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quarta-feira, 4 de março de 2015

Nulla dies sine linea


«Apelles tinha por máxima, que não devia passar hum só dia sem desenhar; máxima que passou como adagio muitos seculos: Nulla dies sine linea

Cyrillo Volkmar Machado (Conversações sobre Pintura, Esculptura e Architectura, 1794/97)

terça-feira, 3 de março de 2015

A distinção entre nada e coisa nenhuma


"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca."

Fernando Pessoa

segunda-feira, 2 de março de 2015

Little Stencil in Sintra

Very small stencils can be found in a variety of unexpected places. Indeed, accurate eyes can catch slight signs of the fleeting presence of sprayed paint. Thanks to our our lovely dear friend StarCat, here we see an example.

domingo, 1 de março de 2015

Sticker's Crime: 62 charges for carrying 62 stickers





All pics by great photographer and very nice friend https://www.facebook.com/andreionozky.moreno

"There were a bunch of writers that used the form of getting up in risky, high visibility locations. Then there was a Queens writer that got caught with 62 signed stickers in his pocket, and got famous for being charged with 62 counts of "possession of graffiti materials". Graffiti was a perfect use for stickers."

Stephen Powers (ESPO)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Oeiras Street View

http://goo.gl/maps/44Y2

Encontramos este bombing antigo no Google Street View, ilhado algures entre Carcavelos e Oeiras. Tanto quanto se sabe, ainda hoje a tinta está lá.

There it is, somewhere between Oeiras and Carcavelos, this bombing registered by the Google Street View cameras. As far as we know, even today the painting is still there.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Jardins da Parede (Google Street View)

http://goo.gl/maps/44Y2I

Ainda foi há poucos dias que constatámos que esta obra ainda lá estava. Naturalmente, encontra-se bastante mais gasta do que quando foi pintada. Encontrámo-la agora no Google Street View.

Novamente agradecemos a todos os que habitam os Jardins da Parede pela sua aceitação. Este trabalho foi afetuosamente oferecido a toda a comunidade. Um dia irá desaparecer, mas por enquanto vai-se conservando graças à generosidade amável de todos os nossos vizinhos. Obrigado :) 

Abraços Amigos!! :D

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Le Monde Diplomatique 2006-2007














"[...] o projecto neoliberal, em particular na sua fase austeritária, instaura como pensamento único, incriticável e indiscutível, o que nada mais é senão o seu próprio programa. Tornando-se vencedor, dominando até o senso comum, o neoliberalismo expulsa como irrealistas (ou «contos de crianças»…) todas as interpretações e alternativas que o desafiam. Despreza a soberania popular e, quando pode, silencia a pluralidade das escolhas que têm de estar na origem do exercício dos poderes (político, económico, mediático, etc.), apesar de essas mesmas escolhas serem constitutivas da própria democracia.

O projecto neoliberal iniciado na década de 1980, e que nos trouxe à actual crise financeira, efectivamente depende, entre outros aspectos, de convencer os cidadãos de que não há alternativa à sua forma de governar, às suas políticas geradoras de desigualdades e pobreza. Para o conseguir, os poderes político e económico-financeiro passaram a contar cada vez mais com um sistema da informação e da comunicação que, apesar de muitas excepções, repete e (re)constrói a narrativa dominante.

[...]

A narrativa de fundo é a mesma que a de todos os neoliberais desde o início da crise: «no Sul da Europa vivem povos preguiçosos e corruptos que vivem acima das suas possibilidades e têm de ser forçados pelos trabalhadores e sérios povos do Norte a ajustarem-se à condição de subdesenvolvidos de que nunca deviam ter saído». É ou não é isto o que se ouve desde 2007-2008? E não é síndroma de Estocolmo nem ignorância: é convicção, é defesa de interesses, é posicionamento de classe. Tal e qual como em todos os países da Europa, e do mundo, há muitos cidadãos que contestam esta teoria e este projecto. Estes têm é pouca visibilidade no espaço mediático dominante [...]

No Le Monde diplomatique, e na sua edição portuguesa, sempre denunciámos o carácter sistémico e iníquo da construção da globalização neoliberal, com as suas instituições financeiras e comerciais (Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização Mundial do Comércio, etc.), a que se juntou a União Europeia, com os seus tratados, a sua Comissão e o Banco Central Europeu. Sempre procurámos demonstrar que a crise financeira não foi, na sua origem, uma crise das dívidas soberanas, mas que esta foi criada para operar uma brutal transferência dos rendimentos do trabalho para o capital, dos recursos do público para o privado e da soberania popular para instituições muito pouco democráticas."

