SÊ BEM-VINDO ! SÊ BEM-VINDA ! YOU ARE WELCOME !

domingo, 15 de maio de 2016

Kepler 1284 - d (Dalaiama)


Dos 3200 planetas já identificados fora do Sistema Solar pelo telescópio espacial Kepler, 1284 foram anunciados de uma só vez na terça-feira (10) desta semana.

A NASA acrescentou que destes 1284 novos exoplanetas encontrados, cerca de 550 podem ser semelhantes à Terra e NOVE podem mesmo possuir as condições necessárias para albergar seres vivos.

O mais extraordinário de todos está aqui representado juntamente com o satélite que orbita em torno de si. O que verdadeiramente intrigou os cientistas foi a sua morfologia e a certeza de que nele há vida extraterrestre.

NASA estimates there are out in the galaxy to study and discover tens of billions of Earth-sized habitable planets.

Last tuesday 10, it was announced that the Kepler mission has discovered 1,284 planets, the most exoplanets at one time. This discovery is far better than Kepler-452-b announcement. Of these newly discovered planets, 550 are possibly rocky planets roughly around the same size as Earth and NINE orbit in the habitable zone of their star.

One of them is shown above with its moon. Scientists are sure it supports extraterrestrial life.

sábado, 14 de maio de 2016

Marcelo: os falsos afetos de um reacionário


"A comunicação social está, em geral, rendida aos encantos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa. Os jornalistas gostam da postura do novo ocupante do cargo, [...] dão-lhe a palavra a propósito de tudo, tornam-se espectadores, com câmaras e microfones, de um espectáculo por ele encenado para conquistar «afectos». Mas o que quer Marcelo fazer com o afecto dos portugueses, agora que já é presidente? [...]

Marcelo não é apenas um produto de um consenso fabricado por si próprio, pelos media e por parte significativa da sua família política. Ele é, agora como presidente, uma fabricação diária dos próximos «consensos», da futura opinião dominante a mobilizar quando passar a acalmia possibilitada pelo alívio do garrote austeritário. [...]

Marcelo não ignora que, mantendo-se os níveis de dívida (pública e externa) e os demais constrangimentos impostos pela União Europeia (limites do défice, arquitectura da moeda única, etc.), a reversão da austeridade não basta para manter o Estado social nem criar emprego e desenvolvimento. Sabe também que, à medida que a actual governação for correndo bem, mais quererá Bruxelas intervir com a sua ortodoxia, usando todo o seu peso: pressões através dos mercados financeiros, exigências institucionais de cumprimentos das regras dos tratados, criação mediática de um ambiente de tragédia iminente. [...]

[...] Quererá Marcelo referendar tratados europeus… ou a Constituição, para admitir a austeridade? Se for a segunda, vai dar-lhe muito jeito ter ao seu lado uma comunicação social, e um país, consensual e dos afectos."

Sandra Monteiro

quinta-feira, 12 de maio de 2016

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Contratos de associação com os colégios privados


"Criados para colmatar falhas da rede pública, a lei determina que o Estado pode financiar colégios para que os alunos de uma determinada zona onde a escola pública não exista ou não chegue possam frequentar gratuitamente um colégio, na proporção do número de alunos nessa condição. [...]

Durante anos, baixaram as verbas para a educação pré-escolar, para o básico, para o secundário, mas subiram as transferências para o privado. O objetivo foi garantir uma renda ilegítima para escolas privadas que roubavam os alunos às públicas a escassas centenas de metros.

Mas não têm as famílias [...] o direito de escolher onde estudam os seus filhos? Claro que têm. E podem frequentar os privados que entenderem, mesmo com uma escola pública à porta. Têm é de pagá-los.

O debate sobre o cumprimento dos contratos de associação não tem nada a ver com a liberdade de escolha. Trata-se apenas de acabar com uma anormalidade que nunca constou dos objetivos dos ditos contratos, que é o Estado financiar escolas privadas ao lado de escolas públicas subocupadas, esbanjando recursos de todos e pagando duas vezes o mesmo serviço na mesma zona [...]. Pagar nestas condições determinados colégios é até, de um ponto de vista liberal, uma distorção da “livre concorrência” [...].

Entretanto, como no passado, há uma campanha montada no espaço público. Colégios que há anos pagam salários baixos e mantêm professores precários, às vezes com recibos verdes à margem da lei, apregoam a importância do emprego. Deputados que foram afoitos a degradar a escola pública e os apoios sociais falam da “igualdade” entre as crianças. Empresas que vivem de subsídios pagos com os impostos de todos contestam o ataque à “livre concorrência”. [...]

