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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cavaco defende Ditadura


«Perante a fuga para a frente de um Governo em desagregação, o Presidente da República (PR) decidiu, por uma vez, dar sinal de vida. O resultado desastroso da estratégia de austeridade e da diluição da legitimidade democrática da atual governação exigiriam do PR uma solução óbvia: a convocação de eleições. Mas, em vez disso, Cavaco Silva propôs ao país a constituição de um governo de Salvação Nacional e um compromisso entre PSD, CDS e PS para perpetuar o programa da troika, independentemente do resultado das próximas eleições legislativas.

A proposta do PR é política e eticamente inaceitável. Aquele que deveria ser o garante do regular funcionamento das instituições pretende impor ao País a anulação da democracia – fazendo das eleições um ato de democracia condicionada e promovendo a legitimação de uma mera democracia de fachada.»

Congresso Democrático das Alternativas (CDA)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Love Love Love


«Money is not the most important thing in the world. Love is. Fortunately, I love money.» 

Jackie Mason

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Life Makes No Sense


«I think it’s a part of the transformation that you have to go through in order to grow up.
(...)
«I no longer felt connected to anything I had thought about art. For at least two years, nothing made sense to me, and everything I did felt aimless and destructive, and then things finally came around. 
So now when I feel like I’m doing things that make no sense, to me, but I still feel deeply compelled to do them, I take it as a good sign.»

Swoon

domingo, 7 de julho de 2013

A Segurança Social é Sustentável


«O debate sobre a sustentabilidade da segurança social tem sido dominado pelos argumentos demográficos que apontam para uma tese semi-catastrofista em que a evolução da pirâmide etária (com o aumento da população aposentada em relação aos trabalhadores no activo) comprometeria a sua sustentabilidade. Esta é uma explicação errónea. A chave da sustentabilidade da segurança social está na riqueza produzida e nas relações laborais e não no actual quadro demográfico, que aliás a ONU prevê que não se altere significativamente até 2060.

O aumento da esperança média de vida (EMV) não é uma tragédia, mas uma bonança civilizacional que exigiu uma evolução de milhares de anos. Por outro lado, a EMV é uma média – entre a de um operário manual e a de um gestor de topo pode haver uma diferença de 18 anos! Lembremos ainda que a EMV em Portugal é sensivelmente idêntica à dos países do Norte da Europa, mas a EMV com saúde é das mais baixas, 6 anos – contra os 15 da Dinamarca, por exemplo. Por fim, os cálculos actuais da EMV usam como pressuposto o nível de bem-estar actual, isto é o acesso à saúde e segurança social, habitações salubres, alimentação de qualidade, mobilidade. Se se cortar nestes sectores, a expectativa é que a EMV caia. Ou seja, cortar na segurança social pode significar de facto passarmos a viver menos.

A segurança social é sustentável, e superavitária, se se impedir a sua descapitalização por parte do Estado e se se garantirem relações laborais-padrão, protegidas.

A descapitalização da segurança social começou na segunda metade dos anos 80: a utilização do fundo da segurança social para gerir os programas assistencialistas decorrentes do desemprego (os “pais” a pagar o desemprego dos “filhos”); as pré-reformas, algumas aos 45 ou 50 anos, em que trabalhadores efectivos e com direitos (que contribuem) são substituídos por trabalhadores precários; as dívidas não cobradas (8 mil milhões de euros); a transferência dos fundos de pensões de CGD, PT, Marconi, ANA (valem hoje menos 1/3); a neblina opaca que encobre o valor real (não nominal) dos fundos de pensões da banca; os subsídios da segurança social a lay-offs (triplicaram nos últimos 5 anos); a Formação Profissional e Políticas Ativas de Emprego (1,4% do PIB), entre eles o programa Impulso Jovem, que permitem às empresas contratar trabalhadores a custo quase zero; e até um momento burlesco: a utilização do fundo da segurança social para «ajuda humanitária ao Kosovo».

