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sexta-feira, 27 de maio de 2016

A efemeridade globalizada


"Esse tipo de concepção animista (e ontológica) no (e sobre) o mundo globalizado define uma das linhas mestras da produção das artes naquilo que ela traz de perene: a impressão que se renova, o debate em aberto, o mundo de problemas que se agita, a marca das formas, do cheiro, da tactibilidade, de um movimento contínuo algures entre o efémero e o inesgotável.

É esse, no fundo, o discurso das artes. E é essa, também, a justificação da História-Crítica da Arte, cuja vitalidade reside, afinal, na persistência de um afã criativo que se preserva desde há cerca de 30.000 anos, buscando sentidos, afinal, para os mesmos problemas: a vida e a morte, o mistério da existência, o diálogo com o espiritual e o inefável, a busca de consensos entre os elementos, a pesquisa sobre o amor, o exercício do poder, a possibilidade de indagação, de protesto ou de síntese. A pintura, a escultura, as artes decorativas, as instalações, as artes do espectáculo, a efemeridade das solenidades rítmicas, os contornos do mundo da magia, sempre nos falaram desses temas. Desde a arte pré-histórica, passando pela Idade Média e a arte do tempo dos Descobrimentos e dos seus impérios coloniais [...]"

Vítor Serrão

quinta-feira, 26 de maio de 2016

The Ideological Level

"It should now be clear that ideology – the ideological level – is an organic part of every society. Human societies need these systems of ideas and beliefs in order to survive, and they secrete ideology as if it were an essential nourishment for their being and for their historical continuance. [...] It follows that if the function of ideology in general is to conceal contradictions, then the function of the dominant ideology, the ideology of the ruling classes, is a fortiori the same. This is bound to have serious consequences for all historical disciplines which are concerned with the various forms of ideology, including art history."

Nicos Hadjinicolaou

domingo, 22 de maio de 2016

Do digital para a parede


Nunca antes visto em público, eis o projeto que inspirou esta parede, uma obra conjunta com a Artista Eusboço e Telmo Alcobia.

Still never shown in public, here is the project that inspired this Artwork, painted together with Eusboço and Telmo Alcobia.

sábado, 21 de maio de 2016

Get A Loan If You Already Have Enough


"A bank is a place that will lend you money if you can prove that you don't need it."

"Banco é um lugar que lhe empresta dinheiro, se você puder provar que não precisa dele."

Bob Hope

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A "He" Or A "She"? Cuz The Work Is Interesting


Numa noite de 2006, junto à praia de Oeiras, deixamos marcas que nunca conseguimos fotografar. Um ano depois, alguém o fez por nós. Tomamos conhecimento disso agora, quase dez anos depois. Estes episódios apenas acontecem a quem já integra a vastidão proficiente da História! ;p

This was bombed in 2006. It was photographed by someone unknown and posted somewhere in the internet in 2007. It was sent to our email this week!
That's the way History of portuguese street art is made!!!
Once upon a time, nine years ago...
"Is Dalaiama a he or a she? Cuz his/her work is interesting."
;)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Diálogo entre difusores


Pergunta o Skinny Cap:
― Onde começa o verdadeiro silêncio?
Responde o Fat Cap:
― Começa onde o ruído do pensamento termina.
― Mas como é que se faz para isso acontecer? Como é que se detém o pensamento?
O Fat Cap lembrou-se dos livros que tinha lido:
― Usando o pensador que há dentro de cada um de nós, fazendo-o compreender que, se deseja alcançar um estado de vazio maravilhado, necessita interromper o fluxo incessante de reflexões, raciocínios, considerações...
O Skinny Cap fica a pensar naquilo. Após um breve momento, questiona:
― Mas que contrassenso é este? Recorrermos ao pensador para deter o pensamento? Pois não é o pensador também ele resultado de um pensamento, uma mera construção mental?
― Compreendo a tua dúvida. Teríamos então o pensamento a tentar deter-se a si mesmo.
― Pois  sublinhou  ―, assistiríamos ao conflito de um pensamento a tentar suprimir outro pensamento...
― Talvez o caminho seja compreender inteiramente este facto, vê-lo na sua totalidade, intuitivamente.
― Achas que assim a mente vai sossegar?
― Talvez ― meditou o Fat Cap. ― É mais fácil suprimir as cogitações mentais sobre o que há a montante e a jusante do pensamento se a consciência simplesmente se calar para olhar, observar, no desprendimento profundo do ver.
Sorriem os dois.
― Que frases lindas foste encontrar! ― avalia o Skinny Cap.
A brisa é leve. Na penumbra da parede a lua faz a tinta reluzir. Há céu, a noite ainda é longa e o sol há de despertar.
Concluem:
― Belas ideias as nossas!
― Impossível dizer frases melhores!
― Somos poetas!
― Genuínos filósofos!
― Somos praticamente génios!
― Verdadeiramente! Até mais do que isso!
Entreolham-se:
― Hmmm...
― Que tretas!
― Bora é pintar!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Beyond The Signature


