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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Destruir hoje e lamentar amanhã



«Quando se fizer a história dos tempos sombrios que a Europa atravessa, a perplexidade que hoje sentimos será porventura ainda maior. Perguntar-se-á como foi possível convencer as opiniões públicas a esquecer a verdadeira origem da crise (o desvario dos mercados financeiros, decorrente da sua liberalização e desregulamentação), deixando-a intocada, e acreditar que o problema se encontra no Estado e nas políticas públicas. Perguntar-se-á como foi possível subordinar deliberadamente a Política a esses mesmos mercados e aos seus instáveis humores. Perguntar-se-á como foi possível continuar a acreditar (apesar dos ensinamentos do passado e dos sinais acumulados de fracasso do presente) que uma recessão se ultrapassa atravessando o fogo austeritário. Perguntar-se-á como foi possível esmagar a decisão soberana de cada país em matéria de correcção dos défices públicos (em larga medida agravados pelos impactos económicos da própria crise financeira), impondo-lhes unilateralmente a esgotada cartilha, apresentada como inevitável, de desmantelamento do Estado. Perguntar-se-á como foi possível que lideranças tão medíocres tomassem conta do ideal europeu e desprezassem - olimpicamente - um dos pilares que melhor o identificam: a própria democracia. Perguntar-se-á, enfim, como foi possível deixarmo-nos chegar aqui.»


Nuno Serra



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Pickles





Muito amamos a Natureza e os Animais, mas o melhor do mundo são as pessoas. É bom quando os nossos amigos, além de amigos, também fazem Street Art. Este Artista dá pelo nome de Pickles e recentemente deixou alguns dos seus autocolantes por Portugal. É uma honra e uma alegria Dalaiama partilhar essa presença :)


We love animals, we love nature, but people are the best things in the world. It's good to have friends. It's even better when our friends do Street Art. Pickles is an Artist who have recently spread some of his stickers around Portugal. It's an honour and joy to place our drawings beside Pickles :)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Árvores Sapientes



Este tipo de intervenção que fazemos já suscitou alguma controvérsia por haver quem considere que a natureza é danificada. Ao contrário das cadeiras em que nos sentamos e demais mobiliário de madeira que utilizamos, aqui não há árvores mortas. Pedimos autorização às nossas irmãs as árvores, agradecemos-lhes a sua sabedoria e complacência e respeitosamente afastamo-nos. Obrigado.


Some people may don't appreciate this type of Street Art, because they probably have never had a seat on a wood chair, never had furniture at home made of dead trees. In this case, we ask the tree for permission, and it stays alive. Thank you trees of the world for being such an inspiration, such a wise sisters!

domingo, 6 de novembro de 2011

New Supplies




5 latas Kobra, 5 latas Sabotaz80, 6 latas mtn Hardcore, 2 latas mtn Mega (11 tons frios, 5 quentes, 2 neutros).

sábado, 5 de novembro de 2011

Com estêncil ou à mão livre?


Há vários modos de realizar Arte Urbana. Se bem que não seja o único, pintar paredes é um desses modos. Neste âmbito, há duas maneiras clássicas de usar a tinta: pintando à mão livre ou recorrendo ao estêncil. Ambos apresentam vantagens e desvantagens.


Num caso e noutro exige-se domínio dos meios operativos, especialmente das latas aerossois. Há o mito de que quem usa estênceis não precisa de saber manipular as latas, mas quem se aventurar por esta técnica rapidamente compreenderá que não pode prescindir de um domínio mínimo.
No entanto, desenhar à mão livre é claramente mais exigente do que usar estênceis, é praticamente impossível fazê-lo se não se tiver grande intimidade com as latas, se não se conhecer as suas diferentes pressões e a grande variedade de difusores e os modos de os utilizar.


A vantagem mais evidente na opção do estêncil é a qualidade da imagem manter-se constante, ao detalhe, mesmo se executada sob grande pressão. E como sabemos a rua frequentemente exige muita pressa. Mas isto implica um meticuloso trabalho prévio de desenho e corte do estêncil que pode consumir várias horas.


Além disso o estêncil apresenta desvantagens a considerar: precisa de estar à mão, ou seja, se sairmos de casa sem ele não podemos pintar caso surja uma oportunidade inesperada.


Ao precisar de ser transportado pode aparecer demasiado visível e denunciador das intenções de quem o leva. E quanto maior o estêncil, mais chama a atenção e mais desconfortável é levá-lo. Aliás, pode mesmo ser impossível fazer desenhos grandes porque simplesmente não cabem debaixo do braço. Uma maneira de tentar contornar esta limitação é usar cartão canelado em rolo onde cabem desenhos com até um metro de largura e vários de comprimento/altura, podendo depois esse cartão ser enrolado e mais facilmente transportado. Ou então divide-se uma imagem gigante em várias partes planas que se juntam na montagem final, mas este método implica transportar grande quantidade de cartões e um desafio (por vezes difícil e demorado) aquando da aplicação sobre a parede.


Ao ser usado, um estêncil fica sujo de tinta e não pode ser guardado logo a seguir, o que é outra limitação imposta por esta técnica.


Quem não usa estênceis apenas precisa de transportar as latas, tão simples quanto isso. Elas transportam-se bem, são leves, estão sempre prontas para expelir tinta e após o uso guardam-se rapidamente. Há mesmo quem ande sempre com uma latinha na mala, estando assim pronto para actuar a qualquer momento.


Tratando-se de pinturas clandestinas, não convém pintar à vista das pessoas. Se aparecer alguém enquanto decorre a intervenção, pode-se interromper a qualquer momento e retomar logo que for conveniente. Um desenho grande pode assim ser realizado às prestações, ficando concluído após várias paragens e retomas. Isso é fácil se se pinta à mão livre. Se optarmos pelo estêncil, precisamos de o afastar da parede caso alguém apareça e, quando quisermos retomar a pintura, perderemos tempo a colocá-lo de volta exactamente na mesma posição. E na penumbra da noite, essa tarefa pode ser bastante dificultada.


Se chover, pintar à mão livre é muito mais vantajoso do que andar com estênceis atrás, porque os cartões que habitualmente os constituem deformam-se e/ou desfazem-se com a água.


Na nossa opinião, tendo em conta as vantagens e desvantagens de pintar com e sem estênceis, consideramos que o ideal é dominar ambas as técnicas e, conforme a conveniência, saber aplicar uma ou outra.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Sonho de Ícaro









«Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão...»



Biafra



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

City Textures






A aproximação do olhar à parede pode revelar uma expressividade matérica surpreendente! =D

terça-feira, 1 de novembro de 2011

First New Piece of November

 



Algumas tintas que demoram mais a secar ainda escorriam, quando, há 100 minutos atrás, nós deixámos as redondezas da estação de comboios de São João do Estoril.  Uma boa maneira de começar o mês de Novembro :)


We've just finished this Artwork one hundred minutes ago, at the train station in São João do Estoril. This is a colourful way to start November :)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Live and Learn


«Live as if you were to die tomorrow. Learn as if you were to live forever.»


Mahatma Gandhi

domingo, 30 de outubro de 2011

Many Thanks


Muito obrigado? LOL xD
Nós é que agradecemos às pessoas o facto de partilharem conosco a vivência da cidade, concedendo-nos algum tempo das suas vidas a repararem nas nossas intervenções. Isso sim: muito obrigado!