SÊ BEM-VINDO ! SÊ BEM-VINDA ! YOU ARE WELCOME !

terça-feira, 30 de julho de 2013

Coitus Interruptus













É importante garantir que levamos conosco quantidade de tinta suficiente para acabar o desenho. Uma pintura inacabada é um mar escondido, um livro que não ardeu, um céu por cumprir.

Before you get up on a wall, make sure you carry enough cans to finish the job. The lack of paint may be a problem.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Eles comem tudo


«On en est au point où le Fonds monétaire international (FMI) s’inquiète… Après avoir longtemps proclamé que la « dispersion des revenus » était un facteur d’émulation, d’efficience, de dynamisme, il observe que 93 % des gains de croissance réalisés aux Etats-Unis pendant la première année de reprise économique ne sont allés qu’aux 1 % d’Américains les plus riches. Même au FMI, cela paraît trop. Car, toute considération morale mise à part, comment assurer le développement d’un pays dont la croissance profite de plus en plus à un groupe étriqué qui n’achète plus grand-chose, tant il dispose de tout ? Et qui, par conséquent, thésaurise ou spécule, alimentant un peu plus une économie financière déjà parasitaire. Il y a deux ans, une étude du FMI rendait donc les armes. Elle admettait que favoriser la croissance et réduire les inégalités constituaient « les deux faces d’une même pièce ». Les économistes observent d’ailleurs que des secteurs industriels dépendant de la consommation des classes moyennes commencent à manquer de débouchés dans un monde où la demande globale, quand elle n’est pas asphyxiée par les politiques d’austérité, privilégie les produits de luxe et le bas de gamme.»

Serge Halimi 
http://www.monde-diplomatique.fr/2013/05/HALIMI/49056

«Even the IMF is getting concerned: after long proclaiming that “income disparities” drive imitation, efficiency and dynamism, it noted that 93% of the growth gains achieved in the US in the first year of the economic upturn profited only America’s richest 1%. That was too much even for the IMF. Leaving aside moral considerations, how can you assure the development of a country if its growth increasingly profits a tiny group who don’t buy much as they already have everything? And who consequently either save or speculate with their money, further fuelling an already parasitic financial economy. Two years ago an IMF study conceded that favouring growth and reducing inequality were “two sides of the same coin”. Economists are moreover noticing that industrial sectors which depend on middle-class consumption are beginning to struggle in a world in which global demand — when not throttled by austerity policies — prefers either luxury goods or bargain products.»


domingo, 28 de julho de 2013

sábado, 27 de julho de 2013

Se continua o mesmo governo, também a Luta continua!


«Após três semanas de crise política, o que fica é uma redistribuição de poder no interior do Governo mercê do qual um partido que representa 12% do eleitorado adquiriu o controlo sobre os ministérios da área económica, a regulação das relações laborais, a conclusão do processo de privatizações e o desmantelamento do Estado social.

Vão anunciar o início de um novo ciclo. Mas, longe de permitir vislumbrar qualquer alteração de rumo face à política de empobrecimento a que tem votado o país, a remodelação agora efectuada no Governo visa, no essencial, dar um fôlego adicional a essa mesma política. Perante a evidência das consequências devastadoras da estratégia implementada nos últimos dois anos – ao nível da produção, do emprego, da coesão social, do défice e da dívida –, os interesses representados no Governo optaram pela fuga para a frente. Trata-se de adiar o mais possível a manifestação soberana da vontade democrática do povo português, a fim de levar tão longe quanto possível o programa em curso de desvalorização do trabalho e eliminação de direitos laborais e sociais.

(...)  A jogada consiste em fazer crer que esta é a mudança necessária para que o Governo passe a negociar de forma mais exigente e patriótica com a troika, e para que à fase da austeridade cega se siga agora a fase da prioridade à economia e de relançamento do investimento e do emprego. Nada disso irá acontecer.

Toda a política económica deste Governo (...) será decisivamente determinada pelo corte adicional e permanente de milhares de milhões de euros na despesa pública, o que transformará a recessão atual numa depressão de proporções calamitosas.»


