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sábado, 31 de agosto de 2013

Upside Down


Pintar requer dedicação, persistência, força e ginástica!
A new signature and strong arms to flip the body while showing it ;)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

950 dias depois, às 9h50m


A tinta negra ainda resiste na parede gasta. Foi há 950 dias que os nossos aerossois visitaram esta rua. Tal fato merece que esta publicação aconteça hoje, às 9 horas e 50 minutos ;)

We are posting this picture at 9:50 AM, exactly 950 days after bombing this wall in Rua do Lago (Lake's Street). The spray paint still remains there. Will it last until day 1,000?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Big One In Progress


A trabalhar numa peça que requer muitas horas a bater com a cabeça no teto ;)

Still working on it. The ceiling is the limit ;)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quit Listening to the High Priests


«Nowadays I think street art represents a new, more democratic, more engaged relationship between artists and the public that is extremely exciting. It’s like we’ve finally decided to quit listening to the disembowelled babble of the high priests and are engaging directly with the person sitting next to us in the pews.»

Ron English

domingo, 25 de agosto de 2013

Politically Speaking


«Graffiti is an art which can be found everywhere, even where we do not expect to see it. The main interest in graffiti is the fact that it is subversive, disturbing, and has a shock value attached to it. I think it is difficult to not have a reactionary response when you take a look at the society we live in and everything which is at stake whether it is political or financially speaking. I aspire to wake the people up way beyond the artistic concerns.»

Kidult


sábado, 24 de agosto de 2013

Still Burning, Almost Ready


No fundo, uma leve gama de verdes e azuis veio arrefecer um pouco os olhos. Só falta estabelecer a fronteira entre o primeiro e o segundo plano. O pensamento humano é tridimensional. Está quase pronta mais uma parede.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pure and Beautiful Raw


«I define street culture with the word "raw". The street is where everything is born, where it lies before the mainstream gets its hands on it and refines it to something tolerable. Street culture embraces the unfinished, the pure, the work that was improvised without the intention of ever getting noticed and that is why it is so beautiful.»

Okat (culture jammer)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A Segurança Social é SUSTENTÁVEL


«O que a ONU diz é que até 2060 não vai haver nenhuma alteração significativa na população activa. Como a sustentabilidade da segurança social não depende, como prova o economista Pedro Ramos Nogueira, do número de velhos e crianças (as pontas da pirâmide) mas do número de activos (trabalhadores) face aos que não estão a trabalhar, o que a ONU vem dizer é que não haverá neste campo mudanças até 2060.  E, até 2030, nem sequer nas próprias pontas da pirâmide.

(...)

Confundir activos com inactivos tem sido o mote nesta discussão. Medina Carreira, por exemplo, vai mesmo mais longe e sistematicamente retira dos seus gráficos sobre os activos os desempregados, o que nenhum instituto de estatística do mundo, que eu conheça, faz!

Mas meter no mesmo saco as crianças e os idosos esquecendo o cálculo da produtividade dos que trabalham é isolar uma variável para ”provar” algo que não colhe: que teríamos mais idosos do que aqueles que a riqueza colectiva pode suportar. O nosso argumento é justamente o contrário: nunca produzimos tanto e tão bem, a produtividade por trabalhador aumentou 430% desde 1961 e, portanto, a nossa capacidade de suportar mais idosos é hoje maior do que quando se criaram os sistemas universais de segurança social, em que a produtividade era em média menos 5 vezes por cada trabalhador.

É importante lembrar que riqueza e lucro não são a mesma coisa (os lucros de algumas empresas têm crescido com esta política recessiva que implica destruição de riqueza). E, recordo, é possível aumentar a produtividade aumentando os salários. Mas o padrão deste governo e da troika tem sido o de aumentar a produtividade baixando os salários — é o modelo chinês de levar a força de trabalho à exaustão e mesmo à não reposição dos trabalhadores e da sua força física e psíquica (10% dos portugueses que têm trabalho, como lembramos, trabalham e não só não conseguem descontar decentemente para a segurança social como nem conseguem chegar ao fim do mês e alimentar-se).

Para sustentar os nossos idosos — deveria antes dizer: para devolver-lhes em descanso e qualidade de vida a riqueza que nos deixaram, porque eles são os mesmos que já nos sustentaram com o seu trabalho — temos de fazer algo fácil mas que encontra grandes resistências: acabar com o desemprego e colocar todos os trabalhadores com relações laborais-padrão (protegidas e com salários decentes), para que ganhem e descontem o suficiente para pagar as reformas dos que já descontaram.

Como é fácil de perceber, tal decisão implica coragem porque exige pôr em causa o lucro das empresas – o lucro das empresas que se faz do trabalho e o lucro das empresas privadas que vivem de negócios públicos (dívida pública, PPPs, subcontratação de serviços), que cresce à medida em que se cortam as reformas dos nossos idosos, que hoje, felizmente, vivem mais.»

