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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Para sempre firmamento

Qualquer que seja a direção, há céus inteiros guardados nas asas das opções.
Wherever the wings choose to fly, there is plenty of space in every sky.

domingo, 28 de junho de 2015

Obama Apoloziges And Is No Longer Spying Dalaiama


The President of United States has spoken to us following reports by Wikileaks that the US National Security Agency (NSA) had intercepted communications from Crew L and its members, including Dalaiama.

NSA knows that:
- muralists in Portugal are fake street artists,
- they only obey and harmlessly paint in legalized walls what they're told to,
- most of them are mere mercenaries following fashion orders to grasp a coin, not even caring for citizenship,
- most of them never had the courage to put their neck on the line defending a cause, they never painted in unauthorized spots,
- portuguese muralists never knew what real street art meant until they got institutional blessing and mass media coverage.

Being informed about the truth concerning all those empty muralists, NSA has been spying Dalaiama for being authentic street artists who stand for freedom of speech and share political thoughts on the walls.

Now President Obama has apoloziged and assured Dalaiama that the US is no longer spying our political street art activities.

sábado, 27 de junho de 2015

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Wikileaks: Dalaiama sob espionagem


De acordo com a revelação feita pela organização Wikileaks, que tornou pública uma série de documentos altamente secretos da NSA (a Agência de Segurança Nacional norte-americana), os serviços secretos estadunidenses vigiaram as comunicações dos altos-responsáveis Dalaiamianos, durante pelo menos seis anos, entre 2006 e 2012, culminando na cobertura da exposição que Dalaiama tomou a iniciativa de propor à Galeria de Arte Contemporânea António Prates ocorrida naquele ano.

A denúncia foi feita na noite de terça-feira por Julian Assange, o fundador da organização Wikileaks, e continua a levantar interrogações sérias sobre o sentido da democracia neste ano de eleições legislativas.

O escândalo dos últimos dias vem gerando controvérsia em torno do papel da autêntica Street Art em Portugal e causando indignação junto daqueles que lutam por uma verdadeira liberdade de expressão no espaço público.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

Hombros infatigavels de paizagista


«Qual dos meus collegas d’escola não recordará com saudade aquellas excursões artísticas, pelas tardes cálidas do estio, quando seguiamos o querido mestre, sustentando nos seus hombros descahidos a pezada bagagem de paizagista, caminhando infatigavel por atalhos e azinhagas, em cata de um motivo que prendesse a sua alma de artista, que melhor vibrasse em uníssono com o seu temperamento de colorista ?!»

Carlos Reis em 1897

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Reasons to Support Greece


"The European Commission, European Central Bank and International Monetary Fund (IMF) have formed an imperial Troika, suspending even the veneer of democracy to impose policies on Greece, which have failed even in their own stated aims. Debt has not decreased but has rocketed as the economy has gone into free-fall. Even the IMF has become a little squeamish about the poison it is administering.     

The real reason for these inhumane policies is simple – a bank bailout of enormous proportions. While Greece’s people did nothing to cause the financial crisis, they are paying the heaviest price for European banks which recklessly lent money to their country, fuelling corruption and militarisation. Jubilee Debt Campaign calculates that the Troika have lent €252 billion to the Greek government, of which the vast majority bailed out European banks, while Greece’s debt kept rising.

Greece’s government is currently being labelled ‘extremist’ because they refuse further and deeper austerity in order to get another loan which will simply be used to pay the institution giving the loan.  

No-one in the Troika believes these policies will help Greece. We learnt after 1945 that resuscitating a country can be achieved with the right amount of debt cancellation and growth. That’s how Germany recovered from war, thanks to the rational policies of countries like Greece. But Europe’s leaders are now hellbent on humiliating and defeating a government which is standing up to the whole thrust of contemporary economic policy. Heaven forbid Greece should prove that there is an alternative after all.

That’s why we must support Greece. Over the last 5 years, its people have not descended into barbarism, in spite of the rise of neo-Nazi parties like Golden Dawn. In fact they have provided us with some hope. [...]

[...] No government can stand up to such pressure on its own. Syriza remains a supported by social movements that push it on. But the country also need international solidarity, just as we would give it to those that stood up against international finance in the past.   

Europe is at a crossroads. Do we continue to head down an anti-democratic road where ever more of our society is sold off, inequality continues to spiral, poverty and unemployment are seen as personal failings and a ‘good life’ can only be found in the market? Or do we remember the importance of collective action and support, equality and human rights, and strive for new forms of democracy which can unleash our potential and allow us to take on the monumental task of saving our planet?

