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domingo, 31 de janeiro de 2010

One Year Ago

«No sábado, 27 de dezembro, teve início o mais recente ataque de EUA-Israel contra palestinos indefesos. O ataque foi meticulosamente planejado, por mais de seis meses, de acordo com a imprensa israelense. O plano tinha dois componentes: militar e propaganda. Baseou-se nas lições da invasão israelense do Líbano em 2006, que foi considerada pobremente planejada e mal divulgada. Podemos, então, estar razoavelmente confiantes em que a maior parte do que vem sendo feito e dito foi intencional e programado.
Isso certamente inclui o momento do ataque: pouco antes do meio-dia, quando as crianças estavam retornando da escola e multidões circulavam nas ruas densamente povoadas da Cidade de Gaza. Levou apenas poucos minutos para matar mais de 225 pessoas e ferir 700, um auspicioso começo de massacre em massa de civis indefesos, presos numa minúscula jaula sem saída.
(...)
O meticuloso plano também incluía o término do assalto, cuidadosamente marcado para logo antes da posse, a fim de minimizar a (remota) ameaça de que Obama pudesse dizer algumas palavras críticas a esses viciosos crimes apoiados pelos EUA.»
Noam Chomsky

«On Saturday December 27, the latest US-Israeli attack on helpless Palestinians was launched. The attack had been meticulously planned, for over 6 months according to the Israeli press. The planning had two components: military and propaganda. It was based on the lessons of Israel's 2006 invasion of Lebanon, which was considered to be poorly planned and badly advertised. We may, therefore, be fairly confident that most of what has been done and said was pre-planned and intended.

That surely includes the timing of the assault: shortly before noon, when children were returning from school and crowds were milling in the streets of densely populated Gaza City. It took only a few minutes to kill over 225 people and wound 700, an auspicious opening to the mass slaughter of defenseless civilians trapped in a tiny cage with nowhere to flee.

(...)

The meticulous planning also presumably included the termination of the assault, carefully timed to be just before the inauguration, so as to minimize the (remote) threat that Obama might have to say some words critical of these vicious US-supported crimes.»

Noam Chomsky

sábado, 30 de janeiro de 2010

Gaza: a verdade dos factos


«No dia 4 de Novembro de 2008, pelas 20.30 horas, uma unidade de infantaria do exército de Israel penetrou na aldeia de Wadi al-Salqa, na zona central da faixa de Gaza. Os soldados apoderaram-se de uma casa que utilizaram como base, mantendo a família como refém numa divisão da casa.
A partir daquele ponto cercaram uma casa vizinha, ordenando a saída das cerca de vinte e três pessoas que ali viviam. Quando os residentes abandonavam a casa, Haneen Salah al-Humaidi foi ferido nas costas por disparos dos soldados. No entretanto, militantes do Hamas ripostaram à incursão do exército israelita. Aquela unidade militar recebeu reforços apoiados pela força aérea.
Cerca das 22.30 horas, um míssil disparado por um avião militar israelita vitimou Mazen Nazmi Abu Sa'da.
Nas primeiras horas do dia seguinte, o exército israelita destruiu a casa de al-Humaidi, arrasou cerca de 25 mil metros quadrados de terrenos agrícolas e prendeu seis membros da família, entre os quais quatro mulheres.
No dia 5 de Novembro, em Khan Yunis, cerca da meia-noite, dois mísseis disparados pela aviação israelita vitimaram quatro militantes do Hamas, e cerca de uma hora depois, dois outros mísseis, disparados sobre a aldeia de al-Qarara, mataram outro militante do Hamas.
Naquele mesmo dia 4 de Novembro, em Toubas, cerca de 21 quilómetros a nordeste de Nablus, na Margem Ocidental, cerca da 1.10h da madrugada, o exército israelita penetrou no campo de refugiados de al-Far'a, impondo o recolher obrigatório.
Várias casas foram inspeccionadas e destruídas. Em protesto, alguns dos residentes lançaram pedras contra os soldados que abriram fogo sobre a população. Sete pessoas, com idades compreendidas entre os 11 e os 54 anos, ficaram feridas, duas delas com gravidade.
Um dos feridos era um funcionário da UNRWA que se encontrava em serviço no local devidamente identificado.
No dia 6 de Novembro, cerca das 9.55 horas, um grupo de agricultores palestinos trabalhava no cultivo das suas terras numa região situada a leste de Khan Yunis, junto à linha de fronteira entre Israel e a faixa de Gaza. Estavam acompanhados por monitores estrangeiros do Movimento de Solidariedade Internacional claramente identificados. Não obstante repetidas demonstrações sobre o carácter pacífico da sua actividade, uma patrulha do exército israelita abriu fogo sobre os agricultores que foram obrigados a abandonar o local.
Três dias depois, a família Al-Kurd foi expulsa, pelo exército israelita, da casa onde vivia, desde 1956, em Jerusalém Oriental. Situada no bairro de Sheik Jarrah, esta foi a primeira de uma série de 28 habitações de palestinos que Israel pretende desalojar para construir no local o colonato de Shimon Ha Tsadiq – tsadiq significa justo – que integrará 200 casas.
Abu-Kamal, o patriarca da família, refugiado de Jaffa na guerra de 1948, morreria no hospital, cerca de vinte dias depois, com 62 anos de idade, deixando para trás, mulher, cinco filhos e respectivas famílias. Durante semanas, a mulher, Umm-Kamal, abrigou-se numa tenda construída junto àquela que fora a sua casa. No dia 21 de Novembro, um bulldozer do exército destruiu a tenda.
No dia 2 de Dezembro, cerca das 15.30 horas, um avião militar israelita disparou um míssil sobre um grupo de crianças palestinas sentadas à beira da rua junto ao centro de saúde na aldeia de al-Shouka, a sudeste de Rafah, na faixa de Gaza, matando duas crianças de 15 e 16 anos, e ferindo com muita gravidade outras duas, de 14 e 17 anos.»
Carlos Almeida