Raquel Varela, historiadora, coordenadora de A Segurança Social é Sustentável. Trabalho, Estado e Segurança Social em Portugal (Bertrand, 2013).

domingo, 18 de agosto de 2013

sábado, 17 de agosto de 2013

Almost Finished


Em alguns casos uma única parede pode consumir vários dias até que se dê por concluída. Esta já está quase pronta.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Most Recent Still Unfinished


É preciso força nos braços, paciência e muitas horas de trabalho: a peça às vezes pode não ficar pronta logo à primeira.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Desafios na escuridão


São incontáveis os desafios colocados pela determinação de proporcionar Arte gratuita à comunidade. Podemos ver a nossa boa vontade ser acusada de vandalismo se formos apanhados pelas autoridades. Mas não só: a escassez de luz também põe à prova a nossa determinação, porquanto à noite as cores são bastante diferentes das que se vêem de dia. O estudo e os conhecimentos adquiridos no campo da teoria da cor, associados à experiência, são essenciais.

It's hard to offer Street Art to the community. We work for free, with passion and political fervour. It's not only the danger of being caught, the risk of choosing the wrong colours is also high. At night, light is minimal. The paintings often look quite different at daylight. You need knowledge, experience and determination to get the job done properly.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

LADRÕES!!! Devolvam o que é nosso!!!


«É totalmente ilegítimo cortar as pensões e reformas. Nunca é demais lembrar que o Estado não é dono da segurança social e portanto não pode apropriar-se destes recursos. O Estado é depositário das contribuições e está obrigado a pagar as pensões. Tudo o resto é roubo. Vou repetir, assumindo exactamente o valor desta palavra — tudo o resto é roubo. Portanto os portugueses devem reagir e resistir àquilo que é desnecessário do ponto de vista económico, imoral do ponto de vista social e, finalmente, totalmente ilegal». 

Raquel Varela

sábado, 10 de agosto de 2013

Dalaiama no Google Maps #2




Prosseguindo a busca, encontrámos mais alguns indícios de muros em Cascais, com a nossa marca, no Google Street View. 

Again, here are some more snapshots taken from Google Street View, showing Dalaiama's presence in Cascais. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sem democracia social não há democracia política


A Luta e a Resistência são mais necessárias do que nunca neste momento em que o império do capital procura, a nível global, instaurar a ditadura financeira, esmagando a soberania dos povos, sujeitando as suas escolhas políticas a uma suposta inevitabilidade decadente posta em prática por governantes corrompidos. 

A globalização capitalista asfixia a democracia política.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Dívida e racionalidade económica


« Há uma contradição entre a frase tantas vezes repetida de que “somos honrados, pagamos as nossas dívidas” e o valor da dívida pública, que em 2014 deverá ultrapassar os 130%. Trata-se apenas de mais um exemplo de como não é possível conciliar uma leitura da crise assente em critérios morais e uma resposta que tem de assentar em algum tipo de racionalidade, desde logo económica. Podemos repetir ad nauseam o discurso da culpa e enfatizarmos os compromissos de honra mas, a persistirmos assim, estamos a caminhar para um suicídio económico.

(...)

A confusão entre dívida e pecado é uma marca com lastro. Não apenas porque, em muitas traduções da liturgia cristã, dívida e pecado são termos usados indistintamente, ou porque em alemão schuld significa culpa e dívida, mas também porque, ao longo de séculos, a dívida foi tratada exclusivamente como questão penal. A este propósito, Robert Kuttner, num artigo na New York Review of Books, chama a atenção para o facto de só recentemente a racionalidade económica ter passado a estar presente na forma como se lida com a dívida. Até ao início do século XVIII, um devedor que incumpria era preso. Mas, quando no Reino Unido, em 1706, o incumprimento deixou de ter como consequência a pena de prisão, esta mudança não decorreu de nenhum surto de compaixão mas apenas de pura racionalidade económica. Com grande parte dos mercadores e comerciantes presos, e portanto incapazes de pagar as dívidas, a economia estava a colapsar.

Não é, contudo, necessário recuar tanto no tempo para a racionalidade económica ter prevalecido. Como é sabido, a Alemanha no pós-II Guerra beneficiou de um colossal perdão de dívida, que baixou de 675% do PIB, em 1939, para 12% no início da década de 50. Sem este perdão, teria repetido a catástrofe política do pós-I Grande Guerra. E, a este propósito, talvez seja preferível não reabrir a questão moral e da culpa.»

Pedro Adão e Silva

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Street Art Altruísta


A Arte Dalaiama é altruísta. É realizada com o empenhamento de muito tempo da nossa vida, com o sacrifício de horas de sono, grande dedicação de energia e de recursos financeiros (também escassos neste tempo de crise). Ainda por cima, intervir no espaço público sem o carimbo institucional da censura prévia comporta riscos particulares.

Num tempo em que prolifera a tinta autorizada sobre paineis, comboios, vidrões, paredes e outros suportes obedientes, onde nunca se vê intervenções portadoras de ideologias imagéticas críticas,
todas antecipadamente censuradas, é bem-vinda a presença refrescante da Street Art descomprometida com os poderes instituídos.

Procurando escapar a uma presença meramente decorativa, felizmente ainda há suficiente rebeldia nas ruas cujos autores são um número incontável de anónimos. As ações dalaiamianas são, humildemente, uma pequeníssima parte desse fervilhar intenso e coletivo. 

Mantém-se vivo em Portugal o altruísmo daquela Street Art, com raízes no fim dos anos 60 do século passado em Filadélfia e em Paris, ainda com a pureza do seu caráter contestatário, construtivo e livre.

No nosso caso, todas as pessoas que já pegaram nos estênceis e aplicaram o imaginário Dalaiama fizeram-no sem esperar nada em troca, a não ser a possibilidade de contribuir criticamente para a reflexão e a construção do bem comum.