quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Adeus, Verão! :-)
A gratidão dos dias.
O fascínio do tempo.
Respirar é uma curiosidade.
Nós somos a estrada.
Autumn follows summer.
Life always finds its way through mysterious paths.
Mr. Time is curious about tomorrow.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
A persistência do Povo grego
"Acho esta segunda vitória eleitoral do Syriza uma bofetada dada pelo povo grego ao poder europeu, com ainda maior estalo do que aquele que soou a 25 de janeiro passado.
[...] o eleitorado grego [...] informou agora a Europa que a guerra, afinal, ainda não acabou.
O que a renovação quase intacta dos votos concedidos ao Syriza/Anel declara é que os gregos não desistiram: não podem ganhar rapidamente a Merkel, Hollande, Dijsselbloem, Draghi, Juncker e Lagarde então, pacientemente, propõem-se prolongar a luta, com avanços e recuos, com vitórias e derrotas, certamente com contradições e erros, mas tentando sempre caminhar no sentido do seu objetivo principal: garantir que quem manda na terra dos gregos são mesmo os gregos..."
Pedro Tadeu
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Eleições na Grécia: resultados de ontem
"O Syriza venceu as eleições na Grécia, elegendo 145 deputados (menos quatro do que em janeiro passado).
O partido Gregos Independentes elegeu 10 deputados (menos três que em 25 de janeiro).
Syriza e Gregos Independentes poderão voltar a constituir coligação e governo, uma vez que os dois partidos juntos terão maioria absoluta. Os dois partidos elegem 155 deputados, sendo a maioria absoluta 151 deputados.
[...]
Nas eleições registou-se um aumento da abstenção de 36% para 45%.
O partido de direita Nova Democracia foi o segundo mais votado, teve mais 0,2 pontos do que em janeiro, mas perdeu um deputado.
O partido de extrema-direita, Aurora Dourada, mantém-se como terceiro partido mais votado, passando de 6,3% para 6,95% e de 17 para 18 deputados.
O Pasok, filiado no partido socialista europeu, teve uma pequena recuperação, passando de 4,7% para 6,27% e de 13 para 17 deputados.
Ao contrário, o partido To Potami passa de 6,1% para 4,1% e de 17 para 11 deputados. O KKE (partido comunista) mantém a percentagem (5,59 em vez de 5,50), e mantém o número de deputados, 15 mandatos.
Um novo partido (União Centrista) consegue chegar ao parlamento grego, obtendo 3,40% e elegendo 9 deputados.
Por sua vez, a Unidade Popular, constituída pelos deputados e membros do Syriza que estiveram contra a assinatura do terceiro memorando, não elege qualquer deputado, por não ter atingido o limiar de 3%."
Fonte: esquerda.net
domingo, 20 de setembro de 2015
Resistir com a Cooperativa Outro Modo
A cooperativa Outro Modo, que publica a edição portuguesa do mensário Le Monde diplomatique, comemorou o seu 9º aniversário com uma bela festa na passada 5ªfeira, dia 17.
Decorreu na Fábrica do Braço de Prata e nós tivemos a honra de ser convidados para pintar um mural, em conjunto com os artistas plásticos Telmo Alcobia e Eusboço. A pintura ao vivo decorreu das 18h às 21h.
Mas houve mais atividades. O programa incluiu uma exposição sobre os 61 anos do jornal Le Monde Diplomatique e sobre os 9 da Cooperativa Outro Modo, uma Feira do Livro com interessantes obras editadas pela Outro Modo, um debate crítico e bastante participado sob o tema "Jornalismo Sem Rasteiras", um Leilão de Arte, um Concerto com o grupo Marfa e ainda uma Jam Session e Animação com DJ's. A festa foi forte e quando terminou já era madrugada.
Pois que a Cooperativa celebre muitos anos mais, prosseguindo a sua missão ímpar de promover reflexões profundas, bem fundamentadas e corajosas através das suas publicações e dos debates que organiza! É essencial haver quem promova um efetivo pluralismo de informação e de ideias no jornalismo nacional.
