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sábado, 11 de dezembro de 2010

Triunfante / Triumphant

Hoje assinalamos um ano desde a publicação do vídeo «European Buying». Com ele deu-se início a um dos mais prolíficos períodos da produção fílmica com a marca Dalaiama. Foram lançados na internet 8 vídeos ao longo dos últimos 12 meses!
Hoje celebramos a ocasião com a publicação de mais um pequeno filme, modesto é verdade, mas igualmente colorido e bem intencionado :)
Obrigado a todos os que nos têm acompanhado nesta caminhada! Um bem haja a todos! Felicidades!
:) :) :)

Triunfante / Triumphant from Dalaiama Street Art on Vimeo.

Nada é definitivo, nem mesmo o sistema mais triunfante. Nunca antes na história da humanidade os ricos foram tão poucos e tão ricos. Nunca antes houve, no pólo oposto, tantos seres humanos em aflição, mal conseguindo o mínimo para sobreviver. O modo de produção capitalista prossegue o seu rumo suicidário, arrastando as suas contradições, consumindo irracionalmente o planeta, levando-o à exaustão. Assim é o triunfo global da ideologia neoliberal. Qualquer sistema manifesta-se no seu auge precisamente antes do seu definitivo declínio. A mudança está em marcha.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Serpentes

We came back to add something to this painting. But this time it got dark before we finish it. We'll have to be back once again one of these next days. Regressámos a esta pintura a caminho de Sintra e ocorreu-nos trabalhá-la mais um bocado. Infelizmente escureceu antes que tivéssemos completado todos os acrescentos idealizados. Voltaremos.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não à austeridade

«Estamos perante a mais intensa política de austeridade desde o 25 de Abril (...) O orçamento de 2011 prevê medidas de austeridade que ultrapassam os 5 mil milhões de euros, que se traduzirão numa forte quebra dos rendimentos das classes populares, apertadas pelos cortes brutais das despesas sociais e pelo aumento do imposto sobre o valor acrescentado (IVA) em dois pontos percentuais para um recorde de 23%, num dos países da Europa onde este imposto penalizador dos mais pobres, que consomem o seu rendimento, mais pesa na estrutura de impostos. Juntem a isto as reduções das despesas públicas nas áreas da saúde e da educação, os cortes nos abonos de família ou a perda de poder de compra das pensões e temos um processo de fragilização do Estado social que nos afasta ainda mais do ideal da universalidade e da gratuitidade no acesso, as duas melhores vias para garantir a sua eficácia redistributiva e sobrevivência política, a partir do momento em que todos os grupos sociais dele beneficiam.
(...)
É preciso recusar a lógica da austeridade, mesmo que esta pudesse ser mais simétrica na distribuição dos fardos entre os diferentes grupos sociais. Esta opção de política económica amputa o mercado interno, uma das pernas necessárias ao crescimento, acentua a desindustrialização, mina as possibilidades de crescimento qualificado no longo prazo e atola duradouramente o país numa taxa de desemprego de dois dígitos.»
João Rodrigues

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Austeritarismo

«Na verdade, os governos europeus, independentemente da sua cor política, parecem sentir-se mais mandatados para defender os direitos inalienáveis dos mercados do que os dos cidadãos. Com os primeiros têm compromissos sérios, que não podem deixar de honrar; com os segundos têm combinações frouxas, que podem substituir pela imposição de duríssimos sacrifícios. Só assim se explica que tais governos se tenham posto em sintonia para congelar e cortar salários, pensões e a generalidade das prestações sociais; para utilizar a pressão de um desemprego duradouramente acima dos 10% de modo a nivelar por baixo os direitos laborais; e para promover um aumento das desigualdades socioeconómicas e uma degradação dos serviços públicos, ameaçando fazer colapsar o Estado social.
O regime democrático, de que o Estado social é um dos pilares fundamentais, encontra-se sempre ameaçado quando as políticas salariais, fiscais e de acesso aos serviços públicos fundamentais não são suficientemente universais nem redistributivas para reduzirem o fosso das desigualdades socioeconómicas. Era já o que acontecia antes da crise em países como Portugal, um dos mais desiguais da Europa. Mas esta resposta à crise veio juntar-lhe um outro fosso, que põe em perigo as bases políticas de qualquer democracia, que é o fosso entre as políticas implantadas e os programas políticos com que os governos foram eleitos. Também neste aspecto, o caso português é um exemplo flagrante dessa dissociação, a qual encerra um forte potencial corrosivo das próprias bases em que assenta a representação democrática, como expressão da vontade dos cidadãos.
(...)
O novo regime que está a ser imposto como inevitável na União Europeia, e que bem se pode chamar regime «austeritário», representa uma séria ameaça para o contrato político, económico e social em que se fundamenta a democracia.»
Sandra Monteiro

domingo, 5 de dezembro de 2010

1011 !!!!

