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terça-feira, 11 de setembro de 2012

A Corrupção da Democracia


« é a acepção comum, que define corrupção de forma mais ampla, como desonestidade, como falta de integridade, como imoralidade, como roubo, como desvio e não apenas como um acto mas como uma cultura. A corrupção que eu e muitos outros sentimos (sim, uma percepção) no “arco do poder” em certos casos nem sequer é ilegal. É o caso dos deputados que são ao mesmo tempo advogados e consultores dos mais variados interesses, que foram eleitos pelo povo para defender a causa pública e que estão no Parlamento para defender interesses privados. Legal. Mas corrupção. É a corrupção da democracia. É o caso dos políticos que no Governo fazem favores às empresas que depois os compensam da sua lealdade contratando-os quando saem do Governo. Legal. Mas corrupção. Ou melhor: percepção de corrupção. É o caso das obras inúteis ou dos empréstimos contraídos a juros agiotas para benefício de construtoras e bancos em prejuízo do erário público. É o caso da venda a preço de saldo de empresas públicas para benefício das empresas compradoras. É difícil de provar que haja intenção de obter benefício próprio e dos amigos? Pode tratar-se de uma opção ideológica? Pode. Há de facto uma opção ideológica que consiste em roubar o Estado, distribuir as riquezas roubadas pelos amigos mais ricos e tentar reduzir os mais pobres à inanição e à passividade. Mas o verdadeiro nome disto é corrupção. Ainda que o PSD, o CDS e uma parte do PS nos andem a tentar convencer que isso se chama política. Não chama. A política é a generosidade da polis, da coisa pública. Esta gestão de fortunas que o Governo faz chama-se corrupção. E existe. »


José Vítor Malheiros



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Gentilhuomo


«Com a teoria «académica» e com o espaço da Academia é também o estatuto do artista que se eleva à condição social e intelectual do gentilhuomo, do «académico» ou do honnête homme, que culmina com as figuras de mediação do peintre savant, do «cavaleiro» e do homem de estado. A «teoria» é, assim, uma doutrina que regula os discursos, o reflexo de uma diversidade de procedimentos que na sua forma representa a autoridade e a autonomia intelectual do artista. A «teoria» tenta apreender a multiplicidade heterogénea das práticas, dos hábitos e das soluções técnicas numa ideia.»

Vítor Manuel Oliveira da Silva


domingo, 9 de setembro de 2012

Chiado repleto de histórias




Tantas são as vezes em que os pequenos acontecimentos, discretos, inesperados, acabam por definir o rumo de um dia. Por mais planos que se façam, existir é uma aventura imprevisível ;)



sábado, 8 de setembro de 2012

Yes We Did It Again!!!


Na noite passada a tinta voltou a molhar a chapa: entre as cores puras há um discreto mas reluzente ouro rico! Yeeeeeah!!!

Last night we spread some paint again. Red, green, yellow,.... and a shining GOLD outline!!!


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

La Fortune


«O verde é, quimicamente, a mais instável das cores. Por isso mesmo, continuará a ser durante muito tempo o emblema das mais instáveis das deusas: a Fortuna.»

«Le vert est, chimiquement et symboliquement, la plus instable des couleurs. Et restera longtemps l’emblème de la plus instable des déesses : la Fortune.»

Michel Pastoureau

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Reforma Ortográfica de 1911


«Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente. Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.»

Fernando Pessoa


sábado, 1 de setembro de 2012

Back to Lisbon


De volta a Lisboa, logo que regressámos reocupámos a superfície prateada de uma porta abandonada, mesmo ao lado da estação do metropolitano Baixa-Chiado.

As soon as we got back to Lisbon we reoccupied an ancient abandoned door, close to underground station of Baixa-Chiado.