Merece todo o nosso apoio a Cooperativa Outro Modo. Os seus membros, através de esforço militante, coragem vanguardista e do seu espírito altruísta contrariam o jornalismo dominante que apenas repete o refrão "não há alternativa". Combatendo a doutrina do pensamento único, aquelas pessoas mostram-nos a todos que um outro modo de viver num outro mundo, mais solidário, é possível. Bem haja a Cooperativa Outro Modo!
sábado, 19 de setembro de 2015
Às vezes é preciso estar atento...
Where's WALLYaiama ?
Look for WALLYaiama.
Where's WALDOaiama ?
Wo ist WALTERaiama ?
Où est CHARLIEaiama ?
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Ontem no Braço de Prata
Foi ontem que estivemos a desenhar, a pintar e a colar na Fábrica do Braço de Prata, a propósito do 9º aniversário da Cooperativa Outro Modo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Sem milionários não haveria pobres
“O combate à pobreza implica redistribuição de poder. Pobre é quem, além do mais, perdeu todas as formas de poder. Combater a pobreza é, além do mais, restituir ao pobre o poder que perdeu. Também por isso, o combate à pobreza é, antes de mais, um problema político. E, porque está ligado à satisfação das necessidades básicas, é um problema político da mais alta prioridade. É um problema de liberdade, de dignidade.
Nós sabemos quem são os pobres em Portugal. Nós sabemos por que são pobres — desempregados porque não têm subsídio de desemprego ou esse subsídio é insuficiente; empregados pelo valor insuficiente do salário ou porque trabalham por conta própria e não ganham o suficiente; reformados por o valor da reforma ser demasiado baixo; ‘inactivos’ com actividades não reconhecidas pela economia, como domésticas. Se as coisas são tão claras, por que não se resolvem?
A pobreza configura uma negação de direitos fundamentais.”
Bruto da Costa
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Lutar por todos, resistir e vencer!
"As sociedades urbanizadas têm menor tolerância à perda de direitos do que as sociedades periféricas de economias ainda agropecuárias. Urbanização significa industrialização, portanto, peso social dos assalariados em todas as atividades e ramos. Significa maior complexidade produtiva, portanto, uma parcela maior dos setores médios. E significa escolaridade mais elevada. Nesse contexto social, encontraremos menos ilusões de que os sacrifícios de hoje terão recompensa no futuro. As classes trabalhadoras com maior escolaridade têm menos paciência. Isso é assim porque a capacidade de expressar de forma independente os seus interesses é maior.
É mais difícil para a classe dominante impor uma destruição das conquistas históricas da geração anterior. A rutura da coesão social é muito perigosa para o capitalismo. É difícil que se inicie um incêndio social, mas depois de começar, é muito mais difícil controlá-lo. Porque fica mais ou menos claro, rapidamente, que se trata de uma regressão social. Nenhuma sociedade mergulha em decadência sem que haja resistência, portanto, luta social. A psicologia social não opera da mesma forma, nos mesmos ritmos, que a psicologica dos indivíduos. Na dimensão pessoal, qualquer ser humano pode desistir de lutar em defesa de si mesmo, e fá-lo, rende-se, quebra. Está desgastado pelo cansaço ou pelo desânimo, até pela desilusão. As classes sociais não. As classes têm de lutar. Sempre lutam. A maior parte do tempo resistem, e só um setor mais ativo avança. E este setor que vai na dianteira da luta sente-se, incontáveis vezes, frustrado ou abatido, porque sabe que luta pelos outros, luta por todos, no lugar dos que não se movem, não arriscam. É comum que este desenvolvimento desigual das mobilizações gere um certo desespero da vanguarda.
Porque as amplas massas não lutam com disposição revolucionária de vencer, a não ser excecionalmente. Mas quando surge esta disposição ela é a força social-política mais poderosa da história."