Defenda-se então o que é de elementar justiça. Onde ainda faltar escola pública, o Estado deve proteger as crianças, contratualizando com os privados. Onde houver escola pública, deve acabar a aberração de utilizar os nossos impostos para financiar duas vezes o mesmo serviço. Ganhamos todos."

José Soeiro

domingo, 8 de maio de 2016

Empresas de trabalho semiescravo


"A lei dos portos, que esta maioria não revoga, é gravíssima para a economia, e, por isso, para as vossas vidas – não deve ser respeitada.

Há 300 homens neste país que lutam pelo país, como mais ninguém tem feito, sem grandes palavras e discursos mas com acções que têm evitado mais um negócio ruinoso para o país e o Estado Social e as pequenas e médias empresas que os governos dizem defender. São odiados porque não são «piegas» e porque o sindicato recusa o velho truque que tantos sindicatos aceitaram – apaziguar os fixos, titulares, mais velhos, e queimar os precários.

[..] revoguem a lei dos portos porque é esta lei da Assembleia da República que fixou a legalidade de empresas de trabalho semi-escravo e de sindicatos paralelos amarelos – este modelo aliás se vencer vai ser aplicado em toda a produção – amanhã temos uma empresa de médicos baratos, de professores baratos, de enfermeiros baratos, de electricistas baratos ao lado, exactamente ao lado, dos trabalhadores com direitos."

Raquel Varela (historiadora)

sábado, 7 de maio de 2016

Falácia para manter salários baixos


"uma falácia que [...] continua presente em muitos discursos sobre a situação económica em Portugal e sobre as políticas mais adequadas para lhe fazer face. Em termos simples, o raciocínio é este: 

1) para a economia portuguesa crescer é necessário que as exportações aumentem;
2) para que as exportações aumentem é preciso que o seu preço baixe;
3) para que o preço das exportações diminua é necessário baixar os salários.

É este raciocínio que continua a levar muitos a defender que os salários em Portugal têm de descer para que a economia cresça. Inversamente, sugerem que qualquer política que favoreça o crescimento dos salários está condenada a gerar mais desemprego. Acontece que qualquer um dos passos do raciocínio atrás referido é falacioso

Primeiro, a descida dos salários não é condição necessária nem suficiente para que os preços das exportações se reduzam. Por exemplo, este estudo mostra que os custos salariais têm vindo a reduzir-se nos países do sul da UE sem que isso se tenha reflectido inteiramente nos preços dos bens produzidos (a razão é simples: a redução dos salários foi absorvida pelo aumento dos lucros). Por sua vez, este trabalho estima que nos países referidos os custos do trabalho são responsáveis por apenas 1/6 dos preços dos produtos. Ou seja, há factores muito mais relevantes para a determinação dos preços do que os custos do trabalho.

Segundo, a redução dos preços não é condição necessária nem suficiente para o aumento das exportações. Para além dos preços relativos, a evolução das exportações depende também de factores de competitividade não-preço (qualidade, inovação, serviços aos consumidor, acesso aos canais de distribuição, etc.), bem como das dinâmicas de procura dos produtos em questão e do crescimento dos mercados de destino. Por exemplo, ao contrário do que muitas vezes se diz, o sucesso das exportações alemãs na última década não resulta da compressão salarial que se verificou naquele país desde finais da década de noventa, mas antes do crescimento verificado nos mercados de destino dos produtos germânicos. Inversamente, o fraco desempenho das exportações dos países do sul da UE têm menos a ver com o crescimento dos salários do que com o padrão de especialização das suas economias.

Por fim, o aumento das exportações não é condição necessária nem suficiente para o crescimento das economias. O crescimento da economia pode ser induzido pela procura externa ou pela procura interna. Na esmagadora das economias avançadas, a procura externa representa apenas 1/5 da procura dirigida à produção nacional. Isso significa que seria necessário um crescimento extraordinário das exportações para compensar uma redução da procura interna. O problema agrava-se quando a procura internacional é fraca e se tenta assegurar o aumento das exportações por via dos baixos salários – pois isso significa que a procura interna vai diminuir, penalizando fortemente o crescimento. Não é, pois, surpresa que alguns estudos mostrem que as políticas de desvalorização interna – visando promover o crescimento por via do aumento da competitividade – conduzam, pelo contrário, a um crescimento mais fraco.

Em suma, por estranho que pareça, nem a redução dos salários conduz necessariamente à redução do preço dos produtos, nem a redução dos preços conduz necessariamente ao aumento das exportações, nem o aumento das exportações conduz necessariamente ao crescimento económico (principalmente se for obtido à custa de baixos salários)."