Sandra Monteiro

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Exposição e leilão


Desde o dia 12 deste mês há uma tela Dalaiama exposta na Fábrica do Braço de Prata. Está a decorrer uma exposição coletiva de 32 artistas que culminará com um leilão amanhã, dia 26 de fevereiro. Os valores angariados com as vendas reverterão inteiramente em benefício do jornal Le Monde Diplomatique, cujo papel insubstituível na democracia portuguesa já aqui referimos inúmeras vezes. 

Nós participamos com uma obra quadrangular com um metro de lado. Esta obra mosta-se visível na fotografia acima, exposta ao lado de uma outra, da autoria da Crew L.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Not Totally Buffed (The Mistery)


No centro de Cascais, a parede desta casa abandonada chegou a ser uma montra de diversidade. Em tempos, ao longo dos seus vários metros de comprimento havia manifestações de todos os tipos: desde frases reivindicativas ao mais puro graffiti (tags, throwies, letterings,...). Os espaços do muro mostravam-se todos preenchidos, formando a agradável orquestra de ruídos que é própria da rua democrática. O facto de, um dia, o silêncio da tinta branca ter coberto a parede inteira não é estranho. Até seria de esperar. O mistério reside no detalhe do canto esquerdo, onde este pássaro colorido foi preservado. E ali permaneceu ainda durante longo tempo. Terá acabado a tinta branca? É uma dúvida que provavelmente nunca será esclarecida...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Esperança


"Com as eleições na Grécia, chegam também os primeiros sinais de esperança no que ao contexto de crise diz respeito. A situação parece estar sistemicamente bloqueada a nível europeu, é verdade. Mas a chegada ao poder, num país ainda mais brutalmente austerizado do que Portugal, de forças políticas e sociais que compreendem as reais causas da crise, e que demonstram a ambição – sem rodeios nem cobardias – de inverter a tragédia em curso, não pode deixar de abrir profundas brechas no desalento e na angústia populares, bem como na narrativa neoliberal da impossibilidade."

Sandra Monteiro

domingo, 22 de fevereiro de 2015

4 metros, 3 litros de tinta, 2 radiografias e 1 susto


Dentro das fábricas abandonadas chove e o chão pode ficar bastante escorregadio. É fácil uma escada tombar e muita tinta derramar-se. São ossos do ofício.
Felizmente, uma queda de 4 metros de altura não resultou em costelas partidas! Foi apenas o susto e alguns litros de tinta perdida...
Em todo o caso, já atualizamos o seguro contra todos os riscos :p

sábado, 21 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Morality Tales Against Economic Reality


"Europe is already suffering enormous pain because the people setting economic policy prefer morality tales to economic reality.

[...]

The result of the German program for Greece has been an economic downturn that makes the Great Depression in the United States look like a bad day. Seven years after the start of the downturn Greece’s economy is more than 23 percent smaller than its peak in 2007.

By comparison, at the trough of the Great Depression in 1933 the U.S. economy was 26 percent below its pre-recession peak in 1929, but it grew 10 percent the following year and had made up all the lost ground by 1936. On its current path Greece will be lucky if it returns to its pre-crash GDP by the middle of the next decade, twenty years after the crash.

The tales of hardship are endless: an unemployment rate of more than 25 percent, a youth unemployment rate of more than 50 percent, a collapsed health care system. The European Union folks may not know much economics, but they sure know how to destroy a country.

Interestingly, even their morality tale is at best half-true. Greece was a profligate spender, but what about punishing the reckless lenders? They were largely bailed out by the European Union, the International Monetary Fund and the European Central Bank, who now hold the vast majority of Greek debt. What about punishing Goldman Sachs, which designed the swap that allowed Greece to hide its debt so it could get into the euro in the first place?

Apparently the desire to punish sin only applies to the weak, not the rich and powerful who commit transgressions. The double standard is even clearer when applied to crisis countries like Spain and Ireland who had not been profligate borrowers. They had been running budget surpluses before the crisis. This was entirely a story of reckless lenders in Germany and elsewhere making bad loans to the private sector in these countries. Yet, the austerity policies being imposed ensure that the people of Spain and Ireland suffer even if the pain is not quite bad as in Greece.

[...]

The obvious complaint from the northern countries is that if Greece gets this concession other crisis countries will demand the same. That is correct, and they should get similar relief. The net effect will be much stronger growth in southern Europe, which will lead to increased demand and more growth in northern Europe as well. What exactly is the problem?

Since the crash, which incredibly caught all the economic “experts” by surprise, we have seen one myth after another destroyed by the evidence."

Dean Baker