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sábado, 7 de julho de 2012

As honrosas colaborações do último ano =)






Eusboço, Cardinal, Rufia, Costah e El St são alguns dos mais interessantes stritartistas com quem tivemos o prazer e a honra de colaborar no último ano. Grandes Amigos! Grandes Artistas! Mais paredes virão ;D


In the last 12 months we had the honour and the pleasure of collaborating with such Street Artists as Eusboço, Cardinal, Rufia, Costah and El St. Great Artists! Great Friends! More walls are waiting for us ;D

sexta-feira, 6 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Auditoria Cidadã à Dívida



" «Segundo as previsões da troika, a dívida pública portuguesa crescerá até 2013, ano em que chegará aos 115% do PIB. E depois? Depois, a troika apresentas cenários, uns optimistas e outros pessimistas, incluindo pelo menos um de descalabro total. A troika não sabe ao certo, e fala de riscos e incertezas. E nós sabemos? Sabemos pelo menos que a austeridade imposta em nome do serviço da dívida está a levar a economia portuguesa a uma recessão cada vez mais profunda. Sabemos também que no fim deste processo pode estar um ponto em que nem sequer a dívida é já possível servir. E se para servir a dívida for preciso destruir os sistemas de saúde, de educação de segurança social? Será esse um preço aceitável?».
O debate «A dívida pode ser paga?» tem lugar a 7 de Julho às 21.00h na Associação 25 de Abril e é organizado pela Auditoria Cidadã à Dívida. Conta com a participação de Paulo Trigo Pereira (autor de “Dívida Pública e Défice Democrático”), Mariana Mortágua (co-autora de “Dívidadura”) e Ricardo Cabral (autor de “Dívida” em “XXI Ter Opinião 2012”). A moderação caberá a Ana Narciso Costa (docente do ISCTE e investigadora do Dinâmia). "



Nuno Serra (http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/07/tres-debates.html)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Conversation Worth Celebrating


«All over the world, people are staying up late, venturing into the night, and breaking the law to say this thing to you. You don’t know them and they don’t know you. And it doesn’t matter. They just want to be heard. So they’re writing on the walls and sidewalks of the places we live. You don’t have to listen to them if you don’t want to. You can walk past the words and mistake them for vandalism. And that’s what most of us do most of the time. But if you pay attention, you’ll find a conversation worth celebrating, worth taking part in. You’ll find a conversation about things that matter. Things like love, and shit, and incest, and war. Things like monkeys, and drugs, and cheese, and toilet seats. Things like fucking, and loss, and ducks, and revenge, and theft, and Arabs, and Chinese people. Things like science, and fame, and God, and pianos, and politics, and aliens, and Jesus, and pigeons, and pancakes. Written on the city, there is a signal amidst the noise. There is conversation amidst intimate strangers. This graffiti is good.»


Axel Albin and Josh Kamler

terça-feira, 3 de julho de 2012

Carneirada passiva


«... depois de o governo ter falhado todos os objectivos orçamentais da sua política, conseguindo aumentar o desemprego, diminuir as receitas fiscais e não atalhar o défice, ao mesmo tempo que destruiu grande parte da economia nacional – o primeiro-ministro Passos Coelho insista em soletrar o rumo que lhe é ditado por Berlim. A troika e Gaspar parecem plasmar a célebre fórmula: o Memorando nunca se engana, a realidade é que está errada. A reacção do governo vai ser pavloviana, apesar deste rumo nos ter trazido ao desastre, os governantes vão sublinhar a necessidade de aprofundar o caminho das “reformas estruturais” e a necessidade de fazer mais sacrifícios.


É óbvio que o falhanço do governo é apenas aparente. O executivo não quis resolver a crise económica, o seu objectivo foi usar a crise económica para fazer uma autêntica revolução conservadora, baixando abruptamente salários e destruindo o pequeno Estado Social existente. A manutenção da crise vai ser usada para forçar ainda mais esta mudança. Os nossos governantes contam, para isso, com a internacionalmente elogiada “paciência com que os portugueses estão a suportar os sacrifícios”. Ao contrário do que nos garantem, este estado de inacção será mais responsável pelo nosso desastre do que pelo nosso progresso.»


Nuno Ramos de Almeida




segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fome inspiradora



O grande mural que apresentámos na Galeria de Arte Contemporânea António Prates inspirou-se em outros semelhantes que antes pintámos em mansões devolutas. Em uma dessas intervenções, após algumas horas a trabalhar na fachada de uma casa abandonada, apareceu-nos um sem-abrigo que surpreendeu-nos dizendo que habitava aquela ruína. Talvez nem toda a gente saiba que a viver sem teto há muitos indivíduos cultos, expressam-se com desenvoltura e riqueza de vocabulário e, mesmo deambulando sem casa, conseguem ler jornais e manter-se a par do que se passa no mundo. Ficámos meia hora à conversa e, entre outras coisas, contou-nos a sua interpretação da iconografia do Dalaiama. As gotas de chuva seriam figos, e acrescentou que já tinha visto pela cidade ­aquela «melancia» que agora desenháramos na «sua» parede, sobrevoada por pássaros ao ar livre, rodeada de flores, pois claro, porque «a horta é bela como um jardim».



sábado, 30 de junho de 2012

Inscription On The Gravestone












«Na prática, deixar o nome escrito numa parede é uma das formas mais frequentes e antigas dos graffiti. Nos de Pompeia já aparecem algumas rubricas. Neles podemos ver tentativas de comunicação, que se faziam de uma maneira muito semelhante à forma como se trocam hoje em dia os cartões de visita ou os endereços de correio eletrónico. No entanto, representados em pedra e no espaço público, a presença destes nomes torna-se visível para todos e, sobretudo, é duradoura. Um bom exemplo de tudo isso são, sem qualquer dúvida, as inscrições oficiais, as quais ainda hoje aparecem em lugares importantes dos palácios ou até em monumentos públicos. Para o comum dos mortais bastaria provavelmente ter o seu nome debaixo da campainha ou em cima da entrada da sua casa, ter um autocolante com o seu nome no carro ou, pelo menos, uma inscrição no seu túmulo; embora nem sempre se queira esperar tanto tempo.»


«Indeed, leaving one’s name on a wall is one of the most ubiquitous and oldest types of graffiti. There are signatures on the walls of Pompeii. You can even see how these names engage in a sort of communication – homepage addresses. This sort of presence, however, very public and engraved in stone, is much more noticeable and durable. Official inscriptions, which can be seen to this day on palaces and public monuments, are a typical example for this. For the mere mortal, the name on the door, the doorbell panel or the sticker on the car may suffice, or at least the inscription on the gravestone. But people did not always want to wait that long.»


Johannes Stahl



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Desegnate !!!


«(...) aquele que aprende para scultor ou para pintor, não cure de perder tempo em esculpir, nem pintar, nem empôr as colores muito lisas e mui perfiladas: mas solamente ponha todo o seu studo em saber desenhar. E assi o mandava aos seus decipolos Donatello sendo scultor: perguntando-lhe elles que esculperião, ou entalharião, para se fazerem grandes mestres como elle era, respondia-lhes elle e não dizia mais que: desegnate e se tornavão a pedir outra mais lição, tornava outra vez a responder: desegnate.»


Francisco de Holanda (in Da Pintura Antiga, 1548)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Most Recent Paste Up


Dia após dia tem vindo a arrefecer, mas as noites ainda são de verão. Na próxima semana dizem os meteorologistas que as temperaturas vão voltar a subir, o que sempre ajuda a cola e a tinta a secar mais depressa.