Ricardo Paes Mamede

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Street Art Portugal (The Book)





Já aqui demos conta de um livro chamado Street Art Lisbon, editado pela Zestbooks. Nele podem ver-se algumas obras da nossa autoria, em meio a muitas outras de enorme qualidade, executadas por vários outros artistas, todas em território nacional.

Hoje registamos o aparecimento de um novo livro publicado na sequência do anterior. Este chama-se Street Art Portugal e igualmente inclui algumas imagens de intervenções nossas. Encontramo-nos assim incluídos numa lindíssima coleção que reúne muitas das mais belas paredes realizadas em Portugal por um vasto e diversificado leque de grandes artistas. É com enorme honra que ocupamos as páginas 136 e 137.

As nossas mais profundas felicitações e um abraço reconhecido aos seus editores, especialmente ao Nuno Seabra Lopes, um homem visionário!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Illegality and Political Resistance


“Illegal wall painting exists at the intersection of art and crime, at the crossroads of cultural production, political resistance, and criminalization. Though wall painters worldwide draw on a plethora of folk art and art world traditions, and in some cases benefit from training or participation in legitimate art worlds, the illegality of their art alters the lived experience and lived politics of their artistic production.”

Jeff Ferrell

terça-feira, 3 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Boi, Bíblia, Bancos, Bala

"Um dos grandes espelhos de como o regime democrático-liberal não funciona como um espelho, mas como um espelho mágico, cuja imagem é cada vez mais distorcida, é a relação entre representantes e representados — raramente se encontram. Não sei quantos brasileiros vivem do trabalho, pelo menos metade certamente, trabalho assalariado, mas se a isto somarmos todas as outras formas de trabalho — doméstico, «informal», infantil, será superior. Porém, o congresso brasileiro (...) tem a seguinte bancada: 55 representantes de polícias e afins; 190 empresários, 52 evangélicos e 257 representantes dos latifundiários e 46 dos trabalhadores. Chama-se com ironia no Brasil «a bancada do BBBB» - Boi, Bíblia, Bancos, Bala."

Raquel Varela

domingo, 1 de maio de 2016

Trabalha e cala-te?

mural conjunto com El St

"A CGTP-IN (...) assinala o 130º aniversário dos acontecimento de Chicago, que estiveram na origem do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, com manifestações, concentrações, convívios e iniciativas culturais, desportivas e lúdicas em várias localidades do continente e das regiões autónomas (...).

Uma jornada de luta pela redução da jornada de trabalho para as 8 horas, violentamente reprimida pelas autoridades dos Estados Unidos da América, que assassinaram dezenas de trabalhadores e condenaram à forca quatro dirigentes sindicais. Uma data que homenageia também as mulheres e homens deste país que, durante a ditadura fascista, lutaram pela liberdade e por melhores condições de vida e de trabalho, por emprego com direitos, salários e horários dignos. Mulheres e homens que, hoje, continuam a bater-se para afirmar os valores de Abril e a defender a Constituição da república Portuguesa cujo 40º aniversário também se assinala.

É o tempo de valorizar o trabalho e dignificar os trabalhadores, combater o desemprego, a precariedade, os baixos salários e pensões e a emigração forçada; vencer o medo e lutar pela efectivação dos direitos individuais e colectivos, indissociáveis de uma política de esquerda e soberana e de um Portugal de progresso e justiça social. Por isso, vamos lutar:

· Pelo aumento geral dos salários, para uma mais justa distribuição da riqueza, o incentivo à procura e à dinamização da economia;Por investimento na produção nacional geradora de maior valor acrescentado e da criação de mais e melhor emprego;Pela dinamização da contratação colectiva, com a revogação da norma da caducidade e a reintrodução do principio do tratamento mais favorável;Pela revogação das normas gravosas da legislação laboral para os sectores público e privado;Pela reposição das 35 horas de trabalho semanal para a Administração Pública e a redução progressiva para os restantes sectores, sem diminuição de salário;

· Pela valorização das profissões, a garantia de evolução das carreiras e o reconhecimento das experiências, competências e qualificações;

· Contra todas as formas de discriminação e assédio moral / tortura psicológica no trabalho;

· Pela melhoria dos serviços públicos, o reforço do poder local democrático e a elevação da qualidade do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública, democrática e inclusiva e da Segurança Social pública, universal e solidária;

· Pelo aumento das pensões de reforma;

· Pelo combate à pobreza e exclusão social, assegurando prestações e apoios sociais a todos os desempregados e às camadas da população mais desfavorecida."

CGTP-IN