Valério Arcary
É mais difícil para a classe dominante impor uma destruição das conquistas históricas da geração anterior. A rutura da coesão social é muito perigosa para o capitalismo. É difícil que se inicie um incêndio social, mas depois de começar, é muito mais difícil controlá-lo. Porque fica mais ou menos claro, rapidamente, que se trata de uma regressão social. Nenhuma sociedade mergulha em decadência sem que haja resistência, portanto, luta social. A psicologia social não opera da mesma forma, nos mesmos ritmos, que a psicologica dos indivíduos. Na dimensão pessoal, qualquer ser humano pode desistir de lutar em defesa de si mesmo, e fá-lo, rende-se, quebra. Está desgastado pelo cansaço ou pelo desânimo, até pela desilusão. As classes sociais não. As classes têm de lutar. Sempre lutam. A maior parte do tempo resistem, e só um setor mais ativo avança. E este setor que vai na dianteira da luta sente-se, incontáveis vezes, frustrado ou abatido, porque sabe que luta pelos outros, luta por todos, no lugar dos que não se movem, não arriscam. É comum que este desenvolvimento desigual das mobilizações gere um certo desespero da vanguarda.
Porque as amplas massas não lutam com disposição revolucionária de vencer, a não ser excecionalmente. Mas quando surge esta disposição ela é a força social-política mais poderosa da história."
Valério Arcary
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Abertura do ano letivo 2015-2016
"É real e de conhecimento pessoal. Tem 53 anos, 26 de profissão a que se entregou com amor, hoje cansado. Estava efectivo a 160 quilómetros diários (80 para lá e 80 para cá) da casa onde vive com duas filhas. Concorreu para mudança de quadro de escola, para se aproximar da residência. Conseguiu colocação numa escola 40 quilómetros mais perto (20 para lá e 20 para cá). Dois dias depois, o absurdo caiu-lhe em cima: a escola onde o colocaram não tem horário para ele. Alma angustiada, empurraram-no para a dança macabra da “mobilidade por ausência de componente lectiva”, que pode terminar em “requalificação” e despedimento.
Está apresentado. É um dos muitos, com vidas adiadas. Algumas, para sempre! É professor.
Daqui a dias vai falar-se, muito, do costume: das crianças que voltam às aulas, do que os pais gastaram para lá as pôr e das escolas que ainda não abriram. Não se falará, certamente, da situação profissional dos professores.
São muitos os estudos que têm procurado estabelecer o impacto das condições de trabalho na saúde física e mental dos profissionais. Esse impacto, em organizações humanamente evoluídas, é também assumido como um dos indicadores determinantes do grau de eficácia das organizações. Claro está que não estou a falar do nosso ministério da Educação, para quem pouco importa que cresçam exponencialmente os níveis de ansiedade dos professores e diminuam os que medem a motivação profissional. É outra a eficácia que atrai o interesse do ministério.
O stress ocupacional crónico (desequilíbrio entre as exigências e a capacidade de lhes responder) está genericamente presente na classe dos professores e pode originar o chamado burnout, entendido como um estádio continuado de fadiga física e psicológica. Sendo um problema das pessoas, é, antes, um problema do clima social criado e das organizações para as quais as pessoas trabalham.
Um pouco por toda a parte, é a insuspeita OCDE que o diz, os professores apresentam índices de mal-estar superiores, quando comparados com outros profissionais. A Organização Internacional do Trabalho classificou a profissão como de risco físico e mental e os que lidam de perto com os professores portugueses identificam níveis consideráveis de exaustão emocional, face ao aumento de situações problemáticas e desagradáveis, designadamente impotência para reagir e resolver perturbações de comportamento por parte dos alunos, e conflitos importantes de compatibilização da vida profissional com a vida pessoal e familiar.
[...]
As referências habituais à carga de trabalho dos professores raramente procuram perceber a influência que ela pode ter na qualidade das aprendizagens dos alunos e no contributo que dá (ou não dá) para o seu processo de desenvolvimento humano. Outrossim, quase sempre se centram em comparações injustas e descabidas, a maior parte das vezes movidas por essa chaga que é a inveja social."
Santana Castilho
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
Upper-Class Graffiti Artists
"Currently, approximately one-half of graffiti artists come from white middle- and upper-class homes, especially concentrated in suburban areas (Tucker Ch.3; Walsh 11). Though the art form was once originally relegated to low-income urban youth, the explosion of hip-hop style in the 1990's brought graffiti to an entirely new range of artistic and creative people."
Timothy Werwath
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