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Israel: Estado Criminoso

«Assistimos a uma campanha na Comunicação Social em Portugal, apregoando e difundindo toda a argumentação de Israel, mentindo aos portugueses, e escondendo a verdadeira essência do conflito Israelo - Palestino.
Assistimos passados 61 anos à continuação da ocupação e da repressão de Israel contra os direitos legítimos do Povo Palestino.
Em 1948 Israel espezinhou a resolução 181 da ONU, da partilha em dois estados, um judeu e outro árabe.
Em 1948 Israel proclamou a independência em 78% do território e expulsou pela guerra centenas de milhares de Palestinos.
Em 1967 ocupou os restantes territórios: Jerusalém Oriental, Cisjordânia, Faixa de Gaza e outros territórios árabes.
Israel em violação sistemática, do direito internacional e das resoluções das Nações Unidas continua impune:
Na Cisjordânia, com 2,3 milhões de habitantes, 250.000 colonos israelitas controlam 40% do território e as melhores terras agrícolas; continuam as anexações em Jerusalém Oriental, Árabe e na Cisjordânia; continuam a rejeitar a negociação do direito ao regresso dos refugiados Palestinos dos quais mais de um milhão vivem em campos miseráveis na região, em contínuo desrespeito pela decisão 194 da ONU.
Nos últimos 15 anos fracassaram todas as conferências, reuniões, processos de paz, quando se chega à questão decisiva da retirada israelita dos territórios ocupados e do estabelecimento de um Estado Palestino independente e soberano nos mesmos territórios de 1967, Israel continua impune, em conluio e com o apoio da comunidade internacional, com os EUA à cabeça, com a Europa rendida, Portugal incluído, e até com a passividade do mundo árabe.
O que continua a prevalecer nesta politica de conluio entre os EUA e Israel é a eliminação dos Palestinos enquanto Povo.»
MPPM – Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Doze mil desejos

«Quero tatuagens novas e corações vermelhos desenhados na agenda. Quero tempo a esperar que o tempo passe. Quero tempo que se arraste devagar. E tempo que voe.»
Nikky

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sol vespertino

Após uma tarde bem passada, o sol democrático derrama ouro nas cores digitais. After a nice evening painting, the golden sun blesses everybody with its same peaceful light.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Global Art

« Like it or not, abandoned and neglected spaces are a global bi-product of industrial abuse. Due to the wasteful nature of capitalist ideologies, “real world” problems, like “homelessness”, “poverty”, and “social alienation” never seem to get solved, yet rethinking and reusing these neglected and abandoned spaces within our own communities can help to ease these “societal ills”... »

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Múltiplas interpretações

«Duas pessoas, observando atentamente o mesmo objecto, têm dele uma visão diferente. Isto quer dizer (...) que, embora o mecanismo da vista seja praticamente o mesmo em todas as pessoas, o juízo que elas fazem do mundo em redor difere de caso para caso. E mais: em certos casos e em certas condições, uma mesma pessoa retira da realidade conclusões visuais diversas, consoante a alteração da sua atitude psicológica ou cultural, consoante os meios de apoio de que possa dispor, consoante o tempo que decorre entre duas análises.»
Rocha de Sousa

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Decidir e agir

«Em suma, tudo se resume às decisões e acções aparentemente imperceptíveis de cada cidadão, levadas a cabo individualmente ou em grupo, para com o espaço colectivo, assim tornado público.»

Pedro Soares Neves