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sexta-feira, 29 de abril de 2016

It's Written In Our Stories, It's Written On The Walls


"Decisions as I go, to anywhere I flow
Sometimes I believe, at times I'm rational
I can fly high, I can go low
Today I got a million, tomorrow I don't know"

Lost Frequencies

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Revisionismo e Desmemória


"A história é um palco de combates entre a ciência, de um lado, e do outro o revisionismo e a desmemória, cujo objectivo é legitimar a implantação de um novo curso capitalista neoconservador e neoliberal.

Recuso que essa nova ordem conservadora e liberal, com formas brutais de acumulação de capital, se apresente como o fim da História, no sentido do fim dos processos históricos como processos de mudança. No mundo ocidental, a capacidade de resiliência cultural e memorial dos paradigmas emancipatórios não só sobrevive às rendições do centrismo e da social-democracia, como tende a renovar-se.

Na Revolução de 1974-75, a fundação constitucional da democracia assentou num consenso de condenação inequívoca do passado ditatorial. No entanto, há processos pelos quais, na actual sociedade portuguesa, se desenvolvem as tentativas de reinterpretação do passado recente.

A primeira é a desmemória criada pelos media, pela escola e as novas tecnologias, que geram um ambiente de presente contínuo, que significa uma forma de manipulação da memória pelo apagamento de acontecimentos, de processos históricos e de valores que transportem do passado um potencial subversor da nova ordem que se pretende estabelecer. Uma espécie de amoralismo paralisante que inculca a aceitação acrítica da lei do mais forte, da injustiça social, da destruição das forças produtivas.

O objectivo deste apagão selectivo da memória é impor, por exemplo, novas regras de trabalho como se tratasse de uma fatalidade. É mais fácil impor as 10 ou 12 horas de trabalho aos operários da indústria automóvel se se lhes apagar a memória dos rios de sangue que correram para que a classe operária europeia ou americana conquistassem a jornada de oito horas de trabalho.

O segundo processo desta revisão das representações do passado é a utilização da memória como farsa, como objecto de consumo, espectáculo lúdico, inocente e banalizador. São os seus veículos alguma literatura de cordel e até algum trash televisivo que tende a apresentar Salazar como um homem comum, ou mesmo como o vencedor do concurso Grandes Portugueses que a RTP organizou em 2006-07.

O revisionismo de registo historiográfico é o terceiro processo de tentativa de reinterpretação do passado recente, aquele que pretende refugiar-se no estatuto da escrita da história para poder ser evocada como argumento nos debates acerca do passado. Quando autores como Vasco Pulido Valente ou Rui Ramos, a propósito do centenário da I República (e bem antes) a caricaturam como um regime terrorista e caótico, num discurso primário decalcado da propaganda estadonovista, o que pretendem não é tanto tratar da I República, mas sim legitimar a ditadura militar e o salazarismo que lhe teriam sucedido como aurora redentora.

A ideia do revisionismo sobre o Estado Novo é reduzir o antigo regime à normalidade conservadora que o permite apresentar, na sua fase marcelista, como um processo de desenvolvimento de onde sairia uma qualquer espécie de transição pacífica para uma democracia musculada e de solução federativa para a guerra colonial. Um processo que foi interrompido pelo caos inopinado da revolução.

Na verdade, a revolução de 74-75 constitui a marca genética da democracia portuguesa, o principal factor que a viabiliza e define o seu perfil inicial. Cortar-lhe essa amarra é o propósito teórico essencial do revisionismo historiográfico, prenhe de evidentes efeitos de toda a ordem para os dias de hoje.

As tarefas da história e os usos da memória são indissociáveis do tipo de sociedade que queremos como presente e como futuro."

Fernando Rosas

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Caring



“I believe that the first test of a great man is his humility. I don't mean by humility, doubt of his power. But really great men have a curious feeling that the greatness is not of them, but through them. And they see something divine in every other man and are endlessly, foolishly, incredibly merciful.” 

John Ruskin

terça-feira, 26 de abril de 2016

This Is Not Europe My Friend! (by EUsboço)



Duas imagens da mesma peça da autoria de Eusboço, GRANDE Artista e companheira de Dalaiama na Crew L. A primeira fotografia foi tirada aquando da sua exibição atrevida e não autorizada no espaço público, uma provocação no contexto da Feira Arte Lisboa. A segunda, na noite em que foi leiloada.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Procurador General de la República del Paraguay

 

La Procuraduría General de la República es el órgano del poder Ejecutivo Federal, que se encarga principalmente de investigar y perseguir los delitos del orden federal.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

As crianças têm o direito a ser felizes!


