SÊ BEM-VINDO ! SÊ BEM-VINDA ! YOU ARE WELCOME !

domingo, 25 de janeiro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Destruir a História


"O papel histórico do capitalismo é destruir a História, cortar todo o vínculo com o passado e orientar todos os esforços e toda a imaginação para o que está a ponto de ocorrer."

John Berger

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Lambe-lambe religioso

Terminado o vitral, abre-se uma janela divina para os secretos desígnios que a religião do capital nos destina. Numa parede perto de ti, oremos pois!

We have already finished this religious poster. The paint is still fresh! When looking at it we can certainly feel God's blessing. Very soon, at some street corner, everybody will be able to pray to money-Lord!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Conscious Being


“To deal with things knowledge of things is needed. To deal with people, you need insight, sympathy. To deal with yourself, you need nothing. Be what you are — conscious being — and don't stray away from yourself.”

Nisargadatta Maharaj

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cada vez mais forte!


"Os graffiti sempre foram provocatórios, eu próprio sofri alguma repressão por pra ticá-los. Mas o que a minha experiência me diz é que tentar calar uma expressão só tor na essa expressão mais forte."

Alexandre Farto aka Vhils

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Sociedade obcecada pela propriedade


"Somos acusados de estar obcecados pela propriedade. Ora, a verdade é exatamente o oposto. É a sociedade e esta cultura que estão obcecadas. Todavia, a um obcecado a sua obcecação parece fazer parte da natureza das coisas, e não a reconhece pelo que é. A relação entre arte e propriedade na cultura europeia parece natural a essa cultura e, por consequência, se alguém demonstra a extensão dos interesses da propriedade num dado campo cultural, essa demonstração torna-se a obcecação do demonstrador. Isso permite ao establishment cultural prolongar a sua falsa imagem racionalizada de si próprio."

"We are accused of being obsessed by property. The truth is the other way round. It is the society and culture in question which is so obsessed. Yet to an obsessive his obsession always seems to be of the nature of things and so is not recognized for what it is. The relation between property and art in European culture appears natural to that culture, and consequently if somebody demonstrates the extent of the property interest in a given cultural field, it is said to be a demonstration of his obsession. And this allows the Cultural Establishment to project for a little longer its false rationalized image of itself."

John Berger

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Subvertendo o controlo e a censura


"A street-art nasce e prolifera fora dos contextos convencionais, alimentada pela vontade e obstinação de anónimos e pseudónimos. Subvertendo a opressão da propriedade privada e do controlo, as ruas são reclamadas pelos artistas urbanos e feitas palcos de activismo, de participação, de comunicação. Integrando o espaço público a que se dirigem, é sobre a realidade que falam, contornando a tendência dos círculos artísticos de orbitar sobre si em entre-referências. Longe de um vício social de egos e vaidades, a ênfase da arte urbana é a acção: os street-artists correm riscos, são independentes e suportam os próprios custos, procurando imediaticidade e eficácia."

Sabrina D. Marques

sábado, 17 de janeiro de 2015

Atreve-te!


Defendemos a Arte interventiva que não se fique pelo formalismo oco que arranca aplausos fáceis de quem prefere as atitudes mansas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O que as crianças ensinam


"Tipicamente, aos 4-5 anos as crianças não têm nenhuma ideia de onde vem o dinheiro, pensam que o preço dos bens depende das suas características (nomeadamente as físicas – dimensão, proporção, etc.), não percebem de todo a ideia de lucro e são incapazes de aceitar que quem empresta dinheiro possa cobrar juros em troca.

Aos 7-8 anos têm consciência de que o dinheiro vem do trabalho (se os pais trabalharem), mas continuam a pensar que o preço das coisas depende da sua função ou utilidade prática (jamais um colar pode custar mais que um canivete suíço), que juros e lucros não fazem sentido, e são essencialmente desprovidos de pensamento estratégico ou de ganância nas relações com os outros. As trocas entre crianças são frequentes nestas idades, mas são motivadas por factores muito diversos (puro gozo, desenvolvimento de laços de amizade, desejo de possuir ou descartar objectos).

Lá para os 10-12 anos ainda não pensam na relação entre oferta e procura quando tentam explicar o preço das coisas – nesta fase acreditam que os preços são determinados pela quantidade de trabalho ou de materiais incorporados num objecto. Começam a perceber a ideia de lucro, mas aceitam mais facilmente que haja lucros baseados no que se produz do no que se troca. Só então começam a aceitar a noção de juros sobre os empréstimos, mas durante algum tempo continuarão a achar que os juros passivos (i.e., que os bancos pagam sobre os depósitos) devem ser maiores do que os juros activos (i.e., que os bancos cobram pelos empréstimos) - só muito mais tarde conseguem compreender a noção de lucro bancário.

O mais interessante de tudo é a forma como as crianças se comportam na famosa experiência do bem-público. Nesta experiência testa-se a disponibilidade de um conjunto de indivíduos para contribuir de forma anónima para um bem comum de que todos beneficiam. Entre os adultos, tipicamente, a partir de certo momento há alguém que, à sombra do anonimato, deixa de contribuir o que era esperado, desencadeando uma sucessão de respostas no mesmo sentido, resultando na falência do bem-público. Entre as crianças, por contraste, a coesão social tende a manter-se para benefício de todos. 

Estes resultados fazem-me pensar que, se calhar, há tanto para aprender com as crianças sobre economia como para ensinar-lhes."

Ricardo Paes Mamede


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

It's Up To You


"One of the penalties for refusing to participate in politics, is that you end up being governed by your inferiors."

Plato

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Para poucos


"Conheço um modo de vida que é sombra leve desfraldada ao vento e balançando leve no chão: vida que é sombra flutuante, levitação e sonhos no dia aberto."

Clarice Lispector