhadores do Charlie Hebdo."

Le Monde Diplomatique - ed. portuguesa

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ownership and Surveillance


"The street artwork takes much of its meaning from its location in public space, on private property. From this complicated location, myriad questions arise, to do with conceptions of place, ownership, and boundaries."

Alison Young

domingo, 4 de janeiro de 2015

Feijoada à portuguesa


"Uma mesa cheia de feijões. 
O gesto de os juntar num montão único. E o gesto de os separar, um por um, do dito montão. 
O primeiro gesto é bem mais simples e pede menos tempo que o segundo. 
Se em vez da mesa fosse um território, em lugar de feijões estariam pessoas. Juntar todas as pessoas num montão único é trabalho menos complicado do que o de personalizar cada uma delas. 
O primeiro gesto, o de reunir, aunar, tornar uno, todas as pessoas de um mesmo território é o processo da CIVILIZAÇÃO. 
O segundo gesto, o de personalizar cada ser que pertence a uma civilização é o processo da CULTURA. 
É mais difícil a passagem da civilização para a cultura do que a formação de civilização. 
A civilização é um fenómeno colectivo. 
A cultura é um fenómeno individual. 
Não há cultura sem civilização, nem civilização que perdure sem cultura." 

Almada Negreiros

sábado, 3 de janeiro de 2015

Et puis la police est venue...

This is another example of what we said about police being called. It's always something when they show up. On that occasion there were three of us. 

This unpublished photograph of one more incompleted wall was taken in the autumn of 2007.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2015 Here We Go!


Estamos sempre prontos! Que venha mais um ano! A nossa força clama por Justiça!
WE WILL ALWAYS FIGHT FOR OUR RIGHTS!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

2015: ESPERANÇA!


"A direita, que nos últimos 40 anos sempre gostou de se apresentar como o lado pragmático e realista do sistema político, nunca foi tão ideológica como hoje. Para esta direita, se a realidade não se coaduna com o modelo que imaginam para o mundo, o erro só pode ser da realidade – nunca do modelo. Por si só, isto bastaria que o seu contributo para a reflexão colectiva que o país necessita fosse sempre dominado por abstracções pouco úteis. Para mais, PSD e CDS estão empenhados em mascarar o falhanço da estratégia de austeridade prosseguida nos últimos quatro anos. Até às eleições, daqui só se pode esperar propaganda e cara de pau (sendo nisto mestre o líder do CDS-PP). 

[...] o que fazer perante uma dívida insustentável, como recuperar a perspectiva de um desenvolvimento avançado numa Europa que nos é essencialmente desfavorável, como reagir à chantagem dos poderes europeus, como mobilizar a população para a consciencialização da situação em que nos encontramos? 

Vale-nos, assim, a esperança dos choques externos. Começamos 2015 com grandes incertezas sobre o futuro da Europa e do Mundo. Dentro de um mês a Grécia vai a votos, ameaçando desestabilizar a paz podre europeia. A queda do preço do petróleo parece um bálsamo, mas traz consigo instabilidades geopolíticas de consequências imprevisíveis. Nas origens da baixa do preço do petróleo surge uma alteração da política monetária dos EUA, que pode ser o início do fim dos juros baixos - e, com ele, o rebentamento de várias bolhas especulativas. Enfim, o mundo não pára, malgrado a tendência do sistema político português para suspender a realidade sempre que eleições se aproximam. 

Haja esperança, 2015 ainda pode vir a ser um ano de clarificação. Boas entradas!"

Ricardo Paes Mamede