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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Stickers Ready to Print #8

Depois de vários pedidos, que com razão chamaram a atenção para o facto de desde há muito tempo não partilharmos matrizes de autocolantes prontas para impressão, aqui oferecemos mais uma página com esse fim. Quem quiser multiplicá-la, está a vontade! Abraços ;)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Centro comercial de arte urbana ao ar livre

Quem conheceu a Lisboa expressiva anterior a 2008, com muros intensos preenchidos por uma imaginação fulgurante, em cada esquina uma surpresa, estênceis, cartazes, autocolantes e desenhos de todo o tipo, numa curisidade constantemente renovada, vê hoje com decepção o cenário vazio em que se foram tornando as intervenções controladas, previsíveis, institucionalizadas, reprimidas.

Deparamos neste momento com paredes assépticas, intolerantes a desenhos independentes, sobre os quais são aplicadas a rolo manchas homogéneas que removem impurezas — não vá a liberdade de expressão criar maravilhosos momentos de espanto que ofusquem a monotonia dos murais esparsos que caracterizam manifestações restritivas e obedientes.

A paixão pela tinta transformou-se na pintura aborrecida sobre suportes previsíveis. Organizam-se excursões apresentadas como "very typical" para se tirar fotografias ao Amor que floresce com lugar e hora marcada.

A nova versão de arte pública, apodada de "arte urbana", com todos os méritos que em si encerra, não precisa de eclipsar, por meio da repressão institucional, as manifestações de artes plásticas que acontecem no espaço urbano, livres e cidadãs. Os poderes que promovem o muralismo autárquico e empresarial, são os mesmos que mandam punir autores divergentes, oprimindo e apagando todos os vestígios de expressões alternativas.

O conflito e a censura são desnecessários. Há paredes que cheguem para todos.


domingo, 17 de julho de 2016

Suécia adota a semana das 30 horas


"As elites económicas portuguesas não gostam de desafios preferindo situações confortáveis de lucros estáveis preferencialmente com a garantia e apoio financeiro ou regulamentar do Estado.

Por isso proliferam as Parcerias Público Privadas em que o Estado garante a taxa de lucro, os Colégios Privados em que o Estado paga a factura, os monopólios privados da electricidade em que o Estado, via regulador, estabelece preços tais que assegurem lucros elevados, ou os oligopólios privados, como o do retalho, que agem sem controlo.

Deste modo, quando precisam de aumentar a competitividade recorrem à baixa de salários, aos despedimentos, ao aumento da jornada de trabalho com o mesmo ordenado, mas nem assim conseguem competir nos mercados internacionais. É que o investimento, a modernização dos meios produtivos e a melhoria de processos são a única forma, num mundo de ciência e tecnologia, de aumentar, de forma sustentada, a produtividade e a competitividade.

Vem isto a propósito da decisão da Suécia de introduzir a semana das 30 horas, 6 horas dia em cinco dias de trabalho, quando em Portugal os empresários não querem abdicar das 40 horas.

Porque introduzem os suecos a semana das 30 horas?

Segundo fontes patronais, para aumentar a produtividade. É um desafio a que a sociedade se propõe: produzir mais em menos tempo. Um desafio que os empresários abraçam. Estariam os empresários portugueses disponíveis para um desafio destes?

O senso comum duvida muitas vezes da realidade. Não parece evidente que é o Sol que anda à volta da Terra? Também não parece absurdo trabalhar menos e produzir mais? Será possível? A resposta é afirmativa. Tudo passa pelo uso mais eficiente da tecnologia e por uma melhoria dos processos laborais.

Por outro lado, uma situação em que os empregados têm mais tempo para a família e para as suas actividades favoritas também favorece o empenhamento no trabalho que aumenta a produtividade. Essa é a experiência da Toyota de Gotemburgo na Suécia, que há já 13 anos (!) pratica a semana das 30 horas com grande êxito, traduzidos em maiores volumes de vendas e de lucros.

Mas há outras vantagens sociais no estabelecimento de horários de trabalho mais curtos.

Um estudo recente, conduzido à escala mundial, demonstrou que o risco de ataque cardíaco diminui em cerca de 30% entre as pessoas com horários menores o que permite poupanças elevadas no sistema de saúde. Também provado é o maior risco de alcoolismo entre as pessoas que mais horas trabalham.

O maior tempo disponível permite um melhor acompanhamento dos filhos com impacto no sucesso escolar das crianças e um maior apoio aos pais e avós, também reduzindo custos sociais."

Jorge Fonseca de Almeida

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Transpondo disciplinas e fronteiras


"No mundo do saber técnico, na era da ciência e da informação cada porção de arte pode atuar como sopro criador. Ao contrário dos especialistas, dos experts em áreas restritas de saber, o artista transita, transpõe disciplinas, inverte códigos e recria paisagens. Que os saberes atuem misturados, que as fronteiras existam apenas para que se possa passar, que sobreviva a palavra não dita."

Glória Diógenes

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Contra a chantagem europeia!


Toda e qualquer sanção é inaceitável!

O Ecofin – o conjunto dos ministros das Finanças da União Europeia – já autorizou a Comissão Europeia (CE) a avançar com sanções por alegadamente Portugal não ter cumprido o limite do défice em 2015.

Na verdade, se esse défice insignificante de 0,2% existiu em 2015, foi porque Portugal limitou-se, nos últimos anos, a seguir as determinações da própria CE. Portanto é um absurdo que seja precisamente ela a pretender punir-nos. É como se dissessem: "porque vocês fizeram tudo o que nós mandámos e o que nós mandámos estava errado, devem ser castigados."

