SÊ BEM-VINDO ! SÊ BEM-VINDA ! YOU ARE WELCOME !

sábado, 7 de abril de 2012

Pintado e logo apagado


Esta intervenção recente apenas existiu durante alguns dias.
This recent painting in Cascais downtown has only lasted for a few days.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

Drawing an Airplane With a Scalpel


Tem sido grande a produção, este novo estêncil vai ser utilizado ainda hoje ;)
We've been cutting many stencils, this brand new is going to be sprayed today!!! Yeeeeeah!!!

domingo, 1 de abril de 2012

El amor en los tiempos del colera


« soy... soy lo que dejaron
soy toda la sobra de lo que se robaron
un pueblo escondido en la cima
mi piel es de cuero por eso aguanta cualquier clima
soy una fabrica de humo
mano de obra campesina para tu consumo
frente de frio en el medio del verano
el amor en los tiempos del colera mi hermano »

Calle 13


sábado, 31 de março de 2012

Euros e pássaros por quê? (parte 3)



Fazer Street Art é, só por si, um ato político. É afirmar que o espaço coletivo é de fato coletivo; deve ser apropriado por todos os membros da comunidade que nele queiram intervir. Trata-se, portanto, de uma afirmação de pleno direito contra a tentativa de controle e sonegação da coisa pública por parte dos poderes político e económico. As elites sempre tentaram regulamentar o que acontece nas ruas, com o objetivo de proibir o que não lhes convém, o que as pode pôr em causa. Através da proibição e da censura, atenta-se contra os princípios da liberdade e da democracia. Participar na construção sempre dinâmica dos cenários públicos é renovar a democracia, é um exercício de cidadania. 


Temos demonstrado muita reserva em declarar os propósitos da nossa Street Art porque não temos a arrogância de querer determinar o que as pessoas devem pensar ou sentir. Para isso já existe a publicidade comercial e a propaganda ideológica e dirigista dos habituais meios de comunicação de massas. Temo-lo dito diversas vezes: fazer Street Art não é o mesmo que escrever um panfleto que se distribui à porta do metro. Ambos são necessários, mas são meios de expressão diferentes na forma e nos objetivos. 


Relativamente às nossas motivações ao fazer Street Art, as nossas declarações devem ser contidas para não inibirmos quem anda na rua, para mantermos o campo de significações o mais aberto e livre possível. É importante não desmancharmos o véu que encobre a imaginação de quem se cruza com os nossos trabalhos, no sentido de que todas as pessoas se sintam suficientemente à vontade para realizar as suas próprias leituras, cada uma à sua maneira, que, como também já dissemos, é sempre a maneira correta.


Neste sentido, o que podemos dizer é que se um caminhante reparar nas nossas intervenções já nos damos por satisfeitos. Se o fizer com um sorriso, melhor. Se para além disso a nossa obra o puser a pensar, ficaremos verdadeiramente satisfeitos.


Entendemos que nas sociedades humanas a riqueza está escandalosamente mal distribuída. Como é possível que  8% da  população adulta mundial detenham 79,2% da riqueza total, restando apenas 20,8% para os demais 92%  de seres humanos (ainda por cima também estes partilhando as sobras entre si de uma maneira muito desigual)? Acresce que a globalização capitalista apenas tem acentuado essas desigualdades. Uma pessoa e um povo com menos rendimentos serão necessariamente pessoas e povos com menos acesso à cultura, à saúde, ao exercício da sua cidadania,... terão pior qualidade de vida e viverão por menos tempo. É a antítese da democracia. Com efeito, sem democracia social não há democracia política.


Ao mesmo tempo, este sistema económico predador da natureza e gerador de desigualdades e injustiças entre os seres humanos, fomenta nos indivíduos uma sensação de incompletação que procura ser compensada pela aquisição vazia de bens de consumo, na sua grande maioria, supérfluos. Precisaremos nós de viver tão rodeados de objetos descartáveis, de sorvermos com tanta sofreguidão um materialismo insaciável que nos afasta do que é realmente essencial na nossa existência?


Estas são as nossas interrogações. E é com interrogações que avançamos para o espaço público. Quem está à espera de respostas fáceis messiânicas não as encontrará com certeza nem na nossa obra nem nas nossas intenções. Partilhamos dúvidas acutilantes e respostas incompletas, com a humildade óbvia de quem percorre uma vida efémera. Queremos contribuir para o debate, e todos os cidadãos que desejem participar são bem-vindos. Na rua, naturalmente, porque ensina-nos a História das civilizações que é no espaço público que a democracia verdadeiramente acontece e que as mudanças se iniciam.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Progress



« Without deviation from the norm, progress is not possible. »

Frank Zappa (musician e songwriter, 1940 - 1993)


quinta-feira, 29 de março de 2012

Arte Urbana não causa dano


Não é preciso inutilizar a fechadura, é possível contorná-la de modo a que a chave ainda possa abrir a  porta.
It's always possible to paint a door without damaging the lock.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Testando difusores #5


Já foi há um tempo considerável que, pela última vez, partilhámos aqui alguns dos testes a que sujeitamos os nossos difusores, aplicando-os a latas de marcas diferentes, sempre novas, no máximo da sua pressão e cheias de tinta. O nosso procedimento continua a ser o mesmo: imprimimos o mínimo de pressão sobre os difusores quase encostados à parede, procurando conhecer a capacidade de resposta de cada lata à nossa intenção de conter a força do gás e de controlar o fluxo da tinta.


Estes difusores Super Skinny (branco/cinza) apresentam orifícios minúsculos para a saída da tinta. São os nossos preferidos para o desenho de pontos pequenos e linhas finíssimas, não obstante sejam aqueles que mais rapidamente entopem. Se é verdade que os traços nunca são muito finos com as latas mtn MEGA, também é verdade que com estas latas o entupimento é menos frequente em razão da força com que a tinta é expelida. Guardamos a mesma recordação das latas Molotow High-Pressure, muito mais raras no mercado português, mas igualmente potentes na pressão com que fazem a tinta jorrar.