Placing emphasis on generating a different brand of urban expression for ideas that move beyond the mere representation of a name.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Faser escolha, copear e obrar

Escultura de Eusboço

“Invenção.// O Escultor representa na Idéa os objectos. Fas escolha em o entendimento e retem o melhor em a memoria. // Execução. // O Escultor copea materialmente esta Invenção intelectual. O escultor obra.”

Felix da Costa (in A Antiguidade da Arte da Pintura, 1696)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Do Not Separating


“When you call yourself an Indian or a Muslim or a Christian or a European, or anything else, you are being violent. Do you see why it is violent? Because you are separating yourself from the rest of mankind. When you separate yourself by belief, by nationality, by tradition, it breeds violence. So a man who is seeking to understand violence does not belong to any country, to any religion, to any political party or partial system; he is concerned with the total understanding of mankind.” 

Jiddu Krishnamurti

domingo, 15 de maio de 2016

Kepler 1284 - d (Dalaiama)


Dos 3200 planetas já identificados fora do Sistema Solar pelo telescópio espacial Kepler, 1284 foram anunciados de uma só vez na terça-feira (10) desta semana.

A NASA acrescentou que destes 1284 novos exoplanetas encontrados, cerca de 550 podem ser semelhantes à Terra e NOVE podem mesmo possuir as condições necessárias para albergar seres vivos.

O mais extraordinário de todos está aqui representado juntamente com o satélite que orbita em torno de si. O que verdadeiramente intrigou os cientistas foi a sua morfologia e a certeza de que nele há vida extraterrestre.

NASA estimates there are out in the galaxy to study and discover tens of billions of Earth-sized habitable planets.

Last tuesday 10, it was announced that the Kepler mission has discovered 1,284 planets, the most exoplanets at one time. This discovery is far better than Kepler-452-b announcement. Of these newly discovered planets, 550 are possibly rocky planets roughly around the same size as Earth and NINE orbit in the habitable zone of their star.

One of them is shown above with its moon. Cientists are sure it supports extraterrestrial life.

sábado, 14 de maio de 2016

Marcelo: os falsos afetos de um reacionário


"A comunicação social está, em geral, rendida aos encantos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa. Os jornalistas gostam da postura do novo ocupante do cargo, [...] dão-lhe a palavra a propósito de tudo, tornam-se espectadores, com câmaras e microfones, de um espectáculo por ele encenado para conquistar «afectos». Mas o que quer Marcelo fazer com o afecto dos portugueses, agora que já é presidente? [...]

Marcelo não é apenas um produto de um consenso fabricado por si próprio, pelos media e por parte significativa da sua família política. Ele é, agora como presidente, uma fabricação diária dos próximos «consensos», da futura opinião dominante a mobilizar quando passar a acalmia possibilitada pelo alívio do garrote austeritário. [...]

Marcelo não ignora que, mantendo-se os níveis de dívida (pública e externa) e os demais constrangimentos impostos pela União Europeia (limites do défice, arquitectura da moeda única, etc.), a reversão da austeridade não basta para manter o Estado social nem criar emprego e desenvolvimento. Sabe também que, à medida que a actual governação for correndo bem, mais quererá Bruxelas intervir com a sua ortodoxia, usando todo o seu peso: pressões através dos mercados financeiros, exigências institucionais de cumprimentos das regras dos tratados, criação mediática de um ambiente de tragédia iminente. [...]

[...] Quererá Marcelo referendar tratados europeus… ou a Constituição, para admitir a austeridade? Se for a segunda, vai dar-lhe muito jeito ter ao seu lado uma comunicação social, e um país, consensual e dos afectos."

Sandra Monteiro

quinta-feira, 12 de maio de 2016