"O relatório da UNICEF confirma o impacto da política de direita na situação das crianças em Portugal, desde logo na afirmação de Portugal como um dos países onde as desigualdades no rendimento das crianças são maiores, ocupando o 33º lugar no conjunto de 41 países da OCDE. O grupo das crianças portuguesas mais pobres tem 60% menos rendimentos do que a mediana, já por si muito baixa, e as suas condições de vida foram das que mais se deterioraram entre 2008 e 2013. Tal significa que não só o fosso entre as crianças mais pobres e a mediana está a aumentar, como também estas estão ainda a ficar mais pobres. Estes dados são compatíveis com os revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, que dão conta de uma em quatro crianças portuguesas viver em situação de pobreza.

De acordo com o estudo publicado, uma em cada três crianças vive em privação material. (...) Outra das revelações consternadoras é Portugal ser, juntamente com a Grécia, o país onde as prestações sociais têm um menor impacto na redução das desigualdades no rendimento das crianças pelo facto de serem extremamente baixas face às enormes necessidades das suas famílias.

A situação em que vivem muitas crianças portuguesas é o resultado directo das políticas da Troica e do PSD/CDS que desregularam as relações de trabalho em benefício do patronato, destruíram centenas de milhares de empregos, generalizaram o desemprego e a precariedade, reduziram salários e protecção social e fizeram alastrar a privação material e a exclusão social a inúmeras famílias. A pobreza das nossas crianças é indissociável da política de exploração e de empobrecimento a que os seus pais foram sujeitos.

O quadro apresentado pela organização internacional, sendo devastador no que toca ao rendimento das crianças – ou seja, das suas famílias -, revela ainda a importância que as Funções Sociais do Estado, assentes nos princípios da universalidade e da solidariedade, têm na atenuação da pobreza infantil em Portugal. Apesar dos sucessivos cortes nos orçamentos do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública e nas consecutivas tentativas de deteriorar a sua qualidade, estes são dois pilares que continuam a ser fundamentais para garantir a igualdade e a coesão social, o que permite que as desigualdades entre as crianças no acesso aos cuidados de saúde e à educação seja muito inferior às desigualdades na distribuição do rendimento.

A especial incidência do insucesso escolar entre as crianças mais pobres, as dificuldades no acesso a uma alimentação equilibrada (estritamente relacionado com o rendimento familiar), e a insuficiência das prestações sociais revelam, porém, que as Funções Sociais do Estado têm necessariamente de ser reforçadas.

O combate à desigualdade na infância e à pobreza infantil passa obrigatoriamente por uma política que respeite e valorize o trabalho das mães e pais trabalhadores, assegure a estabilidade e a segurança no emprego, promova uma melhor distribuição do rendimento com o aumento dos salários, garanta o alargamento das prestações de desemprego e o aumento do seu valor, bem como do Abono de Família e reforce o financiamento do Serviço Nacional de Saúde e da Escola Pública."

DIF/CGTP-IN

terça-feira, 19 de abril de 2016

Paraguay y sus banderas agitadas por el viento


Chegamos à conclusão de que estas fotografias que vamos tirando por onde passamos constituem uma espécie de selfies. Que pirosada! ;p

domingo, 17 de abril de 2016

Coronel Oviedo



Muy hermosa se quedó la Plazoleta Diagonal "Don Ramón Mendoza", el martes 8 de abril, después de su remodelación.
Pero no olvidemos que Paraguay es el país con mayor concentración de tierras del mundo: el 85 por ciento del territorio está en manos del 2,6 por ciento de los propietarios, muchos de ellos extranjeros.

Na localidade de Coronel Oviedo, a 500 metros do hotel onde se dormia por 88.000 guaranies, deixamos uma marca discreta. 
Ali, um miúdo de 6 anos coletor de latas vazias de refrigerantes (que mais tarde venderá a um preço irrisório), veio pedir-nos uma moeda. A seguir à esmola concedida, e para nosso espanto, mergulhou os pés descalços, a um metro de nós, num charco de esgoto para recolher mais uma latinha amachucada.
Miserável este Paraguai, que concentra nas mãos de 2,6% de indivíduos 85% do seu chão.

sexta-feira, 15 de abril de 2016