Dedicámos a maioria dos nossos estudos às relações laborais porque cremos que é nelas que está a chave da sustentabilidade. Sendo verdade que o número de idosos e aposentados aumentou, não é menos verdade que o número de trabalhadores activos nunca foi tão grande como neste Portugal de início do século XXI (lembremos a entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho). Temos hoje 5,4 milhões de activos e cerca de 2,5 milhões de pensionistas e reformados por velhice, ou seja o dobro dos activos para os pensionistas e reformados.

Para definir a sustentabilidade da segurança social interessa conhecer a produtividade destes trabalhadores. Ora a produtividade tem aumentado mais do que o suficiente para compensar qualquer perda no futuro previsível na população activa ou aumento proporcional da população de pensionistas (a produtividade por trabalhador em Portugal aumentou 5,37 vezes entre 1961 e 2011, isto é, 430% por trabalhador). Porém, metade da população activa está desempregada ou é precária (recebendo em média 37% menos, o que não lhe permite descontar para as pensões dignas do que já não estão a trabalhar).

Feitas as contas, há duas perguntas essenciais neste debate. A primeira é como ficará o sistema de segurança social depois dos anunciados 200 mil despedimentos na função pública? A segunda, claro, já todos nos colocámos: uma sociedade civilizada é sustentável sem segurança social?»

Raquel Varela, historiadora, coordenadora de A Segurança Social é Sustentável. Trabalho, Estado e Segurança Social em Portugal (Bertrand, 2013).

sábado, 6 de julho de 2013

Governos Corruptos PS_PSD_CDS

«Como os políticos e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos?

Dos 230 deputados à Assembleia da República, 117 estão em regime de “part-time”, acumulando as funções parlamentares com outras actividades profissionais no sector privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestam serviços remunerados a empresas que operam em sectores de actividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos de…putados integram. Noutros casos exercem cargos de administração ou fornecem serviços de consultoria a empresas que beneficiam, directa ou indirectamente, de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas. Conflitos de interesses? Dezenas de exemplos concretos são apresentados nas páginas deste livro.

Das 20 empresas cotadas no índice PSI 20, por exemplo, 16 contam com ex-políticos em cargos de administração. Por vezes são ex-governantes que decidiram sobre matérias que implicam as empresas para as quais vão depois trabalhar, ou até administrar. Dos corredores do poder político para as salas de reunião dos conselhos de administração, e demais órgãos sociais, das maiores empresas portuguesas, com ou sem período de nojo. Um fluxo recorrente entre cargos públicos e privados.»

Gustavo Sampaio

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Full Speed


«Life is like a ten speed bicycle. Most of us have gears we never use.»

Charles M. Schulz

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Paulo Portas, Passos Coelho, Cavaco Silva e demais oportunistas


«MÁXIMA DE MATCH:

Um louco num lugar de topo é como qualquer homem no cimo de uma montanha: tudo lhe parece pequeno e ele próprio parece pequeno para todos os outros.»

Murphy's Law (by Arthur Bloch) 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Terá mesmo Paulo batido com a Portas?


« Apresentei hoje de manhã a minha demissão do Governo ao Primeiro-Ministro.
Com a apresentação do pedido de demissão, que é IRREVOGÁVEL, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer. »

Paulo Portas, Presidente do CDS-PP


terça-feira, 2 de julho de 2013

Esta noite no Estoril











This was a successful evening: we bombed Estoril with mixed media, spreading stencils and tens of stickers.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Arte de conteúdo


«O enfoque dado por nós agora é o do homem em seus múltiplos aspectos. O que a meu ver melhor caracteriza o homem moderno é a multidão. Acredito que a minha principal responsabilidade é a de dizer. Quero pessoalmente uma arte de conteúdo em que o homem seja sempre a medida. Faço uma arte urbana e recolho o meu material no dia-a-dia.»

Rubens Gerchman