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dalaiama no Google Maps

http://goo.gl/maps/8hFHO
http://goo.gl/maps/Nz6IB
http://goo.gl/maps/OUXNP
http://goo.gl/maps/OUXNP
http://goo.gl/maps/qZFEU

Não é a primeira vez que o Google Street View (não obstante quase sempre desatualizado) nos felicita com imagens da presença dalaiamiana no espaço público.
Já no site do museu de arte urbana à escala planetária surgem algumas referências em Lisboa e até no Brasil.
Muito recentemente, o amigo Marco António ressuscitou a nossa curiosidade em procurar mais alguns sinais inéditos de paredes com a nossa marca.
Partilhamos hoje alguns exemplos encontrados na zona de São João do Estoril.

Abraços aí Pessoal!!! =)))

We have already seen before some walls with Dalaiama on Google Street View.
Even the biggest biggest Sreet Art Gallery online show some signs of Dalaiama's presence (also in Brazil).
A few says days ago our friend Marco Antonio inspired us to look for some more appearances in Google Street View. 
These ones we show today were found in São João do Estoril.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ontem tomou posse o mesmo governo com as mesmas políticas


«Lei do Comando de Wellington:
A nata vem sempre ao de cima.
A escumalha também.

Princípio de Peter:
Numa hierarquia, todo o funcionário tende a subir até seu nível de incompetência.

Teorema de Peter:
Incompetência mais incompetência é igual a incompetência.»

Leis de Murphy

terça-feira, 23 de julho de 2013

Do lixo, do Governo e do Presidente da República


Gaspar demite-se porque já não acredita na austeridade, 
Portas demite-se de modo irrevogável 
e Cavaco decide manter tudo na mesma.

«Regra de Lord Falkland:
Quando não é necessário tomar uma decisão, é necessário não tomar nenhuma decisão.

Lei de Young:
É a madeira morta que mantém a árvore de pé.

Corolário:
Só porque está de pé, não quer dizer que não esteja morta.»

(Leis de Murphy)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Offshore


«Finance is the art of passing money from hand to hand until it finally disappears.»

Robert W. Sarnoff

domingo, 21 de julho de 2013

Bandeira hasteada há poucas horas


A nova bandeira portuguesa foi hasteada numa parede cascalense de azulejos. Grécia e Portugal, dois países e um mesmo caminho.

Some hours ago we painted this portuguese flag. Greece and Portugal are brothers in the same fight.

sábado, 20 de julho de 2013

As You Wish


«Money is only a tool. It will take you wherever you wish, but it will not replace you as the driver.»

Ayn Rand

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Marat — Sade



A Companhia do Teatro Experimental de Cascais apresenta, desde ontem até 13 de agosto, no Teatro Municipal Mirita Casimiro, a peça MARAT — SADE de Peter Weiss. Uma opção para quem aprecia palcos e dramaturgia.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Viver de Luz Crew





Uma pequena intervenção, já com mais de dois anos mas ainda inédita neste blog. É vista aqui à luz da lua e à luz do sol. A recordar um belo fim de tarde com GoVegan e StarCat, no dia do regresso a Sesimbra.

Although this little painting was done two years ago, it has never appeared here before. It was finished on a sunny afternoon enjoying the company of GoVegan and StarCat. Here we can see it at night and daylight.

terça-feira, 16 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Despertar para todo um mundo novo que é possível


«Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.»

«Who looks outside, dreams; who looks inside, awakes.»

Carl Jung

domingo, 14 de julho de 2013

Where's WALLYaiama ?




Onde está o WALLYaiama ?

Where's WALLYaiama ?

Look for WALLYaiama.

Where's WALDOaiama ?

Wo ist WALTERaiama ?

Où est CHARLIEaiama ?