Greece is hope. It presents a once in a generation opportunity. We cannot ignore it."

Nick Dearden

domingo, 21 de junho de 2015

A Grécia não precisa de mais cortes


"A questão [...] não é a quantidade de ajustamento que a Grécia precisa de fazer. É, pelo contrário, que tipo de ajustamento. Se por "ajustamento" queremos dizer consolidação fiscal, cortes de salários e pensões e aumento das taxas de juro, é claro que fizemos mais disso do que qualquer outro país em tempo de paz. 

. o défice fiscal, estrutural ou ciclicamente ajustado do setor público passou a superavit à custa de um ajustamento de 20% que bateu recordes mundiais;
. os salários caíram 37%;
. as pensões foram reduzidas até 48%;
. o número de funcionários públicos diminui em 30%;
. o consumo caiu 33%;
. até o crónico défice corrente do país caiu 16%.

Ninguém pode dizer que a Grécia não se ajustou às suas novas circunstâncias, do pós-2008. Mas o que podemos dizer é que este gigantesco ajustamento, necessário ou não, criou mais problemas do que resolveu: 

. o PIB agregado real caiu 27%, enquanto o PIB nominal continuou a cair quadrimestre sim, quadrimestre não ao longo de 18 quadrimestres sem parar até hoje;
. o desemprego disparou para os 27%;
. o trabalho não-declarado atingiu os 34%;
. a banca trabalha sob empréstimos não-produtivos que excedem em valor os 40%;
. a dívida pública ultrapassa os 180% do PIB;
. as pessoas jovens e bem qualificadas abandonam a Grécia aos magotes;
. a pobreza, a fome e a falta de energia registaram aumentos normalmente associados a estados de guerra;
. o investimento na capacidade produtiva evaporou-se.

[...] A Grécia precisa de uma grande dose de ajustamento. Mas não do mesmo tipo que teve no passado. Precisamos de mais reformas, não precisamos de mais cortes."

Yanis Varoufakis

sábado, 20 de junho de 2015

Syriza: o bom senso grego


"Muito se disse e escreveu acerca do nosso "recuo" na reforma do mercado de trabalho e quanto à nossa determinação para reintroduzir a proteção dos trabalhadores assalariados através da negociação coletiva. Será isto uma fixação de esquerda nossa que faz perigar a eficiência? Não, colegas, não é. Veja-se por exemplo a provação dos jovens trabalhadores em várias cadeias de lojas que são despedidos quando se avizinha o seu 24º aniversário, para que os empregadores possam contratar funcionários mais jovens e assim evitar pagar-lhes o salário mínimo normal que é inferior para empregados menores de 24 anos. Ou vejam o caso dos empregados que são contratados em part time por 300 euros ao mês, mas são obrigados a trabalhar a tempo inteiro e são ameaçados com a dispensa se se queixarem. Sem contratação coletiva, estes abusos abundam com efeitos nefastos na concorrência (uma vez que os patrões decentes competem em desvantagem com os que não têm escrúpulos), mas também com efeitos negativos nos fundos de pensões e na receita pública. [...]

Voltando por instantes à questão das pensões de reforma, muito foi feito para que as pensões contem por mais do que contavam no passado; tanto quanto 16% do PIB. Mas consideremos o seguinte: as pensões diminuíram 40% e o número de pensionistas mantém-se estável. Portanto, os gastos com pensões diminuíram, não aumentaram. Esses 16% do PIB não se devem a gastar mais em pensões, mas, pelo contrário, à dramática queda do PIB que trouxe com ela uma igualmente dramática redução nas contribuições devido à perda de empregos e ao crescimento do trabalho informal não-declarado. 

O nosso alegado recuo na "reforma das pensões" é que suspendemos a ulterior redução das pensões que já perderam 40% do seu valor, enquanto os preços dos bens e serviços de que os pensionistas precisam, isto é, medicamentos, mal foram alterados. Considerem este facto relativamente desconhecido: cerca de um milhão de famílias gregas sobrevive hoje à custa da magra pensão de um avô ou de uma avó, dado que o resto da família está desempregada num país onde apenas 9% dos desempregados recebem qualquer subsídio de desemprego. Cortar essa única, solitária pensão corresponde a lançar uma família nas ruas. 