A CE está a pedir medidas este ano para corrigir o que aconteceu em 2015, quando este ano não precisa de correção nenhuma porque, tal como a própria CE reconhece, o défice vai ficar abaixo dos 3%.

Primeiro o presidente da CE afirmou que a França não pode ser sancionada porque é a França, para depois achar que devia sancionar Portugal por 0,2% que é algo como 0,004% do PIB europeu.

"Dois pesos, duas medidas". Há um tratamento discricionário e autoritário contra o nosso país por parte da CE. Devemos exigir o encerramento do alegado processo de sanções. Nem sequer sanções "simbólicas" são aceitáveis, mesmo essas seriam uma afronta à soberania do nosso país. É preciso resistir à chantagem europeia!

O verdadeiro propósito deste processo de sanções é fazer pressão sobre a atual maioria parlamentar e sobre o próximo Orçamento do Estado, porque a direita não aceita a reversão dos cortes, a reposição de direitos laborais e sociais, em suma, a direita não aceita que se desmascare a falácia cinicamente apregoada de que "não havia alternativa".

Como se vê, existe alternativa sim, basta vontade política para a pôr em prática: uma alternativa política com maiores critérios de Justiça e equidade.

O que pretende a CE, enquanto representante dos interesses do Grande Capital, é que continuemos a vender o país, nomeadamente os setores estratégicos da nossa economia, aos grandes interesses financeiros internacionais, supostamente para pagarmos uma dívida que nem sequer existe.

Portugal não pode continuar de joelhos, aceitando todo o tipo de humilhação e exploração. Esta (des)União Europeia não nos serve!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Cérebro Esquerdo, Cérebro Direito


"A metade esquerda do cérebro analisa, abstrai, conta, marca o tempo, planeia cada etapa de um processo, verbaliza, faz declarações racionais baseadas na lógica. Por exemplo: "Dados três números a, b e c, podemos dizer que, se a é maior do que b e b é maior do que c, então a é necessariamente maior do que c". É um enunciado típico da modalidade de pensamento do hemisfério cerebral esquerdo: a modalidade analítica, verbal, calculadora, sequencial, simbólica, linear e objetiva.

Por outro lado, temos uma segunda modalidade de saber: a do lado direito do cérebro. Através dela, "vemos" coisas que talvez sejam imaginárias — que talvez só existam nos olhos da mente — ou relembramos coisas que talvez sejam reais (você é capaz de visualizar mentalmente a porta de entrada da sua casa?). Vemos como as coisas existem no espaço e como as partes se unem para formar o todo. Usando esta maneira de raciocinar, compreendemos metáforas, sonhamos, criamos novas combinações de ideias. Quando algo é complexo demais para ser descrito, podemos lançar mão de gestos comunicativos. O psicólogo David Galin costuma usar um exemplo favorito: tente descrever uma escada em espiral sem  fazer o gesto de espiral. E, utilizando a modalidade-D, somos capazes de desenhar imagens daquilo que percebemos." 

Betty Edwards

segunda-feira, 11 de julho de 2016

domingo, 10 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

Unauthorized, Rawer and Subversive


"As for the non-initiatives — let’s refer to those as those individual initiatives — they basically translate in the will of an artist or a small collective or artists to intervene in the street, sometimes - but not necessarily - without any kind of mediation or concerns towards legality, much like traditional graffiti, if not in the content or intention, in the form, or ways of making. These might be relatively spontaneous; with of course the amount of planning that is necessary to pass from the idea to the realization. Most of the times, these are not authorized interventions, but the result of the initiative of the artists, who find in the walls of the city a canvas for their work and will to self-expression. These pieces can have a rawer and even subversive intention in them. It is totally untamed street art, while meaning in a very clear way the willingness to reclaim their space within the city’s public spaces. If on the one hand there might be a risk in the moment of making the piece in the street and not getting caught, on the other, there is a certain feeling of surprise for the alert users of the public space when discovering that a new piece of art just ‘appeared’ in a wall or tree or sign in the street they are passing by. This is certainly a stimulating effect of communication between artist and passer-by that contributes to a sense of communal belonging in relation to the city."

Ágata Dourado Sequeira


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Recuperar a soberania nacional


"A perda da soberania nacional, a transformação deste país numa semicolónia, grande obra do Euro e desta UE, corresponde a uma perda de autonomia individual para a maioria dos que aqui vivem, compelida pelo desemprego, pela perda de rendimentos e pela quebra do laço social a escolhas cada vez mais trágicas: quantas centenas de milhares de jovens mais têm de ser forçados a abandonar o país? Até quando é que é possível desligar uma “ideia” das suas materializações?

De facto, e perante esta tragédia, demasiados intelectuais brilhantes limitam-se a exercícios impotentes de imaginação europeísta, confundido uma certa ideia de Europa com UE e com a sua moeda, confundindo abertura ao outro com comércio e circulação de capitais irrestritos e com uma moeda forte que não nos servem [...]

E até seria possível imaginar outra Europa, claro: uma Europa de nações e de povos, livres e soberanos, que cooperam, em modo de geometria variável, porque existem interdependências a gerir. Essa cooperação seria útil na medida em que aumentasse a margem de manobra das democracias nacionais. Na ausência desta ideia, ficamos perante uma forma de inadvertido nacionalismo, baseado na defesa implícita da criação dos atributos de um Estado, mas numa escala europeia muito superior, em modo EUA idealizado, o que só pode produzir monstros imperiais neste continente irremediavelmente plural."

João Rodrigues