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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Entrecampos (Google Maps Street View)




Descobrimos no Google Maps Street View uma imagem pouco definida de um Dalaiama deixado à porta do metro em Entrecampos. Trata-se de um estêncil que já foi publicada aqui e aqui.


We found in Google Maps Street View a low definition image from this stencil, at the underground entrance, in Entrecampos, Lisbon. It was once again published here.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Does It Belong To The Public?




«Many commentators have drawn connections between the popular uprisings in the Middle East and the arrest of Chinese artist, Ai Weiwei.  But is there any connection between the arrest of Ai Weiwei and the recent arrests of street artists in the USA? This year artist LA II, aka Angel Ortiz, a former collaborator with Keith Haring was arrested in New York. And there have been multiple arrests of street artists in Los Angeles including: Revok, aka Jason Williams, the French artist, Space Invader (arrested 20/4/11) and Smear, aka Cristian Gheorghiu (arrested 16/4/11).

(...)

Although the law says that the arrests are about vandalism. It is actually about image as no wall has ever been actually damaged by the application of a coat of paint. The arrest of these artists is no more about vandalism than Ai Weiwei’s arrest is about his alleged economic crimes. Although I’m sure that capable prosecutors in both countries will be able to legally prove their respective cases according to their respective laws.

(...)

The reason for the government crack down on street artists in the USA, on artists and human rights campaigners in China, and on anyone who protests in the streets in the Middle East is basically the same. The street is highly symbolic; it is the public face of the collective consciousness. Public area is part of a political discourse – does it belong to the people, every individual person, or to the government, and a ghostly idea of “the public”? Street art is a revolt about the definition of public and private space in the modern city. And like the occupation of the streets in the Middle East, or Ai Weiwei’s activism, it is a threat to authority of the ruling party and their claim to represent the public.»



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

The Truth

"Three things cannot hide for long: the moon, the sun, and the truth." 
Siddhartha Gautama Buddha

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Granda Malha Yarn Bombing Street Art


É bom quando a rua é um lugar de múltiplas intervenções, de diferentes discursos formais. Todos ganhamos com este enriquecimento cultural. As artistas da Granda Malha andam a bombar bem, fazendo uso dos seus talentos no domínio das lãs e dos desenhos tricotados com que envolvem a paisagem urbana. É uma alegria partilharmos todos o mesmo espaço público! :)


These Artists Granda Malha have been refreshing the streets with very nice Yarn Bombings. Here is an example in São Pedro do Estoril.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Está nas nossas mãos a mudança



«Salvo catástrofe natural (e mesmo as consequências podem ser minoradas), tudo o que acontece aos humanos é obra de humanos. Tudo aquilo que é mau nas sociedades humanas, e tudo o que se consegue fazer de bom, saiu de nós. De uma maneira ou de outra, aquilo que humanos conseguem fazer, outros humanos conseguem desfazer. A "ganância estúpida" que Keynes lamentou em 1919 é humana. A "prudente generosidade" que Marshall concretizou após 1945 também. Exigir o pagamento de dívidas até toda a gente se lixar é humano. Perdoar dívidas para suster um dano maior também. A escravidão e a abolição, ambas humanas. Os humanos podem escolher. O que foi feito na Europa nos últimos tempos tem que ser invertido, e depois reformulado. Tudo o que é antidemocrático, absurdo e irrealista pode ser substituído por coisas democráticas, que façam sentido e que sejam sustentáveis. E quem tem que fazer isso somos nós. Porquê? Porque os marcianos não virão cá fazer por nós. Porque os mortos já não podem. Porque os vindouros ainda não podem. Não há mais ninguém: só nós.»


Rui Tavares

sábado, 17 de dezembro de 2011

More New Cans








Milhares de dias a pintar.
Milhares de euros em tintas.
Milhares de horas de sono suprimidas. 
E aqui estamos nós: fresquíssimos, sempre prontos para a luta!

Thousands of euros spent on cans.
Thousands of days spraying walls.
Thousands of not sleeping hours.
And here we are: fresh and ready for a lot more!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Polícia Militar Brasileira



« I always try to do some sort of street art wherever I go. (...) I have to be really careful, though -- I've been arrested 16 times. »


Shepard Fairey



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Nonsense & Fantasy



«I like nonsense, it wakes up the brain cells. Fantasy is a necessary ingredient in living. It's a way of looking at life through the wrong end of a telescope.»