Thanks to El St for the pictures ;)

sábado, 13 de julho de 2013

Illegal Street Logo


«A logo for street artists is very much akin to a traditional writer's tag. In examining post-graffiti art, I understand logos as evolutions of signatures from letters to characters or abstract designs that function as icons, which either convey an idea, represent an artist, or both. In the world of corporate advertising, logos are symbols that represent a brand to the consumer or advocate a vision. Illegal street logos are materially diverse in that they can be spray-painted, postered, stickered, stenciled, or drawn and are visually flexible since an artist's logo, although recognizably theirs, can vary with each execution. While to an extent graffiti logos "advertise" the artist, ultimately the goal is not to sell a product, but rather to forge a space in the cityscape that questions the function of public space.»

Anna Waclawek

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cavaco defende Ditadura


«Perante a fuga para a frente de um Governo em desagregação, o Presidente da República (PR) decidiu, por uma vez, dar sinal de vida. O resultado desastroso da estratégia de austeridade e da diluição da legitimidade democrática da atual governação exigiriam do PR uma solução óbvia: a convocação de eleições. Mas, em vez disso, Cavaco Silva propôs ao país a constituição de um governo de Salvação Nacional e um compromisso entre PSD, CDS e PS para perpetuar o programa da troika, independentemente do resultado das próximas eleições legislativas.

A proposta do PR é política e eticamente inaceitável. Aquele que deveria ser o garante do regular funcionamento das instituições pretende impor ao País a anulação da democracia – fazendo das eleições um ato de democracia condicionada e promovendo a legitimação de uma mera democracia de fachada.»

Congresso Democrático das Alternativas (CDA)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Love Love Love


«Money is not the most important thing in the world. Love is. Fortunately, I love money.» 

Jackie Mason

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Life Makes No Sense


«I think it’s a part of the transformation that you have to go through in order to grow up.
(...)
«I no longer felt connected to anything I had thought about art. For at least two years, nothing made sense to me, and everything I did felt aimless and destructive, and then things finally came around. 
So now when I feel like I’m doing things that make no sense, to me, but I still feel deeply compelled to do them, I take it as a good sign.»

Swoon

domingo, 7 de julho de 2013

A Segurança Social é Sustentável


«O debate sobre a sustentabilidade da segurança social tem sido dominado pelos argumentos demográficos que apontam para uma tese semi-catastrofista em que a evolução da pirâmide etária (com o aumento da população aposentada em relação aos trabalhadores no activo) comprometeria a sua sustentabilidade. Esta é uma explicação errónea. A chave da sustentabilidade da segurança social está na riqueza produzida e nas relações laborais e não no actual quadro demográfico, que aliás a ONU prevê que não se altere significativamente até 2060.

O aumento da esperança média de vida (EMV) não é uma tragédia, mas uma bonança civilizacional que exigiu uma evolução de milhares de anos. Por outro lado, a EMV é uma média – entre a de um operário manual e a de um gestor de topo pode haver uma diferença de 18 anos! Lembremos ainda que a EMV em Portugal é sensivelmente idêntica à dos países do Norte da Europa, mas a EMV com saúde é das mais baixas, 6 anos – contra os 15 da Dinamarca, por exemplo. Por fim, os cálculos actuais da EMV usam como pressuposto o nível de bem-estar actual, isto é o acesso à saúde e segurança social, habitações salubres, alimentação de qualidade, mobilidade. Se se cortar nestes sectores, a expectativa é que a EMV caia. Ou seja, cortar na segurança social pode significar de facto passarmos a viver menos.

A segurança social é sustentável, e superavitária, se se impedir a sua descapitalização por parte do Estado e se se garantirem relações laborais-padrão, protegidas.

A descapitalização da segurança social começou na segunda metade dos anos 80: a utilização do fundo da segurança social para gerir os programas assistencialistas decorrentes do desemprego (os “pais” a pagar o desemprego dos “filhos”); as pré-reformas, algumas aos 45 ou 50 anos, em que trabalhadores efectivos e com direitos (que contribuem) são substituídos por trabalhadores precários; as dívidas não cobradas (8 mil milhões de euros); a transferência dos fundos de pensões de CGD, PT, Marconi, ANA (valem hoje menos 1/3); a neblina opaca que encobre o valor real (não nominal) dos fundos de pensões da banca; os subsídios da segurança social a lay-offs (triplicaram nos últimos 5 anos); a Formação Profissional e Políticas Ativas de Emprego (1,4% do PIB), entre eles o programa Impulso Jovem, que permitem às empresas contratar trabalhadores a custo quase zero; e até um momento burlesco: a utilização do fundo da segurança social para «ajuda humanitária ao Kosovo».