Pela altura em que este blog já publicou mais de 1000 posts, assinalamos o momento com algumas breves notas.

A primeira, de reconhecimento e gratidão por todos quantos nos têm visitado.

A segunda, de satisfação pela nova dimensão que se abriu com a nossa entrada no mundo cibernético, de onde resultaram trocas culturais e afectivas, geradoras de novos aprendizados e novas amizades impossíveis de alcançar por outras vias.

A terceira, de desculpas a todas as pessoas que nos enviam comentários, mails e mensagens de todo o tipo e que não chegam a receber resposta. A entrada da figura do Dalaiama na internet, que se deu há 3 anos, veio abrir novos e mais directos canais de comunicação entre todos. No mínimo todas as semanas há novos e inesperados contactos com as mais variadas finalidades, desde simples cumprimentos e felicitações, pedidos de informações, de conselhos, de sugestões técnicas, até solicitações inimagináveis de pessoas que enviam fotografias de spots, quase encomendando pinturas aqui e ali, dentro de casas ou no espaço público. Obrigado a todos :)

Ocorre que feliz ou infelizmente, a identidade Dalaiama não é, enquanto tal, profissionalizada, ou seja, envolvemo-nos dedicadamente numa actividade de street art mas com as reservas e limitações naturais de quem tem outras obrigações, familiares e profissionais, num mundo real. Como se não bastassse, as adesões ao flickr, facebook, youtube e vimeo vieram condicionar ainda mais o tempo dispendido na blogosfera. Ainda assim, o desafio de publicar neste blog pelo menos uma vez por dia, mesmo que de um modo muito modesto, vem sendo cumprido. Resumindo, levamos uma vida normalíssima, com os mesmos afazeres diários comuns a todas as pessoas. Para além dessas obrigações, procuramos comunicar no espaço público por via da arte urbana. E ainda para além disso, procuramos manter viva a nossa presença no espaço cibernético. 

Pois que nos desculpem todos os amigos e amigas que ficam sem resposta. A nossa intenção é boa, contudo somos condicionados por uma existência finita, transitória, limitada, modesta, simplesmente humana.

Um sincero e forte abraço a todos e todas!! Amigos bem hajam!! Felicidades!! ;D

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Birds

«A city with graffiti is a living city. A tree without birds isn't a tree.»
Jace (street artist)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Testando difusores #4



Hoje damos sequência ao nosso estudo metódico, seguindo os mesmos critérios:

1) usando latas novas,

2) minimizando a pressão do dedo sobre o difusor,

3) pintando a uma distância de cerca de um centímetro do suporte.

Desta vez debruçar-nos-emos sobre os SuperFat caps (white/pink). Em teoria, eles produzem um traço ainda mais largo do que os Fat caps (white/orange). Contudo, o nosso objectivo ao realizar estas experiências não é obter traços largos, porque isso é fácil e óbvio, qualquer amador o consegue. O nosso objectivo é ficar a conhecer até que ponto podemos obter linhas finas com os difusores testados.

Os resultados alcançados hoje não revelaram surpresas. Como seria de esperar, as latas Molotow Premium (baixa pressão) permitiram um bom controle da linha em comparação com as latas Hardcore e Molotow High-Pressure, ambas de alta pressão. Ainda assim, se o objectivo for realmente a obtenção de um traço fino, nada melhor do que a utilização de skinny caps.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Blood for Oil


The first image is 8 feet width.
The second image is 1 foot width.
And the war goes on...

A primeira fotografia representa uma pintura com 2 metros e meio de largura.
A segunda diz respeito a um stencil com 25 centímetros de largura.
E a guerra continua...