É por isso que continuamos a dizer às instituições que sim, precisamos de uma reforma do sistema de pensões, mas não, não podemos cortar 1% do PIB às pensões sem causar uma nova e massiva miséria e mais um ciclo recessivo, uma vez que estes 1,8 mil milhões multiplicados por um grande multiplicador fiscal (de até 1,5) é retirado do fluxo circular da receita. Se ainda existissem grandes pensões, cujo corte faria diferença a nível fiscal, cortá-las-íamos. Mas a distribuição das pensões está tão comprimida que poupanças dessa magnitude teriam de ir comer nas pensões dos mais pobres. É por esta razão, suponho, que as instituições nos pedem para eliminarmos o complemento solidário de reforma para os mais pobres dos pobres. E é por essa razão que contrapropomos reformas decentes: uma redução drástica, quase eliminação, das reformas antecipadas, consolidação dos fundos de pensões e intervenções no mercado de trabalho que reduzam o trabalho na economia paralela."

Yanis Varoufakis

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Tu aí, Senhor-Mercadoria, REVOLTA-TE!


"Vivemos neste paradoxo. Quanto mais o neoliberalismo alarga a lógica do mercado às diversas áreas da organização social, mais constrói um mundo que tudo transforma em mercadorias. Transforma tudo… e todos. Incluindo os «todos» que mais teriam a ganhar, em ganhos de vida com bem-estar, vivendo numa sociedade de lógicas económicas plurais, em que o debate sobre as modalidades alternativas de organização social fosse encorajado.

Destruídos os vínculos sociais, a confiança de que os direitos e contratos serão respeitados, comprometida a convicção de que o poder político faz escolhas para defender a comunidade, como podem cidadãos reduzidos a mercadorias revoltar-se? Um dos caminhos passa por compreender o quanto o neoliberalismo é hábil e sistémico na construção do mercado e de mercadorias. Observando-o para o combater.

Projecto de vocação totalitária, o neoliberalismo evolui eliminando o espaço da divergência e reconfigurando os sectores ainda protegidos da lei da oferta e da procura, onde imperam lógicas de coesão social e territorial, de direitos (sociais, laborais, ambientais…), de trocas não-mercantis e não-monetárias. [...]

O que é difícil é encontrar um sector que tenha escapado à linguagem e às engenharias neoliberais. Com efeito, a lógica do mercado criou uma arquitectura de dimensão internacional (Organização Mundial do Comércio, União Europeia, Tratados de Comércio Livre, etc.) para se implantar, mas disseminou-se também nas mais ínfimas células do tecido social. A linguagem que passou a ser usada, como se nada fosse, foi traduzindo uma mudança de paradigma social, senão mesmo civilizacional. Enquanto as leis e os direitos laborais davam lugar ao «mercado de trabalho», as secções de pessoal eram substituídas por «departamentos de recursos humanos», os trabalhadores e os seus saberes por «capital humano», a informação e o conhecimento por «conteúdos» e «produtos».

[...]

Que esta narrativa surja com mais força quando a «economia de mercado» não funciona e o «mercado de trabalho» não emprega são meros detalhes. Desde que se consiga aproveitar a oportunidade da crise, claro, para baixar salários, pensões, prestações sociais e atacar o Estado social e os serviços públicos. Como se vê olhando para o núcleo das imposições que se mantém ao povo grego, com ou sem Troika – como acontecerá em Portugal –, o cerne do regime de acumulação (e de desapossamento) não está na ficção em tons cor-de-rosa que vai sendo servida; está na armadilha económica e financeira (dívida, imposições orçamentais) que torna dependente dos credores financeiros o poder político, seja qual for o programa com que os governos são eleitos. Os restantes dispositivos – podermos ser todos empreendedores, inovadores, vendáveis no mercado, e ainda assim vivermos condignamente como sociedade – existem para garantir a feliz aceitação dessa dependência, enquanto se sonha com uma modernidade bloqueada. Até que as mercadorias se revoltem."

Sandra Monteiro

terça-feira, 16 de junho de 2015

Public Spaces Belong to The Community


"Artists who stick to the roots of graffiti art tend to encourage illegal graffiti. [...] the idea of modern graffiti art came from a rejection of authority and the ruling class, turning the worker into a "commodity" that has no personal feelings or need for self-expression. In response, artists took to public walls to express their frustration. Their argument is that the walls are part of the community, and members of the community should decide what is displayed on public walls, not outsiders."

Timothy Werwath