sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Most Recent Still Unfinished
É preciso força nos braços, paciência e muitas horas de trabalho: a peça às vezes pode não ficar pronta logo à primeira.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Desafios na escuridão
São incontáveis os desafios colocados pela determinação de proporcionar Arte gratuita à comunidade. Podemos ver a nossa boa vontade ser acusada de vandalismo se formos apanhados pelas autoridades. Mas não só: a escassez de luz também põe à prova a nossa determinação, porquanto à noite as cores são bastante diferentes das que se vêem de dia. O estudo e os conhecimentos adquiridos no campo da teoria da cor, associados à experiência, são essenciais.
It's hard to offer Street Art to the community. We work for free, with passion and political fervour. It's not only the danger of being caught, the risk of choosing the wrong colours is also high. At night, light is minimal. The paintings often look quite different at daylight. You need knowledge, experience and determination to get the job done properly.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
LADRÕES!!! Devolvam o que é nosso!!!
«É totalmente ilegítimo cortar as pensões e reformas. Nunca é demais lembrar que o Estado não é dono da segurança social e portanto não pode apropriar-se destes recursos. O Estado é depositário das contribuições e está obrigado a pagar as pensões. Tudo o resto é roubo. Vou repetir, assumindo exactamente o valor desta palavra — tudo o resto é roubo. Portanto os portugueses devem reagir e resistir àquilo que é desnecessário do ponto de vista económico, imoral do ponto de vista social e, finalmente, totalmente ilegal».
Raquel Varela
domingo, 11 de agosto de 2013
Expressive Textures of High Walls
sábado, 10 de agosto de 2013
Dalaiama no Google Maps #2
Prosseguindo a busca, encontrámos mais alguns indícios de muros em Cascais, com a nossa marca, no Google Street View.
Again, here are some more snapshots taken from Google Street View, showing Dalaiama's presence in Cascais.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Sem democracia social não há democracia política
A Luta e a Resistência são mais necessárias do que nunca neste momento em que o império do capital procura, a nível global, instaurar a ditadura financeira, esmagando a soberania dos povos, sujeitando as suas escolhas políticas a uma suposta inevitabilidade decadente posta em prática por governantes corrompidos.
A globalização capitalista asfixia a democracia política.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Dívida e racionalidade económica
« Há uma contradição entre a frase tantas vezes repetida de que “somos honrados, pagamos as nossas dívidas” e o valor da dívida pública, que em 2014 deverá ultrapassar os 130%. Trata-se apenas de mais um exemplo de como não é possível conciliar uma leitura da crise assente em critérios morais e uma resposta que tem de assentar em algum tipo de racionalidade, desde logo económica. Podemos repetir ad nauseam o discurso da culpa e enfatizarmos os compromissos de honra mas, a persistirmos assim, estamos a caminhar para um suicídio económico.
(...)
A confusão entre dívida e pecado é uma marca com lastro. Não apenas porque, em muitas traduções da liturgia cristã, dívida e pecado são termos usados indistintamente, ou porque em alemão schuld significa culpa e dívida, mas também porque, ao longo de séculos, a dívida foi tratada exclusivamente como questão penal. A este propósito, Robert Kuttner, num artigo na New York Review of Books, chama a atenção para o facto de só recentemente a racionalidade económica ter passado a estar presente na forma como se lida com a dívida. Até ao início do século XVIII, um devedor que incumpria era preso. Mas, quando no Reino Unido, em 1706, o incumprimento deixou de ter como consequência a pena de prisão, esta mudança não decorreu de nenhum surto de compaixão mas apenas de pura racionalidade económica. Com grande parte dos mercadores e comerciantes presos, e portanto incapazes de pagar as dívidas, a economia estava a colapsar.
Não é, contudo, necessário recuar tanto no tempo para a racionalidade económica ter prevalecido. Como é sabido, a Alemanha no pós-II Guerra beneficiou de um colossal perdão de dívida, que baixou de 675% do PIB, em 1939, para 12% no início da década de 50. Sem este perdão, teria repetido a catástrofe política do pós-I Grande Guerra. E, a este propósito, talvez seja preferível não reabrir a questão moral e da culpa.»
Pedro Adão e Silva
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Street Art Altruísta
A Arte Dalaiama é altruísta. É realizada com o empenhamento de muito tempo da nossa vida, com o sacrifício de horas de sono, grande dedicação de energia e de recursos financeiros (também escassos neste tempo de crise). Ainda por cima, intervir no espaço público sem o carimbo institucional da censura prévia comporta riscos particulares.
Num tempo em que prolifera a tinta autorizada sobre paineis, comboios, vidrões, paredes e outros suportes obedientes, onde nunca se vê intervenções portadoras de ideologias imagéticas críticas,
todas antecipadamente censuradas, é bem-vinda a presença refrescante da Street Art descomprometida com os poderes instituídos.
Procurando escapar a uma presença meramente decorativa, felizmente ainda há suficiente rebeldia nas ruas cujos autores são um número incontável de anónimos. As ações dalaiamianas são, humildemente, uma pequeníssima parte desse fervilhar intenso e coletivo.
Mantém-se vivo em Portugal o altruísmo daquela Street Art, com raízes no fim dos anos 60 do século passado em Filadélfia e em Paris, ainda com a pureza do seu caráter contestatário, construtivo e livre.
No nosso caso, todas as pessoas que já pegaram nos estênceis e aplicaram o imaginário Dalaiama fizeram-no sem esperar nada em troca, a não ser a possibilidade de contribuir criticamente para a reflexão e a construção do bem comum.
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