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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Street View (again and again...)

https://goo.gl/maps/v2wSCWdLNgJ2

For too long we have been out there in the streets. So many years have passed since we started painting that it's normal to find Dalaiama in Google Street View so often, as we have shown several times. Today we have another example of that presence. This time it's a modest summer bombing.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Real Places, Real People, Real Truth


"The street is the only place where we know something is real. [...] I think we spend a lot of our lives living a kind of virtual reality. I’m really thinking about a Western, capitalist, computer-based society. We float between TV screens to computer screens and back. You can live a day without any awareness of other people. What we know of reality is often mediated through largely screen-based media. What we know of the world is largely filtered through the media, technology and the political ideology of whatever society you’re living in. I’d argue that this is not reality in its true sense. It’s a kind of plastic reality. 

I think the streets, where you actually see, smell and touch real people moving through real space in a real community, are the only places where we actually can experience some kind of actual truth. I think that’s really important. If a person is standing in front of you talking to you, or in your personal space, then you are relating to them in a very different way."

Francesca Gavin

sexta-feira, 22 de junho de 2018

O infinito ápice da poeira


O Solstício de verão ocorreu ontem, dia 21, às 11h07. Presenciamos então o dia mais longo do ano com 14 horas, 53 minutos e 7 segundos de luz solar. Hoje o dia já contemplou dois segundos a menos. E amanhã, dois dias após o Solstício, desde o nascer do sol até ao seu ocaso decorrerão 14 horas, 52 minutos e 59 segundos.

A natureza faz refletir. Ensina-nos sobre os fluxos da existência e a humildade inerente a qualquer apogeu. Eis que até o inexpugnável sol, cuja presença e influência no sistema solar são absolutamente imperiais, após alcançar o seu ponto mais alto no nosso céu (aquando da sua passagem meridiana atingiu a altura máxima de 75°), entrou imediatamente em declínio.

Porém, mesmo que os dias se apresentem progressivamente mais curtos, ainda nos resta muita vida pulsante verão adentro. E no outono que o sucede. E no inverno, e na primavera, e no próximo verão... O Universo e o sentido de todas as coisas é precisamente constituído a partir do clímax do pó eterno.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Tudo começa no trabalho


"É que, repita-se, tudo começa no trabalho. As injustiças e as desigualdades que deixarmos permanecer ali vão repercutir-se em toda a vida e em todo o tecido social. Os níveis de rendimento e as condições laborais são determinantes para os níveis de instrução, de saúde e de pensão quando chega a reforma. Desproteger o mundo do trabalho e desinvestir da provisão pública dos serviços universais é que cria o terreno propício à descrença na capacidade protectora dos sistemas públicos que, por sua vez, alimenta os negócios privados."

Sandra Monteiro

quarta-feira, 20 de junho de 2018

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A propósito de um restauro de inverno


Quem fica em casa a dormir na mansidão do quarto morno não conhece a fúria doce da cidade ácida, as suas ventanias rasgadas e chuvas temperamentais, nem presencia as brasas da noite ardente serenarem sob o azul fresco do céu dilucular.

sábado, 16 de junho de 2018

The General's Back



Formado nas academias das mais altas patentes, preparado com elevada disciplina e o máximo rigor, temos um herói renascido, pronto para cumprir com valentia as mais ousadas missões. Juntar-se-á às dezenas de combatentes que com ele partilharão os aprendizados entretanto adquiridos nas ruas impiedosas.

The streets have conceived him, the dawn has reborn him, and here comes the hero, one of the most ubiquitous stencils Portugal has ever seen, ready to fight and love.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O tenente-Napoleão


"[...] o general, o ministro, o subordinado, a senhora elegante, o aprendiz de vendas. Todos os homens ansiavam de alguma forma, tanto os mais espertos como os mais imbecis, por algo que os ultrapassasse a si mesmos e a todo o possível, inflamados por imagens, obcecados por concepções, e atraídos por ideais. Não há tenente que não transporte em si a imagem de Napoleão, nem Napoleão que por vezes se não considere um macaco, os seus êxitos como moedas de brincar e os seus projetos pura ilusão. Não houve ninguém que não participasse neste bailado, nem ninguém que, em algum momento, não tivesse vislumbrado por alguma frincha a percepção desta ilusão. Por certo que houve gente perfeita, houve pessoas divinas, houve um Buda, e houve um Jesus, e houve um Sócrates. Mas também eles foram perfeitos e inteiramente repassados pela sabedoria plena num só momento, o momento da sua morte. A sua morte não foi outra coisa que o último entranhar da sabedoria, como derradeira entrega, enfim efetivada. E, provavelmente, cada morte possuía esta mesma finalidade, provavelmente cada moribundo era alguém que atingia a sua plenitude, que depunha o engano da ansiedade, que se entregava, que nada mais pretendia ser."