Dedicámos a maioria dos nossos estudos às relações laborais porque cremos que é nelas que está a chave da sustentabilidade. Sendo verdade que o número de idosos e aposentados aumentou, não é menos verdade que o número de trabalhadores activos nunca foi tão grande como neste Portugal de início do século XXI (lembremos a entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho). Temos hoje 5,4 milhões de activos e cerca de 2,5 milhões de pensionistas e reformados por velhice, ou seja o dobro dos activos para os pensionistas e reformados.

Para definir a sustentabilidade da segurança social interessa conhecer a produtividade destes trabalhadores. Ora a produtividade tem aumentado mais do que o suficiente para compensar qualquer perda no futuro previsível na população activa ou aumento proporcional da população de pensionistas (a produtividade por trabalhador em Portugal aumentou 5,37 vezes entre 1961 e 2011, isto é, 430% por trabalhador). Porém, metade da população activa está desempregada ou é precária (recebendo em média 37% menos, o que não lhe permite descontar para as pensões dignas do que já não estão a trabalhar).

Feitas as contas, há duas perguntas essenciais neste debate. A primeira é como ficará o sistema de segurança social depois dos anunciados 200 mil despedimentos na função pública? A segunda, claro, já todos nos colocámos: uma sociedade civilizada é sustentável sem segurança social?»

Raquel Varela, historiadora, coordenadora de A Segurança Social é Sustentável. Trabalho, Estado e Segurança Social em Portugal (Bertrand, 2013).

sábado, 6 de julho de 2013

Governos Corruptos PS_PSD_CDS

«Como os políticos e ex-políticos gerem interesses, movem influências e beneficiam de direitos adquiridos?

Dos 230 deputados à Assembleia da República, 117 estão em regime de “part-time”, acumulando as funções parlamentares com outras actividades profissionais no sector privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestam serviços remunerados a empresas que operam em sectores de actividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos de…putados integram. Noutros casos exercem cargos de administração ou fornecem serviços de consultoria a empresas que beneficiam, directa ou indirectamente, de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas. Conflitos de interesses? Dezenas de exemplos concretos são apresentados nas páginas deste livro.

Das 20 empresas cotadas no índice PSI 20, por exemplo, 16 contam com ex-políticos em cargos de administração. Por vezes são ex-governantes que decidiram sobre matérias que implicam as empresas para as quais vão depois trabalhar, ou até administrar. Dos corredores do poder político para as salas de reunião dos conselhos de administração, e demais órgãos sociais, das maiores empresas portuguesas, com ou sem período de nojo. Um fluxo recorrente entre cargos públicos e privados.»

Gustavo Sampaio

sexta-feira, 5 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Paulo Portas, Passos Coelho, Cavaco Silva e demais oportunistas


«MÁXIMA DE MATCH:

Um louco num lugar de topo é como qualquer homem no cimo de uma montanha: tudo lhe parece pequeno e ele próprio parece pequeno para todos os outros.»

Murphy's Law (by Arthur Bloch) 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Terá mesmo Paulo batido com a Portas?


« Apresentei hoje de manhã a minha demissão do Governo ao Primeiro-Ministro.
Com a apresentação do pedido de demissão, que é IRREVOGÁVEL, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer. »

Paulo Portas, Presidente do CDS-PP


terça-feira, 2 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Arte de conteúdo


«O enfoque dado por nós agora é o do homem em seus múltiplos aspectos. O que a meu ver melhor caracteriza o homem moderno é a multidão. Acredito que a minha principal responsabilidade é a de dizer. Quero pessoalmente uma arte de conteúdo em que o homem seja sempre a medida. Faço uma arte urbana e recolho o meu material no dia-a-dia.»

Rubens Gerchman