Dr. Seuss



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Posters' Longevity



«Let's say that you stick up a hundred posters a night. Then the next morning fifty will have disappeared. The following week another twenty. A further twenty may still be around in a month, and the remainder will survive for two or three months at the most. Stickers last a bit longer, depending on where they are placed.»


Lindas Ex (berliner street artist)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Euros e pássaros por quê? (parte 2)









Dando seguimento às considerações que antes fizemos, depois de abordarmos aspectos relacionados com o conteúdo das nossas propostas visuais, hoje concentramo-nos na montagem/desmontagem puramente formal do discurso dalaiamiano. No entanto, logo que tenhamos tempo para isso, retornaremos ao rumo traçado, aprofundando simbologias e significações.


A iconografia do Dalaiama é predominantemente caracterizada por
1) uma personagem sem braços, com gravata, uma cabeça grande de perfil, boca aberta, dentes visíveis e um chapéu,
2) um ou mais pássaros (ou pombas),
3) euro(s).
Acessoriamente, mas de modo intenso e frequente, há estrelas, corações, flores, etc.


Do ponto de vista cromático, usamos criteriosamente as cores nas suas três dimensões: tonalidade (matiz), luminosidade (brilho) e saturação, sendo esta última uma das mais emblemáticas na medida em que os tons são quase sempre o mais puros possível. 


Fomos academicamente influenciados por diversos estudos, em particular os de Johannes Itten, cujos 7 contrastes de cor aplicamos de modo alternado e premeditado. Damos especial atenção aos contrastes de quente-frio, claro-escuro e de complementares; em menor grau aos contrastes da cor em si mesma e de quantidade; por último, raramente nos preocupamos com os contrastes simultâneo (ou sucessivo) e de qualidade (principalmente porque os tons saturados são uma constante, ocupando todo o quadro).


Das 13 tonalidades possíveis, predominam, em representação dos tons quentes: o amarelo, o vermelho-magenta e o cor-de-rosa; dos tons frios: o violeta e o azul; dos neutros: o preto. Ocasionalmente usamos o dourado, mais raramente, o prateado. 


Por fim, tudo isto compõe-se no campo visual de modo simples e directo, a lembrar o cartaz, considerando que o espaço público é um lugar extremamente concorrido, cheio de ruído visual, não-lugares e múltiplas velocidades. Tudo o que ali se exprime precisa de conduzir a uma leitura facilitada para uma apreensão rápida.


Talvez por isto haja tantas pessoas a virem dizer-nos que «o Dalaiama está em todo o lado». É com sincera gratidão que acolhemos essa afirmação que consideramos um elogio. Mas recebemo-la com enorme surpresa. A nossa noção é a de que apenas chegamos a uma ínfima parte dos spots que desejávamos. Com efeito, carregamos nos bolsos listas longas de spots que vamos elaborando à medida que circulamos pela cidade, sempre acrescentadas, sempre adiadas. Por mais que procuremos, metodicamente, preparar e calendarizar planos de intervenção, as contingências da vida adulta, as responsabilidades sociais, da família e do trabalho, impedem-nos, na maior parte das vezes, de cumprir a agenda proposta pela identidade alternativa da vida clandestina.


Portanto, é possível que essa noção de presença «em todo o lado» não se comprove, e surja, não por os desenhos efectivamente estarem em muitos lugares, mas sim pelo modo como eles são colocados, seguindo critérios que procuram ter em conta alguma literacia visual e um olhar culturalmente sustentado.


Em meio a isto tudo, não nos podemos esquecer de referir a consciência que temos de que a Arte Urbana nem sempre é consensual, raiando mesmo a fronteira entre o legal e o ilegal. Nós respeitamos todas as opiniões: há quem não compreenda e há quem aprecie. Da nossa parte, o que seguramente podemos afirmar é que fazemos, com boa intenção, o melhor que podemos e sabemos.


Continua em:
http://dalaiama.blogspot.pt/2012/03/euros-e-passaros-por-que-parte-3.html
http://dalaiama.blogspot.pt/2012/05/euros-e-passaros-por-que-parte-4.html