Hermann Hesse

terça-feira, 12 de junho de 2018

Meet Street Art With Fire And Fury






We're not afraid of Trump!
We are not afraid of Kim Jong-un either!
They might be meeting today, but we'll keep on shaking the nuclear can strongly, pressing the stencil firmly against the wall and we'll just keep on doing Street Art like the world has never seen before!

domingo, 10 de junho de 2018

O País que obedeça


"Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o País estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando se chegar à altura de mandar."

António de Oliveira Salazar, em 27 de Abril de 1928, na sala do Conselho de Estado, tomando posse como Ministro das Finanças.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Peintre en bâtiment


“Mon grand-père était peintre en bâtiment, mon père est maçon. Peindre sur les murs, c'est pas un délit dans ma famille.”

“Meu avô era pintor de paredes, meu pai era pedreiro. Na nosa casa, pintar os muros nunca foi um crime.”

Thoma Vuille aka Monsieur Chat

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Green, Yellow, Red


" Artigo 69.º

Sistema principal de luzes

1 - A sinalização luminosa destinada a regular o trânsito de veículos é constituída por um sistema de três luzes circulares, não intermitentes, com as cores vermelha, amarela e verde, a que correspondem os significados seguintes:

a) Luz vermelha - passagem proibida: obriga os condutores a parar antes de atingir a zona regulada pelo sinal;

b) Luz amarela - transição da luz verde para a vermelha: proíbe a entrada na zona regulada pelo sinal, salvo se os condutores se encontrarem já muito perto daquela zona quando a luz se acender e não puderem parar em condições de segurança; obriga os condutores que já estiverem dentro da zona protegida a prosseguir a marcha;

c) Luz verde - passagem autorizada: permite a entrada na zona regulada pelo sinal, salvo nas condições previstas no n.º 1 do artigo 69.º do Código da Estrada. "

Decreto Regulamentar n.º 22-A/98, em cumprimento do n.º 1* do artigo 6.º (Sinais) do Código da Estrada.

* "Os sinais de trânsito são fixados em regulamento onde, de harmonia com as convenções internacionais em vigor, se especificam as formas, as cores, as inscrições, os símbolos e as dimensões, bem como os respectivos significados e os sistemas de colocação."

terça-feira, 5 de junho de 2018

Vidas labirínticas


"É uma marca da atual geração: a reversibilidade a que estão sujeitos os estatutos sociais que vão assumindo ao longo da vida. Sai-se de casa dos pais correndo o risco de lá voltar, experimentam-se relações e conjugalidades, deixa-se de ser estudante com consciência da necessidade de mais tarde voltar à escola, é-se trabalhador e no dia seguinte está-se desempregado, estágios, formações e afins acumulam-se num percurso de vida cada vez mais labiríntico."

Vítor Ferreira (vice-coordenador do Observatório Permanente da Juventude)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Pobreza, lua e prata


“O velho pintor Wang-Fô e o seu discípulo Ling erravam pelas estradas do reino de Han.

Avançavam devagar, pois Wang-Fô parava de noite para contemplar os astros, de dia, para olhar as libélulas. Iam pouco carregados, pois Wang-Fô amava a imagem das coisas e não as próprias coisas, e nenhum objecto do mundo lhe parecia digno de ser adquirido, excepto pincéis, boiões de laca e de tinta-da-china, rolos de seda e papel de arroz. Eram pobres, pois Wang-Fô trocava as suas pinturas por um caldo de milho-miúdo e desprezava as moedas de prata. O seu discípulo Ling, vergado ao peso de um saco cheio de esboços, curvava respeitosamente as costas como se carregasse a abóbada celeste, pois aquele saco, aos olhos de Ling, ia cheio de montanhas sob a neve, de rios pela Primavera e do rosto da lua no Verão.”

Marguerite Yourcenar